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O julgamento

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Apresento-me aqui como um réu

Suas palavras são de um juiz

Qual santo que tem a chave do céu

Avalia os pecados que nunca fiz

 

Quero gritar em minha defesa

Quero mostrar a minha nobreza

Quero expor com toda franqueza

Que tu foste a minha fraqueza

 

Quando souberes a minha verdade

Verás o meu coração

Ao ler minha realidade

Verás que me julgas em vão

Quem é ansiosa (o) aí, levanta a mão!

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Aflição, angústia, perturbação de espírito causada pela incerteza, medo de qualquer situação que possa haver algum risco, nervosismo, dentre outras. Várias são as definições para a ansiedade.

Ę, cada vez mais, estamos sujeitos a esse sentimento de apreensão. Tensão para chegar no horário ao trabalho, insegurança de falar em público ou de ser aceito pelos amigos, suor na hora do casamento, pressa em chegar aos “finalmente” agradando o parceiro na cama, preocupação com as finanças pessoais, com o futuro, com a família. Enfim, o mundo moderno, recheado das aparências sociais, tem feito cada vez mais vítimas da ansiedade.

É bem verdade que às vezes a ansiedade pode nos beneficiar, posto que ela nos faz entrar em ação, nos estimula a agir e nos preparar para um determinada situação. Porém, em excesso ela atua de forma contrária, passando a ser até considerado um aspecto patológico grave.

Eis aqui algumas 8 dicas fáceis que nos ajudam no dia-a-dia a controlar esse “bichinho”, às vezes incômodo, chamado ansiedade:

  1. Respirar de forma profunda e calmamente algumas vezes ao dia;
  2. Baixar um pouco as expectativas em relação à tudo;
  3. Viver e valorizar cada vez mais o presente. Preocupar-se demais com o futuro pode reduzir sua capacidade de ação agora. Assim, nada mais coerente que viver o hoje;
  4. Ter consciência que você só mudará o que depende de você;
  5. Parar com a necessidade de ter controle sobre tudo;
  6. Valorizar todas suas conquistas. Tire proveito das suas experiências positivas em vez de ficar lembrando e/ou lamentando as negativas.
  7. Praticar relaxamento, atividade física e preservar um hobby, ajudando-lhe a focar e sentir prazer com algo que realmente goste de fazer.
  8. E, finalmente, um chazinho de camomila também lhe ajudará bastante.

Pra quem ainda vive…

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Perder alguém é como vagar em silêncio pelo desconhecido. É a saudade perpétua. É conhecer o rascunho do epitáfio. É ter fé no subjetivo mesmo que a dor se assemelhe a uma ferida na carne. É saber que o sofrimento, para além da ótica daquele que padece, não passa de um desconforto pessoal ao assistir a tristeza alheia.

O pesar exige disfarce, é preciso abandonar o véu do luto, ainda que não se tenha superado internamente a comoção do óbito. Existem as fotos, retratos e suas molduras, que retardam o desapego. Na verdade, esse alguém que se vai é, por vezes, uma imagem indissolúvel e quase indissociável daqueles que ficam. Mas, essa dor não pode ficar exposta. O luto tem um prazo de validade aos olhos de outrem.

Entenda, não há quem goste de lamúrias. Passada a missa de sétimo dia, você deverá ter se conformado com aquela ausência perene e se enveredará por mensagens otimistas de superação.

Mas como?

Parece uma conta simples. Você leva uma vida amando e vivendo na presença de um ser, mas, de repente, ele se vai e você precisa encaixotar todo esse histórico e sorrir. Não dá.

Alguns laços não se desfazem nem no túmulo, mas são silenciados pelo cotidiano.

Anualmente temos um dia de abertura para expressar essa melancolia sem incômodos e, de certa forma, se reencontrar com quem já se foi. Porque, na verdade, a morte não é barreira para quem pelo amor ainda vive.

O que me faz renascer

Para ser feliz, me libertei de relacionamentos, atitudes, pessoas, lugares, empregos que me faziam mal, pois não estavam sintonizados com a minha essência.

Para alguns, deixar as situações ruins sem mágoas irem embora é um ato de coragem. Para outros, um ato de covardia. Para mim, foi a única forma de voltar a ser eu mesma, pois deixei para trás a opinião dos outros e resolvi viver minha própria vida.

Assim, penso que para ser feliz, às vezes é necessário “morrer”.

Ao dizer isso, logo me vem à lembrança a história de uma amiga de família, que é do interior da Bahia. Ela tinha um tio que sofria uns desmaios que o deixavam gelado como se estivesse morto. Certa vez, ele ficou algumas horas desacordado, então o deram como morto. Sim, não havia médico na cidadezinha. Pois bem, não é que o morto renasceu no meio do velório??? O morto levantou do caixão jogando as flores para o alto e a maioria das pessoas saíram correndo apavoradas, no meio dos porcos que viviam ao lado do local usado para velórios.

Caras (os) leitoras(es), não quero ver nenhuma (m) de vocês dentro de um caixão para voltar a ser feliz, mas veja como esta história é inspiradora:

“Cada vez que alguém for preconceituoso com suas escolhas, finja-se de morta e assim que o chato der uma brecha, conte uma história cabeluda que faça o fulano correr assustado de medo da sua capacidade de ser feliz.”

Quantas vezes não ficamos enterradas em relacionamentos infelizes porque deixamos morrer nossos sonhos, nossa essência? Enquanto isso, deixamos na testa um letreiro: “Aqui jaz uma pessoa que sonhou ser feliz, engolida pelos preconceitos de uma sociedade mal resolvida.”

Minha (Meu) querida (o), saia deste “caixão”, diga ao mundo que a (o) “morta (o)” acabou de ressuscitar e que irá assombrar todos aqueles que tem um olhar, uma crítica afiada para infernizar sua felicidade. Porque esses sim continuam “mortos” e não sabem respeitar a vida de quem descobriu que o espírito é livre para Solteirar e ser feliz.

Eu sou uma bruxa. E você ?

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Eu sou uma bruxa muito poderosa. Tenho até um gato preto. Muitas pessoas se assustam quando eu falo isso, mas vou explicar para vocês o porquê.

A bruxa que temos na nossa imaginação, mostrada nos filmes e desenhos, é a velha feia com verruga no nariz, unhas compridas, vestida de preto e que mora em uma casa velha, com morcegos no teto. Tem como animal de estimação um gato preto (assim como eu). Seu veículo é uma vassoura que voa e faz suas poções mágicas em seus caldeirões.

Essa imagem foi resultado da difamação das bruxas pela Igreja Católica durante a Idade Média. Naquele período, qualquer mulher que tivesse algum tipo de poder de cura, através de uso de plantas medicinais, conhecimentos meteorológicos ou sabedorias diversas era considerada bruxa. Alguns estudos apontam que a palavra bruxa em Sânscrito significa mulher sábia. Com a chegada do cristianismo, determinado pela dominação masculina, essas mulheres começaram a ser perseguidas. Parece que os homens têm medo de mulheres poderosas, não é mesmo?

Na minha opinião, todas as mulheres são sábias e têm poderes mágicos femininos. Cabe a cada uma de nós descobrir o poder e a sabedoria que tem. Citando uma frase de Laurie Cabot, uma das bruxas mais famosas dos EUA:

“A capacidade de mudar e a arte da transformação fazem parte da magia de uma mulher, mas é necessária uma grande dose de coragem para fazer uma mudança para melhor, especialmente em situações difíceis e desafiadoras.”

Eu me considero sábia, capaz de realizar transformações a cada dia da minha vida usando meus poderes de cura comigo e com os outros. Sendo assim, sou uma bruxa. E você?

Você acredita num relacionamento de conto de fadas?

 

Sempre me pego imaginando como seria a história de Romeu e Julieta II – Casados. Será que eles seriam felizes para sempre?
Vejam só, os dois milionários provavelmente seriam deserdados. Logo aquela princesa teria que lavar, passar, cozinhar e cuidar dos rebentos que provavelmente seriam muitos, uma vez que não havia anticoncepcionais disponíveis na época.

Ao invés de lindos versos de amor, nosso Shakespeare, aclamado escritor inglês, teria que aprender uma linguagem um pouco mais popular para contar a tragédia da vida real.

O cenário seria mais ou menos atual: A mulher que trabalha, cuida dos filhos e do marido, é criticada pela sociedade por ser Amélia demais ou por ser independente demais, com pouco dinheiro, muitos sonhos frustrados e muita gente enchendo o saco! Milady, acredito que o senhor Willian Shakespeare precisaria incluir uma dose de palavrões em seus versos!

E o lindo casal, será que viveria uma linda história de amor mesmo com tantas adversidades? Estariam estes jovens ricos e bonitos preparados para enfrentar a batalha da vida? Somos levados a criar castelos pouco factíveis para vivermos uma vida feliz. E, assim sendo, carregam uma cegueira da realidade, o que torna muito difícil viver um relacionamento afetivo feliz. Mas essa é uma conversa para outra história.

Por enquanto vou dividir a sinopse mais divertida dos vários finais que a minha mente insana já criou: o jovem casal se aventura a desbravar as novas terras descobertas por Portugal e vivem o resto de suas vidas em uma tribo indígena brasileira, em um relacionamento de tendas separadas, para preservar a individualidade e manter o desejo sexual ativo. Seus filhos são criados preservando a natureza e a família inglesa ensina as tribos da região que é muito melhor viver em harmonia a promover guerras por revanches estúpidas.

Faça a sua versão da história de Romeu e Julieta e mande para nós!