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Eu sabia que seria a última vez

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Nós éramos amigos e eu frequentava a casa dele para ouvir os desabafos de sobre uma ex-rolinho e eu acabava falando dos meus. Funcionava assim: eu ia pra balada, saía de lá e parava na casa dele, já que ele não curtia baladas. Era muito sério e focado em trabalho. Conversávamos e ia embora, quase todos os fins de semana. Tímido, o beijo só aconteceu após uns seis encontros desses. A sintonia foi total, mágica, e naquela noite acabamos nos estendendo.

Como não assumimos nada sério (e trabalhávamos juntos), os encontros eram sempre na casa dele e nossa sintonia era cada vez maior. A gente assistia TV, falava da vida, jantava ou almoçava, e claro, transávamos. Mesmo assim, eu não conseguia mais viver nessa situação. Na minha cabeça, eu imaginava: “Se estamos juntos e está gostoso, por que não assumir?” Então acabei me distanciando por não suportar esses encontros às escondidas e paramos de nos ver.

Namorei outros rapazes e era sempre assim. Quando eu estava com alguém, ele tratava de me procurar. Ficamos mais três vezes sempre do mesmo jeito: escondidos, na casa dele, e sempre muito gostoso.

Na quarta vez, ele me contou que sonhou comigo. Contou o sonho e todas as maluquices que imaginou. Também contou que a ex havia procurado por ele, mas que não tinha dado bola, afinal, ele não queria retomar o namoro. Não senti firmeza. Acabamos ficando e foi maravilhoso como todas as outras vezes, mas por algum motivo, o tempo todo durante aquela noite, eu tinha certeza de que seria a última vez. Eu beijava sua boca na certeza de que, aquela noite, seria a última. Afinal, os toques, os beijos e o jeito de falar já não eram os mesmos.

Às vezes, penso que ele poderia estar me usando, aproveitando dessa situação. Mas eu, por ser solteira, também me aproveitava. Queria curtir o momento, sem pensar no depois. Quem é que nunca se jogou sem pensar nas consequências? Mas nós, mulheres, às vezes não conseguimos separar, e acabamos nos machucando.

E aquele foi o último beijo, o último toque, a última janta, a última conchinha, a última transa, a última conversa. Eu sabia que seria a última vez.

Anita Duarte

Dica de Livro – Um País Partido (2014: A eleição mais suja da História)

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Se você gosta de política e não é nenhum(a) petista apaixonado(a), este livro é ótimo como retrospecto das eleições 2014, as mais imprevisíveis desde o estabelecimento do Estado Democrático de Direito (com a constituição de 1988) e que deixaram sequelas que o país ainda terá de resolver.

O autor, o historiador Marco Antonio Villa, narra e analisa em detalhes cada fato e cada reviravolta desta disputa, contextualizada com a perspectiva histórica da república brasileira.

A única contraindicação é que você terminará o livro ainda mais indignado do que quando começou a lê-lo. Concordando ou não com a mordaz visão do autor, vale a pena conferir e indicar aos amigos, pelo aprimoramento de nossa cultura política democrática.

As vantagens da fealdade

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É fato: a beleza é a mais valorizada virtude de nosso tempo. Quem é belo está vários passos à frente na luta pela sobrevivência e pelo sucesso.

Das estátuas gregas a Vinicius de Moraes e Angelina Jolie, a exposição artístico-midiática da beleza é um verdadeiro massacre. Não há como fugir, especialmente se você não foi abençoada pela genética para se enquadrar em qualquer uma das mais nobres categorias na escala da beleza.

E, em minha visão, a pior estratégia é tentar mudar sua triste situação. Vejam só o meu caso: minha avó deve ter sido a única a dizer algumas raras vezes que fui “bonitinha”, no entanto, não posso considerar esse testemunho como válido, já que ela enxerga muito pouco…

Assim, a única alternativa foi mesmo me contentar com os outros atributos que me restaram (modéstia à parte, eles são inúmeros) e evitar a neura de “dar uma boa melhorada no visual”. “Deus não dá asas às cobras”, não é mesmo?

E não é que neste processo de adaptação me surpreendi ao descobrir inimagináveis vantagens às feiosas?

Lá vão elas:

1.  Você pode comer e beber tranquilamente e ainda ter PENA da Gisele Bündchen por não poder fazer o mesmo…

2.  Você economiza tempo, dinheiro e energia indo menos à academia e ao salão de beleza, evitando plásticas, usando menos maquiagem, roupas caras, tinta de cabelo etc. Ou seja, você junta mais grana (fica mais rica), produz menos lixo (é mais ecológica) e, de quebra, ainda aproveita mais a vida!

3.  Você tem centenas de amigas e amigos, sendo que dezenas deles são amigos VERDADEIROS.

4.  Quase ninguém tem inveja de você.

5.  As mulheres/namoradas dos seus amigos NÃO ficam histéricas por sua causa.

6.  Seus colegas NÃO desconfiam da sua competência ou dizem que você “subiu na vida” por “dar” para alguém ou, então, por ser gostosona. Também vai ser bem improvável que um colega de trabalho fique puto por você NÃO ter aceitado dar uma “passadinha rápida” com ele no motel.

7.  “Te comer” NÃO é a primeira coisa que 99% dos representantes dos cromossomos capengas (ou seja: os machos heterossexuais da espécie homo sapiens) desejam obsessivamente fazer ao te conhecer. Portanto, o sexo NÃO influencia toda sua vida: você tem total domínio sobre QUANDO e COMO “introduzi-lo” nas diferentes esferas de seu dia a dia (incluindo o trabalho)

8.  Você pode andar tranquilamente pelas ruas sem se deparar, a cada esquina, com um nojento ridículo lhe falando o quanto você é gostosa. Pode até acontecer, quando o imbecil estiver bêbado, mas a frequência do incômodo será bem mais baixa…

9.  É certo que você tem de se esforçar mais para arranjar o tão fundamental sexo casual, mas, sempre que conseguir, vai curtir em dobro… Afinal, suas conquistas só acontecem quando VOCÊ toma a iniciativa e é hábil o suficiente para seduzir através de comentários espirituosos, apimentados e bem-humorados! E acredite: ter a satisfação de conseguir “seduzir pelo TALENTO” é quase tão bom quanto o próprio sexo em si.

OBSERVAÇÃO: É importante notar que é bem mais difícil arranjar caras gostosões, mas lembre-se que os feiosinhos também tiveram de desenvolver outros diferenciais para se dar bem com a mulherada…

10.  Você não tem de se preocupar em ficar bonita sempre… Olheiras? Pneuzinhos? Celulite? Lei da gravidade? Isso não é nada pra quem nunca foi bonita, sexy ou gostosa! E o melhor: você NÃO vai ficar neurótica por envelhecer… Afinal, seu diferencial NÃO é a beleza.

ATENÇÃO: Só tenha cuidado para não se empolgar demais e “embarangar” de vez… Afinal, não há charme e papo sedutor que ajude se você for um tribufu completo.

Bem, se você ainda estiver na dúvida se é possível curtir a vida mesmo se deparando com a feiúra toda vez que olha no espelho, lembre-se que o processo de seleção natural é implacável e nos leva a uma arrebatadora conclusão: se a beleza fosse realmente tão fundamental, a maioria esmagadora dos indivíduos da espécie não seria feia que dói.

Vai por mim…

*Ilustração: Agradecimentos a AndrewsSS.

 

 

Sexy e Gostosa

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Sempre ouvi que ser gostosa era ser voluptuosa e sexy. Cresci com essa crença que limitou minhas vivências, oportunidades e aventuras.

Quando adolescente, era magrela e acreditava não ser nada atraente. Gostosa e sexy? Impossível. Esses eram adjetivos para algumas amigas que tinham auto estima elevada, altura superior a minha e seios fartos.

Com o passar dos anos, comecei a me valorizar mais e perceber que eu tinha atributos interessantíssimos como inteligência, perspicácia, simpatia, disposição e sagacidade. Ah! Eu estava me tornando uma mulher interessante. Então, entendia que todos que se aproximavam de mim tinham empatia, afinidades ou qualquer outra coisa não relacionada a desejo sexual. Afinal, eu não era gostosa nem sexy.

Pensando assim, fui transformando os homens ao meu redor em melhores amigos. Logo, melhores amigos não estão na lista dos caras que vão te levar para cama para não estragar a amizade.

É claro que tive alguns relacionamentos sérios, mas após o fracasso de alguns desses relacionamentos, e com o advento das redes sociais, comecei a encontrar amigos de longa data. Alguns que me conheciam desde a época em que eu me considerava horrorosa.

Qual não foi a minha surpresa? Os mesmos sentiam falta da amiga que eu era. Saudades da confidente, da divertida e da inteligente, e me confessaram sentirem falta do meu perfume, da minha cara de garota travessa, da minha sensualidade e até dos meus olhos e do meu jeito super sexy de encarar a vida.

Pasmei!!!! Fui explorar mais o assunto e ouvir mais os caras que estavam ao meu lado, no meu cotidiano. Geeeente!!! Eu de fato era uma mulher sexy. Incrível descoberta!

Com autoestima mais encorpada, comecei a me permitir relacionamentos despretensiosos com amigos ou conhecidos que começaram a me mostrar que eu era uma mulher gostosa e sexy. Ao que tudo indica, sempre fui.

Iupi!!! Os anos se passaram, a minha pele não é mais a mesma, o corpo já não é tão jovem e acreditem: sou uma mulher madura e me sinto cada vez mais sexy e gostosa. E sabe como posso ter certeza disso? Me aventurando, me permitindo, reparando, observando e me deixando observar.

Se tivesse descoberto isso há alguns anos, não sei o que seria dos homens à minha volta.

Dica de Livro – Amor Líquido

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Zygmunt Bauman, sociólogo e um dos maiores pensadores da atualidade, trata neste livro a fragilidade das relações humanas e a facilidade com que essas relações são aniquiladas e substituídas, fruto de uma “modernidade líquida” em que nada permanece, tudo está sempre em movimento.

Bauman investiga como essa “modernidade líquida”, fluida, flexível e veloz, sem vínculos sérios e duradouros, é influenciada pelos avanços tecnológicos e transforma tudo (até as emoções) em mercadorias. Deste modo, desumaniza o “outro” e fragiliza a confiança entre os indivíduos, predestinando-os a níveis crescentes de insegurança e ansiedade.

Em entrevista à revista Isto É (em 24.Set.10*), Bauman sintetizou sua definição sobre a “modernidade líquida”:

“Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.”

Concordando ou não se a perenidade dos vínculos afetivos só agora perdeu o significado, sua visão sobre a nova ética das relações humanas é imperdível, especialmente a todas(os) nós solteirandas(os)!

PS: Este não é o único livro de Bauman sobre o tema (ele escreveu mais de 50 livros), mas foi o título que mais fez sucesso no Brasil.

* Confira aqui a entrevista completa.

Bolo de caneca

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Enviada por Edeli

Receita especial para as solteirandas que moram sozinhas e que, de vez em quando, morrem de vontade de sentir o cheirinho de bolo pela casa…

É uma receita simples, rápida e deliciosa para uma pessoa.

Ingredientes:

caneca de 300 ml

1 ovo

2 colheres de sopa de óleo

4 colheres de sopa de leite

3 colheres de sopa  de ovomaltine

4 colheres de sopa de farinha de trigo

meia colher de chá de fermento em pó químico

1 pitada de sal

2 colheres de sopa da geléia de sua preferência

Como fazer:

Bata o ovo com o óleo e o leite, misture o ovomaltine, a farinha, o fermento e o sal até a massa ficar homogênea.

Ponha na caneca e junte a geléia sobre a massa.

Depois coloque 3 minutos em potência alta no microondas.

Sirva quente com o sorvete de sua preferência.