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Tempo

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Tempo que passou
Tempo que já não tenho
Tempo que se apagou
Como lápis no desenho

Tempo que passa agora
Tempo de juventude
Tempo que não demora
Deixará sua plenitude

Tempo do amanhã
Tempo que ainda vem
Com o sol a cada manhã
Agradeça o tempo que tem

Papai Noel existe!

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Tenho cada vez mais certeza de que Papai Noel existe.

Para muitos, o Natal pode ser apenas uma data para comer mais, beber mais, comprar mais ou tudo isso junto, mas se essas pessoas se remeterem ao passado, mais precisamente lá na infância, resgatarão lembranças e sentimentos bem diferentes. Quem sabe até sintam vontade de se doar um pouco mais, aproveitando essa compaixão que surge dentro de cada um de nós.

Talvez esse sentimento tenha se perdido em uma véspera de Natal, quando você esperava ansiosamente o Papai Noel e um primo mais velho te disse a maior mentira de todas: PAPAI NOEL NÃO EXISTE! Desde então, aquele sentimento puro adormeceu lá dentro em você, bem escondidinho, e junto com ele também o nosso querido e Bom Velhinho levando toda inocência e brilho do seu olhar.

Hoje tenho uma notícia muito boa para você: PAPAI NOEL EXISTE! Ele pode chegar na forma de mulher, criança ou homem, trazendo  um lindo presente no Natal. Mas preste bem atenção: esse presente não vem embrulhado, tampouco custa caro, pois é de graça! Sabe por quê? Ele está dentro de você, mas deve ser cuidado e alimentado todos os dias do ano com bons pensamentos, acompanhado de boas ações e uma vontade de se doar em favor de quem precisa.

Caso isso não tenha acontecido e assim como eu continua uma fã convicta do Papai Noel e toda sua magia, sabe que em meados de agosto ou setembro somos todo ano surpreendidas por uma lembrança, uma música ou até mesmo um ventinho que traz de volta esse sentimento puro e desinteressado que tem até cheiro de Natal (não é o cheiro das guloseimas da Ceia de Natal) e o mais importante, junto com ele vem aquela vontade de ser melhor para você e para o próximo. Apenas renda-se.

Se mesmo assim continua não acreditando em Papai Noel, então seja você o Papai Noel de alguém esse ano, faça uma criança feliz e encontre nos olhos dela o brilho perdido dos seus.

Ass: Eu que acredito em Papai Noel!

Natal de mentirinha

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A Lagoa Rodrigo de Freitas revela a árvore mais alta dos últimos anos, a Avenida Paulista incentiva a competição entre agências bancárias mais bem iluminadas e o Ibirapuera anuncia os dias de shows de suas fontes dançantes e coloridas.

Será possível que, com o tempo, o Natal e seu espírito comecem não mais em novembro, e sim tenhamos 10 meses de Natal?  Podíamos até imaginar que, pelo desenvolvimento do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas.

Assim como desejou Drummond, nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos e plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino e, veremos no desenho animado, o reino da crueldade transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, a betoneira com o sagui ou com o vestido de baile.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondências gentis, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores.

Com economia para os povos, desaparecerão suavemente classes armadas e semiarmadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior e outro interior, comunicando-se por um atalho. O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a universidade inclusive. E, será Natal para sempre.

Ah! Como seria ótimo se os desejos de Drummond se transformassem em realidade. Por que as árvores montadas com suas famílias e todo seu significado duram pouco e não 10 meses como sonhava o poeta?

Nesse ano meu pedido de Natal é que eu possa ainda viver um natal que não seja resumido a: euforia do consumismo incentivado pela obsolescência programada; momentos com a família – a família dos “bons costumes” e com comportamentos dissimulados durante a mesa; hipócritas caridades, benevolências e altruísmos; falsos respeitos, humildades e integridades.

 

Ilustração: agradecimentos a willtirando.com.br

E então é Natal – Cap. 5

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Dizem por aí que o bom velhinho é uma lenda, mas eu acredito que esta figura é um presságio da realidade natalina que vivemos nos dias de hoje, ou pelo menos se encaixa bem na minha vida…

Veja só…  Primeiro organizo a lista daquelas pessoas que quero presentear, aqueles que merecem ganhar um presente por terem demonstrado um “bom comportamento” na minha vida (me fizeram companhia, tomaram umas comigo, aguentaram os meus foras ou me fizeram rir da vida), depois organizo a “fábrica de presente’ com o dinheiro extra que vem do 13o.  Em paralelo, começo a receber as “cartinhas das minhas crianças”, traduzindo: cartas dos meus amigos secretos com seus pedidos.

Depois de organizar todas as premissas, saio pelas lojas, pois minha fábrica é moderna e o serviço foi terceirizado (afinal nasci no século XX), onde encontro os meus elfos (duendes = vendedores) que me ajudam na árdua tarefa de encontrar o presente ideal com a miséria de grana que tenho disponível na minha conta corrente.

E então, movida de muita coragem e envolvida no espírito de amor eterno, pego meu carro (trenó) e enfrento o trânsito, percorrendo continentes, porque o trânsito  infernal desta cidade me faz sentir percorrendo vários países em um período super curto de tempo, para distribuir pacotinhos de felicidade e agradecimento para aqueles que fazem parte da minha vida.

E nem me venha dizer que o Papai Noel não bebe e nem come horrores, pois se ele não comete o pecado da gula, me diga de onde vem aquela pança?

Se não sou a versão real desta fábula, posso me considerar a Cuca do Sítio do Pica Pau Amarelo depois de errar o feitiço.

Desejo um natal de muita solteiração com amigos e família para todas as nossas leitoras!

Natal? Como assim?

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– Poxa, Juliana, jura que você não quer passar em família? Você poderia tanto visitar a vovó. Você sabe, né? Esse pode ser o último Natal dela…

– Mas, Evinha, apareceu uma ótima promoção de passagem e todos os meus amigos vão fazer essa viagem. É uma oportunidade única. Natal tem todo ano e eu posso visitar a vovó antes de viajar e assim que eu voltar!

– Mas, mana, é Natal! É tempo de estar com a família! Amigos você já vê o ano inteiro. Desde que nós duas mudamos de cidade, quase não vemos nossa família direito…. É tão legal estar próximo deles!

– Eva, Natal não faz o menor sentido para mim! Além de não acreditar em Deus, não suporto a hipocrisia da “confraternização natalina”. Quer dizer que passo o ano inteiro afastado de alguém e só porque é Natal sou obrigada a tratá-lo como se fosse a pessoa que mais amo no mundo? Me poupe… Não, não, não! Não quero saber de Natal.

– Mas, Ju, como assim? Mesmo que você não acredite em Deus, veja como as pessoas refletem sobre a vida nesse período. É uma oportunidade no ano que dá a esperança que tudo pode recomeçar. Você mesma tem tanto para celebrar!

– Tenho mesmo, Eva. Mas eu reflito o ano todo. E acho que Natal é nada mais do que uma oportunidade comercial. As lojas aproveitam para vender os presentes a preços absurdos. As pessoas medem o amor pelo preço do presente que é recebido.

– Mana, cada um dá aquilo que pode. Se é apenar por um dia no ano que algumas pessoas conseguem ser amorosas e companheiras, é melhor do que dia nenhum. Cada um tem um tempo, a gente tem que respeitar.

– Pode até ser, Eva. Mas eu não gosto de Natal. E quero viajar. Já falei com o papai e a mamãe. Eles ficaram tristes, mas entenderam.

– Tá bem, Ju. Não insisto mais. Mas conta aí, então, da viagem…

Enquanto minha irmã relatava em detalhes todos os milhares de meios de transportes necessários para atingir todos os locais que ela queria conhecer com os amigos, me distraí pensando em como, por vezes, certas “verdades universais” se tornam marteladas sociais: eu que tanto luto por desconstruir crenças acerca do papel feminino na sociedade, estava forçando a minha irmã a exercer um papel social que ela não queria.

É… como sou acostumada a pensar sempre contrária aos paradigmas sociais, exerci papel curioso quando me vi favorável a um deles: tentativa de adequação da figura destoante. Por que minha resistência em aceitar que a Ju simplesmente não gosta de Natal? Qual é o problema? Será necessário tanto espanto cada vez que nos depararmos com uma crença diferente da tradicional?

Pois é… pelo visto, ainda, temos muito a refletir!

Festas de Réveillon

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Bom, 2015 está chegando e, claro, é hora de comemorar!

Mas você já sabe onde e como vai curtir a virada de ano?

Confira esta agenda do Guia da Semana com várias opções nos principais pontos do Brasil:

http://www.guiadasemana.com.br/shows/noticia/festas-de-reveillon-2015-no-brasil