Átimo

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Sinto esta mulher. O tato. O arrepio. A minha pele.

Prolonga-se o negro nessa cena atemporal.

São sons que coexistem.

São retratos de possibilidades não exaustivas que se tocam, se confundem e se alinham.

Enlaçam-se o real e o seu complemento.

Na utopia do desejo, já sedenta, a flor se abre…

Esvai-se. Transborda. Falece. Renasce.

É o fim, mas os sons coexistem.

O silêncio se faz, ainda que os gritos não cessem.

Não sabemos, mas na verdade estamos surdos.

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2 COMMENTS

  1. Glória, que sensibilidade! Que beleza! E num tema dificílimo, onde grande parte dos autores resvalaria em pura vulgaridade! Já lhe disse que você é genial? 😉

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