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Game of “POL-THRONES”

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Tinha decidido ir ao Rio com minha possante e, por mais cabeça dura que eu seja, bastaram alguns segundos para que meus amigos me convencessem a desistir do plano: “Olimpíadas no Rio de moto? Você está louca! Além de não ter onde estacionar, é bem provável que você volte sem ela!”

Daí a alternativa que cabia no meu bolso foi o bom e velho “busão”. E, naquela altura do campeonato, viajar em ônibus “leito” ou “semi-leito” era um luxo para quem não havia mudado de ideia em cima da hora.

Mas tudo valia a pena para viver o maior evento esportivo do planeta em nosso país, inclusive encarar uma viagem de 6 horas no aperto.

E, sentada perto da janela, comecei o passeio tão empolgada como se estivesse na primeira classe de um voo internacional…

Enquanto devaneava imaginando os resultados dos jogos que assistiria, tentei apoiar meu braço no braço da poltrona.

Aqui, cara leitora, vale fazer uma pausa para observar que minha envergadura é longa… Se fosse atleta olímpica, inevitavelmente seria comparada a Michael Phelps… Assim, comportar toda essa dimensão no limite de uma poltroninha convencional durante 6 horas é realmente um martírio.

E, no momento em que pretendi descansar meu braço na divisão entre os assentos, fui obrigada a reparar no ser energúmeno que sentava ao meu lado. Era um moleque franzino com envergadura mediana, mas, como todo bom representante dos “cromossomos capengas”, já estava com o braço dele colado no braço da poltrona, como se o ônibus fosse dele…

Imagino que deva haver um “Código do Macho” determinando que os homens tenham a preferência para se espalhar em todos os cantos. É realmente impressionante que na cabeça deles caiba à mulher retrair-se ao máximo para que eles tenham o “domínio espacial” em quase todo tipo de lugar: viagens de ônibus, carro, avião, nas mesas de bar, poltronas da sala de estar, pistas de balada… E a simples lembrança desse comportamento masculino irritante desencadeia em mim uma revolta enfurecida.

E foi assim que, no microcosmo entre nossas poltronas, travou-se uma batalha épica pela igualdade de gênero.

Minha primeira reação foi tentar empurrar delicadamente o braço dele para que os braços de cada um ocupassem simultaneamente a exígua largura da divisão entre os assentos. Mas ele não recuou um milímetro.

Assim, restou-me perguntar na lata, mas em tom conciliador: “Você pretende ficar com o braço aí por muito tempo? Podemos revezar?”

O ser, simulando dormir, não respondeu.

Não tive dúvidas e usei a comunicação “física” (um cutucão leve) para iniciar a pretendida negociação. O ser, sem demonstrar estar vivo, nem se deu ao trabalho de mexer um músculo.

Cutuquei-o novamente, mas desta vez com violência.

– Ai, o que foi? finalmente respondendo ao chamado.

– Você notou que está usando o braço da poltrona há muito tempo?

– E daí? – contestou como se eu estivesse pedindo algo além da imaginação…

– Bem, apesar de mulher, eu também tenho direito de utilizar essa facilidade, se é que você nunca pensou nisso.

Ele demorou pra responder (talvez as justificativas não estejam enumeradas no referido “Código do Macho”):

– Vi logo que você é uma dessas “feminazis”…

– Sou feminista sim, com muito orgulho.

– Quer colocar seu braço aqui? Então, coloque!

– Claro que o mais justo é fazer um “revezamento” a cada 30 minutos.

– O que você quer dizer com isso?

Abrandei com louvor meu asco com a leseira do ser e respondi calmamente:

– O ideal é dividirmos o tempo de utilização do braço da poltrona. E sugiro 30 minutos para cada um.

– Quer saber? Deixa pra lá!

Ele ainda resmungou algo, mas não tive a mínima pretensão de saber sobre o que reclamava.

Nos próximos minutos da viagem, descansei tranquilamente meu braço na poltrona. E, até a parada do ônibus, tudo transcorreu normalmente.

Na parada, levantei. Depois de tomar uma coca e comer um pão de queijo, voltei ao meu lugar. Ele já estava no assento dele, com seu antebraço fracote apoiado no braço da poltrona.

Pedi licença, sentei em meu lugar e pensei: “Tudo bem, agora é a vez dele!” E não criei caso.

Porém, mais de uma hora se passou e o ser continuava com o braço colado na divisão entre os assentos. E mais: com o cotovelo inteiro ocupando meu espaço.

Com a revolta crescendo em velocidade galopante, usei o meu potente cotovelo para aplicar-lhe um golpe rápido e certeiro.

– Ai, sua filha da puta! Mulher assim só pode estar pedindo pra apanhar…

– Quer me bater? Tente! Você não vai durar um minuto!

Neste momento, os passageiros que não estavam dormindo se viraram imediatamente para conferir uma briga que prometia ser mais emocionante do que os campeonatos de box e judô nas Olimpíadas.

– Não bato em baranga feminista! Só bato em mulher de verdade… E quando elas pedem…

– Bem, pela sua cara de virgem inexperiente, é certo que nunca encostou numa mulher. E só uma dica: cuidado da próxima vez que ameaçar alguém bem mais forte do que você. Há o risco de sair morto.

– Você é louca? Acha que ganharia uma briga comigo?

– Não acho, tenho certeza e estou pronta para demonstrar.

Ele me encarou de cabo a rabo. E deve ter se dado conta de minha envergadura “tamanho Michael Phelps” quando mirou atentamente a tatoo de caveira que tenho no braço esquerdo. A partir daí, não falou mais nada.

Até chegar ao Rio, minha caveira predileta descansou sem interrupções no braço daquele trono de campeã olímpica.

Coisas que eu não quero nesse Natal

Então é Natal. Exatamente hoje é uma grande data comemorativa que costuma-se reunir famílias no mundo inteiro para ouvir a famosa música da Simone, colocar uva passa na comida e, se você tiver a paciência de resistir até a sobremesa, ouvir a famosa piada ” é pavê ou para comê”

Claro, é sempre bom rever quem a gente ama, mas tem algumas coisinhas que poderiam deixar a data ainda melhor se não existissem. Listei algumas coisas que eu definitivamente gostaria que sumissem do Natal.

– Piada do pavê: é pavê ou pá cumê?

– Uva passa na farofa, uva passa no arroz, uva passa nas frutas, uva passa no chester, uva passa em geral. Se fosse bom, tinha o ano inteiro;

– As clássicas perguntas: “Vai casar quando?” “Quando vai ter filhos?”;

– Presenciar a tradição machista da família. Ninguém mais aguenta ver os homens na mesa e as mulheres na cozinha;

– Ainda no quesito culinária, ouvir gente que não fez nada reclamando da comida é demais;

– Toda hora se reunir para tirar foto. Ou aquele parente que tira foto de tudo;

– Papo de tios e vizinhos mais velhos sobre política, numa visão simplista e repetitiva: “Ah… Os militares precisam voltar para darem jeito nesse país!”;

– Amigo secreto, onde você sempre dá um presente bacana, mas recebe algo como pares de meia.

– Mais um Especial de Roberto Carlos. No mesmo formato, no mesmo dia, nas mesmas cores.

– Vinheta da Rede Globo, com os famosos reunidos e cantando aquela musiquinha de pelo menos 30 anos.

– Mensagens e correntes natalinas via facebook ou WhatsApp.

– Comentários sobre quem engordou, quem envelheceu demais ou quem se separou.

– Passar várias horas se arrumando, com toda indecisão sobre que roupa usar, para simplesmente ficar sentada no sofá.

– Comer somente após a meia-noite.

Claro que reunião em família é sempre muito bom, gostoso e divertido. Mas se não for possível, lembremos que basta um bom agradecimento a Deus por estarmos bem. O que, aliás, podemos fazer todos os dias e não somente no dia 25 de dezembro.

 

Pequenos mimos femininos do cotidiano

A felicidade e a alegria, ainda que presentes em pequenos segundos de um dia da semana, estão sempre nas pequenas coisas.

Pequenos detalhes que às vezes nem mesmo sabemos porque os fazemos ou queremos, mas que ao final sentimos uma sensação de imensa autoestima, de feminilidade e de bem querer.

Como é bom o poder que tem uma tarde de sábado com direito a hidratação, escova, pé e mão. Como é bom encontrar-se com a balança e saber que emagrecemos, ainda que 500 gramas ou devido uma gripe na semana.

Que felicidade sentimos, após uma semana intensa e cansativa no trabalho, quando chegamos em casa numa sexta-feira à noite e ouvimos palavras de carinho e um beijo na testa repleto de ternura do nosso amado.

Ah… se todos pudessem saber o quanto gostamos de ser protegidas. Não aquela proteção física, de posse, de ciúmes, mas uma proteção de amor.

Se os homens soubessem que basta um passeio simples no domingo, ou um mero olho no olho apaixonado durante um jantar, ou uma ligação atenciosa no meio da semana agitada para arrancar de nós um sentimento de bem-estar, combinado com força. Não são ligações e conversas melosas, infantis ou de relações tipo chiclete, em que a liberdade e a independência de cada um não é respeitada. Estou falando de relacionamento e ações, normais e cotidianas.

Nós mulheres gostamos sim de muito mimo. E não digo aqui das joias, presentes caros e restaurantes bacanas, mas sim, atenção, carinho e detalhes pequenos que nos fazem sentir mais mulher e mais amada.

Uma das belezas do ser humano: comer!

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Comer vai além do alimentar seu corpo. Pode ser um ato acolhedor e íntimo, um momento para pensar sobre algo, ou parar de pensar.

Cozinhar estabelece uma CONEXÃO com as coisas ao nosso redor. Tocamos em alimentos e utensílios, cheiramos, vemos cores, e no final, um presente com beleza e sabor será a oportunidade de uma pausa iluminada num dia nebuloso.

Esse é meu convite – nada de novo. Cozinhar gostoso! Entender que os alimentos devem ser escolhidos cuidadosamente porque serão o combustível do nosso corpo. Porque comer bem significa pensar com mais clareza, e logo, fazer MELHORES ESCOLHAS.

Livre-se de regras. Experimente. Paladar não tem regras. Afinal, quem nunca viu uma combinação estranha de ingredientes, fez careta e depois descobriu que em algum lugar do mundo essa junção é apreciada?

Então, para este primeiro momento, sugiro uma receita rápida, que abra os sabores na boca com poucos ingredientes. A química está na combinação. Um prato para depois de um dia pesado. Em menos de 30 minutos você estará se deliciando.

Em uma panela, ferva água para o macarrão. Enquanto isso, corte uns 10 cogumelos Paris in natura em quatro [formato de cruz e não fatiados – assim você sentirá mais sua textura] e pique um belo punhado de salsa e pimentas-biquinho [se não gostar, substitua por tomate cereja].

Enquanto cozinha o macarrão, aqueça uma frigideira e só depois coloque o azeite. Não precisa de muito. O cogumelo solta água. Não queremos uma sopa – pelo menos, não hoje. Azeite aquecido, refogue os cogumelos e pimentas. Lembre-se que a coisa é rápida. Talvez o macarrão já esteja no ponto para escorrer. Deixe ele al dente.

Chegou o momento pirotécnico. Flambar! Cuidado porque a cachaça tem um alto teor alcóolico. Momento de concentração: apenas você e a frigideira com os cogumelos levemente dourados e com o líquido já reduzido. Com a garrafa perto da panela, coloque uma pequena dose e em seguida incline um pouco a borda em direção ao fogo. A magia vai acontecer. Observe a beleza da labareda azulada. A chama vai desaparecer conforme o álcool evaporar.

Coloque sal, suco de meio limão, o macarrão e a salsa. Mexa. Apague o fogo e raspe a casca de limão [cuidado para não raspar a parte branca que é amarga].

Com um garfo grande [daqueles com dois dentes] enrole o máximo que conseguir e com o garfo deitado, use os dedos para tirar a massa num prato fundo – a ideia é ficar como um enrolado comprido. Coloque os cogumelos e pimentas nas laterais, use os dedos como uma pinça e finalize seu prato com uma delicada folha de salsa sobre a pasta e Voilà! Você merece um prato belo.

Um vinho branco, ou uma cerveja mais suave casa bem… ou num dia de calor, uma caipirinha de limão, pepino e hortelã! Tire uma foto bacana, mande pr@s amig@s e joga no Instagram [me inclua na lista, ok? @avila.shimetake].  Sucesso!!!

Convidada: Carine Ávila

Bela, Inteligente e Bem Sucedida

Sabe aquele dia que você senta em frente a TV com um balde de pipoca na mão para assistir qualquer coisa e fica apenas observando se a atriz é bonita, se está bem vestida, se a maquiagem estava boa, etc e tal… E confesso que muitas vezes viajo em pensamentos maravilhosos, sonhando em viver aquela vida incrível, da bela, rica, paparicada, de pouco esforço, que conquista a todos com um sorriso.

Opa, POUCO ESFORÇO? Será mesmo que ser bonita torna a sua vida incrivelmente maravilhosa?

Nunca consegui olhar para uma bela mulher e pensar nela com dor de barriga, uma unha encravada apertada em um scarpin e muito menos em todas as angustias que invadem o pensamento dela toda vez que está em busca de conquistar seus sonhos e alguém vem lhe dizer que ela não precisa se preocupar, porque simplesmente ela é bonita.

Enquanto as mulheres cujo os traços não encantam os olhos, segundo os padrões da sociedade, causam a compaixão, a beleza por vezes atrai uma certa dose de crueldade dos seres humanos. Porque se você já é bonita, como poderia ser simpática, inteligente, ter vontade e coragem para correr atrás dos seus sonhos? Aliás, quem é bonita ainda tem direito de ter sonhos? Afinal, uma mulher bonita poderá casar com quem ela quiser e ser feliz para sempre, por que haveria dentro dela qualquer vontade de independência?

Se aquela mulher que vive dentro daquele corpo bonito, por infelicidade do destino, tiver olhos azuis e for loira, minha cara, a certeza da burrice está implícita.

É impressionante como o preconceito é democrata, tem para todo mundo, a bonita é burra, a quarentona bem sucedida é mal amada, aquela que não tem vaidade é sapata, e por vai uma lista infindável de preconceitos.

Se me deparo com alguém cuja beleza encanta os olhos meu único pensamento é: ” Que sorte! “. Mas atrás deste encanto pode haver uma mulher angustiada e culpada por ser bonita sufocada dentro da beleza não aceita pelo padrões sociais, pois a casta que corre atrás, desenvolve sua inteligência não aceita a beleza.

Aí você lê tudo isso e pensa: ” O que será que a Juliette estava assistindo para levantar tantos questionamentos?” Era apenas uma comédia romântica, que eu não sei dizer o nome e nem a história, porque me perdi em minha filosofia interna enquanto o filme acontecia. Bom vou ter que procurar um outro filme para assistir.

Até a próxima filosofia.

 

Para o sonho não virar pesadelo: os cuidados com o contrato de prestação de serviços para eventos

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Seja na empresa, em família ou entre amigos, a época de celebrar o final de mais um ano está chegando e com ela muitos eventos, festas e confraternizações. A ordem é reunir pessoas queridas e importantes, comemorar vitórias, conquistas, e planejar o próximo ano. Porém, para que esta época fique marcada apenas pelos bons encontros e reuniões prazerosas, alguns cuidados básicos devem ser observados, especialmente em celebrações mais elaboradas. Enfim, cuidado com os contratos relacionados à organização de eventos, aluguel de espaços, decoração de festas e serviços relacionados.

No caso de aluguel de espaço e serviços para evento ou confraternização, vale a pena observar alguns pontos para evitar aborrecimentos ou problemas mais graves. Primeiro, antes de contratar, pesquise a reputação da empresa na internet e também com aqueles que já contrataram os serviços da mesma. Nos sites do Procon e do Tribunal de Justiça é possível ver se existem ações contra a empresa e seus sócios. Vale também pesquisar nas redes socais (Facebook, Twiter, etc) e nos sites que dão visibilidade às reclamações de clientes, como por exemplo, o Reclame Aqui. Em paralelo, é importante pesquisar a situação cadastral (CNPJ) da empresa na respectiva Junta Comercial da cidade, no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), e assim conferir a veracidade de informações importantes, como Razão Social e endereço. Se possível vá até o local conhecer a empresa.

Após firmar o acordo, negocie sempre para que o pagamento seja parcelado. Mesmo que você receba ofertas de “descontos fantásticos” e “únicos”, resista em pagar tudo antecipadamente. Se não conseguir negociar uma boa parte do pagamento após o evento, tente negociar para que a última parcela seja feita no dia do evento ou bem próximo disso, para ajudar a inibir tentativas de golpe, como em diversos casos noticiados em que os donos do Buffet desaparecem com o dinheiro dos clientes.

O passo seguinte é ler atentamente o contrato. Essa pode ser uma tarefa árdua para aqueles que não tem paciência com detalhes e formalidades, mas é muito importante que seja executada na íntegra para ajudar a prevenir futuras decepções. Eu recomendo, sempre que possível, contar com a orientação profissional de um advogado. Enfim, certifique-se de que tudo o que foi pedido por você e combinado entre as partes está descrito detalhadamente. Não faça acertos verbais. Tudo deve constar em detalhes no contrato. Atente-se particularmente às multas contratuais por descumprimento de obrigações combinadas e também em casos de rescisão de contrato. Atenção ao que aceitar em contrato como penalidades ao consumidor: casos em que se aplicam multas ou retenções financeiras desproporcionais.

Por último, cuidado com a prática de “venda casada” (proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, Artigo 39, I), quando a empresa induz ou condiciona a contratação de “parceiros” (i.e., decoração, fotógrafo, etc). A empresa pode sim indicar serviços de outros fornecedores, mas não pode condicionar a contração destes. Se por algum motivo indicar, e dependendo da situação houver problemas, a empresa pode ser responsabilizada conjuntamente.

Por fim, conforme mencionamos acima, uma boa pesquisa sobre a empresa e seus serviços, seguida pela estruturação de pagamentos atrelados ao cumprimento de obrigações, e um contrato detalhado ajudam a prevenir decepções futuras e ajudará você focar na celebração.

Alguns cuidados adicionais podem ajudar a dar maior conforto de que o combinado será realizado. Sempre que possível, combine e inclua no contrato obrigações de apresentar evidências de que os preparativos estão todos sendo executados dentro da normalidade, de acordo com o seu planejado, e se possível, atrele pagamentos a estas etapas também. É um pouco mais complicado, mas o conforto por você estar sabendo o que está acontecendo vale muito. Por exemplo, na contratação de serviços de decoração, certifique-se de aprovar um pré-projeto e amostras. Depois, acompanhe a montagem dos materiais, mobiliários e afins para ter certeza de que está tudo dentro do prazo combinado, bem como se o tipo, quantidade e qualidade dos materiais utilizados no evento (flores, tecidos, etc) estão de acordo com o contratado.

Mesmo com todos estes cuidados, caso o serviço contratado não seja cumprido, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que você poderá exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos do contratado; aceitar outro produto ou prestação de serviços equivalente; ou rescindir o contrato, com o direito à restituição da quantia paga, monetariamente atualizada. Entretanto, existem datas e situações únicas e especiais em que não haverá como reparar os problemas causados pelo fornecedor. Neste caso o consumidor poderá ingressar judicialmente e requerer um ressarcimento por perdas e danos, fazendo assim valer seus direitos.

Boas Festas e que o 2017 seja um ano de muita luz, saúde, paz, amor e prosperidade para todos nós!!!

 

*Evelin Sofia Rosenberg* – Sócia da Rosenberg Advogados Associados e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).