Minha aventura com ele começou de forma inusitada. Transamos antes mesmo de nos apresentarmos. Foi fantástico, minha primeira aventura de sexo casual em uma festa sem nenhum planejamento para que a situação acontecesse, ainda mais com um cara lindo e cheio de energia.
Foi tão bom e inesperado que naquele instante nem lembrei que existiam riscos de doenças sexualmente transmissíveis, pois risco de gravidez eu controlo muito bem e não é um fator de preocupação. Logo, nossa primeira vez rolou sem preservativos, o que me deixou tensa nos próximos dias, pois não fazia ideia do histórico sexual ou de saúde do bonitão.
Passados os primeiros momentos de insegurança e mantido o contato, consegui perceber que o cara era saudável e que, até aquele momento, não tinha com o que me preocupar. Porém, não fizemos nenhum pacto de fidelidade, afinal nenhum de nós queria compromisso, principalmente por termos vidas tão diferentes. Obviamente, eu teria outros parceiros e ele teria várias outras transas inusitadas, afinal, ele só tinha 24 anos e uma vasta vida sexual a explorar.
Nossos próximos encontros seguiram na minha casa e, sempre que o questionei por preservativo, vinha uma promessa de que ele o traria, porém, o cara vinha sempre sem cuidados e eu não conseguia resistir ao seu charme. Por vezes eu mesma comprei a camisinha para tentar o uso. Porém, o cara se aproveitando de ser bem dotado, queixava-se de não se sentir confortável.
Enfim, ao fazer meu último checkup médico, recebi a notícia de que continuava saudável e que apesar de uma vida sexual ativa, nem mesmo um HPV tinha se instalado em meu corpo até hoje. Ufa!
A médica começou a compartilhar sua preocupação com o aumento do número de garotas na faixa dos 20 anos que aparecem no consultório com DSTs, e complementou falando sobre o aumento de incidência do vírus da AIDs e Sífilis entre a população jovem.
Minha reflexão foi imediata. Não quero mais correr riscos sexuais. Embora o garotão seja lindo e um parceiro maravilhoso na cama, alega sentir-se desconfortável com o uso de preservativo. Com certeza não tem um hábito diferente com suas outras parceiras, e se elas aceitam esse comportamento dele, aceitam de outros também, ou seja, eu estava inserida em um contexto de risco.
Aparentemente, perdemos o medo que nos assombrou no final dos anos 80 e início da década de 90. As gerações mais novas não foram surpreendidas pela morte de seus ídolos pelo HIV como Henfil, Cazuza, Cláudia Magno, Freddie Mercury, Renato Russo e Betinho e, talvez por isso, a maioria entende o uso de preservativo como um transtorno, quando o ideal seria entendê-lo como essencial.
Vamos encarar o preservativo como parte do ato sexual e como parte da diversão. Atualmente são muitos os tamanhos, aromas, sabores e cores para tornar seu uso mais íntimo e agradável. Que tal conhecer alguns deles em uma sex shop e aproveitar para incrementar a criatividade? Visite o http://www.cerejasexshop.com.br/preservativos e aproveite o momento.
