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Comemorações à parte

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Dia Internacional da Mulher.

Homenagens, flores, divulgações em mídias várias, abraços e outros et ceteras. Mas atrás de tudo isto, um histórico de luta feminina em todos os continentes para se conseguir respeito, direito ao voto, ao trabalho igualitário, a ocupar qualquer tipo de cargo, estudar com liberdade e por aí vai… E até hoje muitas destas conquistas são parciais ou inexistentes em muitos países. E poucas facilidades.

Sabe-se que mais de cinquenta por cento do trabalho oculto mundial, não remunerado, e que promove a possibilidade da riqueza dos países vêm das mãos femininas. Se tudo fosse contabilizado e pago, o quadro econômico seria muito diferente. Mas nem se toca nesse assunto e as mulheres de maneira geral têm dupla ou tripla jornada de serviço ou ganham sempre menos ou até nada.

Na lavoura mundo afora mulheres e crianças debruçam-se horas sobre a terra e o dono do capital e do lucro é o homem, e nenhum direito à esposa ou filhas. Na hora da venda ou de decisões várias, elas não opinam ou recebem nada.

Quão difícil uma mulher ter chances de destaque na política ou no mundo empresarial, somente em pouquíssimos países mais de vanguarda. Na ONU, nesta semana, um representante – homem branco – teve a coragem de levantar a voz para dizer que a mulher deve ganhar menos pois é “menos inteligente”. Alienação pura.

Se mirarmos o mundo muçulmano, então, os padrões são de tragédia para as mulheres e, quanto mais pobre o país, menos direitos ou liberdade. Até mutilações bárbaras justificadas como ações culturais. E elas nem têm consciência do quanto são desrespeitadas…

A Rússia agora por decreto de seu machista presidente restringiu mais ainda a proteção que a lei daria. A mulher pode apanhar “algumas vezes”…

Outro exemplo num país onde o estupro tem alto índice, assim como sua renda per capita, e o novo presidente tem ideias para lá de trogloditas. Sim, são os Estados Unidos e o Sr. Trump. Que retrocesso! E milhões de mulheres votaram nesse ser que diz e faz abertamente atos de puro desrespeito às mulheres.

Na verdade, pisamos em ovos, tudo conspira contra nossa autonomia: situação econômica, retrocessos sociais, visões religiosas, machistas… Temos de perseverar a cada dia.

Só poderemos comemorar de fato quando a maioria das mulheres tiver consciência de seu valor, que suas escolhas de fato a beneficiem. Sua postura deve ser de luta por sua emancipação física, emocional e principalmente pela sua capacitação profissional. Determinação sem se importar quanto custe é o único caminho que fará que todos os dias do ano sejam seus.

Pode amar, dedicar-se aos filhos, família e amigos, mas nunca esquecer que o ponto principal é ela própria, sua existência e conduta que provoquem dela orgulho próprio e, dos outros, respeito e igualdade.

 

Quando ela chega à fase adulta

Naquela data nasceu um ser humano como outro qualquer. Seu estado físico e seus reflexos neurais estavam dentro de padrões médicos de uma saúde normal, portanto nascia sem restrições para enfrentar um mundo cheio de possibilidades.

Enfrentou vacinas, doenças, alegrias, tristezas e se desenvolveu até a fase adulta, sem grandes percalços. Teve tempo para aprender a falar, andar, amar, esbravejar, sorrir e tudo o mais que é possível durante a vida.

Ontem, encontrei com essa pessoa perfeitamente imperfeita. Em nosso papo, me revelou suas angústias e seus dilemas.

Me confessou ter atingido a paixão, mas que tem dúvidas sobre como seguir em frente. Essa pessoa está tomada pela angustia de decidir entre casar e ter filhos ou conhecer o mundo.

Até este momento nunca houve limitações para seus sonhos, mas agora se encontra em uma encruzilhada, entre carreira e família. Essa pessoa é intensa e quando escolhe algo se dedica incondicionalmente.

Ela chegou em uma etapa da vida, onde o gênero a diferencia do homem que pode ter nascido no mesmo momento que ela e com as mesmas condições. Ele não precisara decidir entre ser pai e ser executivo.

Porém, ela está em um momento em que escolher ser mãe, talvez a impeça de viajar a trabalho e crescer na carreira, pois não poderá passar noites no escritório sem que seus filhos sofram um abandono maternal.

Após alguns brindes, entendi que a principal preocupação dela não era em ser mãe dedicada ou em ser uma grande executiva. Ela estava em um período normal da vida da mulher que chega na fase adulta. Escolher entre um caminho e outro, mas o que mais a afligia eram as consequências sociais de cada caminho.

Como optar por ser mãe e do lar, ou com um emprego onde se dedicaria parte do tempo, e outro ficaria em casa, uma vez que as amigas estavam subindo na carreira?

Como abrir mão de todas as oportunidades que teve para chegar até aqui com sua formação impecável? O medo era de sentir culpada por desperdiçar oportunidades que muitas não tiveram, pois até este momento nunca lhe passou pela cabeça que ser uma mulher dedicada ao lar, não era falta de oportunidade e sim uma opção.

Por outro lado, era difícil imaginar-se como uma executiva viajando o mundo e passando noites no escritório, dedicando-se a um time ou a uma empresa, e abrindo mão de ser mãe. Neste caso, o medo era de abrir mão de um direito que a natureza lhe concedeu de gerar um filho e frustrar as expectativas de seus pais de serem avós, uma vez que ela é filha única.

Entendi os dilemas de minha amiga e de fato, em nossa sociedade atual, a encruzilhada é real. As duas possibilidades ainda não são viáveis de forma harmoniosa. Porém, ela nasceu em um pais onde é possível que uma mulher escolha um caminho. Ela não precisará enfrentar leis para fazer sua escolha, basta ouvir seu coração e saber o que a fará mais feliz. Basta ter coragem para declarar que está confortável com o caminho que escolheu seguir e todos, sejam seus filhos, seus pais ou seus colegas de trabalho, terão orgulho da mulher feliz que irá conviver com eles.

 

Princesas não são mais as mesmas.

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O sucesso de Elza, do desenho Frozen, e também de Mérida, do desenho Valente, traz princesas com um perfil muito diferenciado das anteriores: passivas, cândidas, abusadas e salvas por alguém… Mesmo na Princesa Sapo, a protagonista foge dos padrões de produções antigas baseadas em contos de fadas de longa data: é lutadora, salva o mimado príncipe, impõe-se.

As meninas estão diferentes, pois são criadas por mães independentes e muito mais decididas e realistas.

A vida exige esta postura ou seria a aniquilação pessoal. A segurança no casamento pode, por várias razões, desmanchar-se e, muitas vezes, por iniciativa feminina.

A sociedade e os homens estão diferentes, não há estabilidade em nada: trabalho, leis, segurança, amizades… E o que resta é você mesma e a necessidade de manter- se da melhor forma possível. Arcar com a criação de filhos e a manutenção da casa, atualizar-se ou até formar se profissionalmente, estar bem física e emocionalmente e de novo não há outra opção.

Admiramos vencedores e otimistas, pessoas lutadoras e capazes que fazem o objetivo de uma época.

Fácil? Não. Mas melhor do que entregar-se a depressões, situações de subserviência ou até a crueldades de pessoas abusivas.

Andar com as próprias pernas e ser dona de seu destino é a situação de milhões de mulheres pelo mundo afora.

Excetuando-se países onde, infelizmente, mulher é nada, a luta feminina por seus  direitos e vontade é grande e difícil. E podemos dizer, ainda bem! Pior seria esperar o “príncipe encantado” que obscureceria seu horizonte transformando-a em um robô, um ser em inércia.

A princesa que mora em nós está mais valente, quer seus próprios caminhos, suas escolhas e ser, de fato, rainha de sua vida.

 

Estar sozinha: Incompetência ou liberdade de escolha?

Um dos maiores motivos pelos quais as pessoas sentem medo só de pensar em ficarem sozinhas advém de fatores meramente históricos e que felizmente, a história tem mudado.

Por muito tempo, estar só era sinônimo de não ter conseguido prender um macho e não conseguir estabelecer uma relação mais duradoura. Nós, mulheres, éramos então chamadas de solteironas ou encalhadas. Além disso, sempre se ouvia perguntas como “já está namorando?”; “ainda está sozinha?”; “não arranjou ninguém ainda?”. Fato é que já há alguns anos, poucas eram as mulheres que voluntariamente escolhiam ficar sozinha. Até porque a própria sociedade as faziam pensar que de fato não ter um parceiro era indício de alguma incompetência.

Bem verdade que ainda há esse certo estigma, mas felizmente as coisas estão mudando. Hoje em dia o número de pessoas que vivem sozinhas é muito grande. Assim como o número de pessoas que se separam para viver sozinhas em detrimento de uma relação difícil e desgastante tem aumentado significativamente.

Não é à toa que diversas indústrias do mercado tem faturado muito com esse tipo de público. Alimentação em pequenas porções, imóveis pequenos e cada vez mais funcionais e assim por diante.

Hoje, cada vez mais vamos em festas sozinhas ou em baladas só com as amigas, sem vergonha ou constrangimento. Vamos ao cinema sozinhas, ou até mesmo queremos ficar em casa. Simplesmente ficar em casa em nossa própria companhia, lendo um bom livro ou ouvindo uma boa música.

Não estou aqui pregando a solteirice, tampouco amaldiçoando o casamento. Até porque já estamos cansadas de saber que aqui no Solteirar, o lema é liberdade, independente do estado civil. Mas a grande pergunta é: Afinal, viver sozinha significa escolha ou consequência da vida? Com a qualidade de vida das pessoas solteiras cada vez melhor, assim como os preconceitos indo cada vez mais por água abaixo, a resposta a essa pergunta vai ficando ainda mais clara que só pode pender para um caminho: Viver sozinha definitivamente é uma ESCOLHA.

Pessoas com liberdade de viver, de ir e vir e de não ter que prestar contas a quase ninguém, não estão mais dispostas a fazer muitas concessões ou trocar o MARAVILHOSO MUNDO de Estarem Sozinhas. As relações continuarão existindo e não são contraditórias ao Estar Sozinha ou Ter Liberdade, mas são relações, que para serem bem sucedidas nos dias de hoje, precisam de mais respeito à individualidade.

 

Não quero ser homem

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Existe uma confusão enorme entre os movimentos de igualde de gênero e a vontade de ser igualada à figura masculina.

Luto por igualdade em relação as leis trabalhistas, inclusive sou a favor da igualdade de  tempo para obtenção de aposentadoria, que hoje para mulher é menor que para o homem.

Considero injusto o mercado de trabalho, que ainda penaliza o gênero feminino de forma velada em seus modelos de remuneração.

Não aceito o fato de as tarefas domésticas ainda serem responsabilidade feminina, quando ambos trabalham fora.

Acredito que homens também possam optar por ser “do lar”, se a carreira da esposa for mais promissora e se os filhos demandarem uma presença em casa.

Porém, assim como eu, as mulheres não querem ser homens. Toda mulher deve se orgulhar em ter capacidade de gerar um filho e amamenta-lo, mesmo que esta não seja sua opção de vida.

Receber flores ou chorar de emoção em um filme, não faz da mulher um ser humano inferior.

Queremos poder mostrar nossas emoções sem críticas. Queremos ser mimadas sem que alguém diga que estamos usando nosso corpo para isso.

Pedir para um homem trocar o pneu de seu carro, não pelo fato de você não ter capacidade, mas pelo fato de estar de salto agulha, não é um demérito. É lindo uma mulher elegante e  delicada.

Não me importo em ter uma remuneração menor, se ela for fruto das minhas escolhas de indisponibilidade em prol da minha família. Porém, quero ser reconhecida na medida das minhas entregas sem ser julgada pelas minhas escolhas e, sem que o mundo rotule outras mulheres que façam escolhas distintas, com base no meu comportamento.

Queremos poder contar com os homens sem sermos criticadas. Queremos contribuir com nossos instintos femininos quando eles nos pedem um conselho. Queremos deixar o mundo mais colorido, mas também sentimos raiva e falamos palavrões.

Não queremos ser homens, queremos apenas ser respeitadas com nossas forças e fraquezas, como qualquer ser humano, independente de gênero.

 

Inveja, preconceito, sentimento obsessivo, coisa de mulher?

Lá estava eu na mesa de um bar quando ouço a célebre frase: “Muita mulher junta sempre dá confusão”. Quer ver como estas teses preconceituosas são  facilmente destruídas?

Vamos por partes: vou começar com a tal da inveja, tão feminina, afinal dizem que nos vestimos para as mulheres. Veja bem, se tenho um compromisso  importante e preciso de uma roupa à altura, sempre procuro uma amiga para uma opinião e não faltam amigas para emprestar um vestido, uma bolsa e  principalmente uma palavra de incentivo quando olho no espelho e vejo aquele quilo a mais pesando na roupa.

Situação I: procura-se a inveja desesperadamente, porque não foi encontrada.

 

Agora vamos falar de preconceito, ou críticas excessivas, quer algo mais preconceituoso que as brincadeiras em relação a mulher, como:  “Se não casou até os 35 anos, melhor se afastar porque deve ser problemática”, ou “As mulheres são mais competitivas, por isso são mais agressivas que os homens no trabalho”, mas a pior de todas, “Ela é tão gostosinha, nem precisa ser inteligente”. Todas estas frases só ouvi da boca dos homens.

Situação II: O preconceito é a melhor estratégia de ataque usada por quem não tem coragem de levar a vida segundo seus princípios e precisa de frases feitas para dizer a  sociedade e então sentir-se integrado.

 

Sentimentos obsessivos: dizem que as mulheres são ciumentas demais, sempre querem controlar a vida dos seus companheiros, pena que não temos um estudo estatístico sobre o tema, mas esta reportagem do O Dia, aqui do Rio de Janeiro, aponta que homens matam mais por ciúmes que as mulheres:

http://odia.ig.com.br/portal/rio/o-monstro-do-ci%C3%BAme-especialistas-analisam-mortes-por-crimes-passionais-1.543606

Situação III: A obsessão é uma doença que aflige muito mais o universo masculino.

 

Meninos, tudo bem assumirem suas inseguranças, não precisa matar por isso.

Tenho certeza que no seu dia a dia você se vê em todas estas situações, quando discute o tema é taxada como a chata feminista e se tenta ignorar fica com o sapo atravessado na garganta. Sugestão, faça-os pensar que são inteligentes e deixe a soberba deles falar.

A melhor resposta a tudo isso é a sua maneira de viver em liberdade, o seu sucesso e principalmente a sua autoestima em alta. Para casos abusivos, onde a brincadeira chega ao ataque verbal, dê apenas um único olhar, pois esta reação é igual a bater o pé para um cãozinho que late porque tem medo, e neste caso, o medo é da superioridade da raça Feminina.

Fiquem tranquilas meninas, a conversa terminou bem, eu diria que a conversa foi até bem prazerosa.