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Caça às bruxas

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Tempos modernos. Grande avanço tecnológico, mas pouco, do comportamento humano. Para alguns e algumas o machismo arrefeceu. Não para as mais atentas ou desbravadoras. E pior, ele é exercido por mulheres também. Não é tema deliberadamente abordado. Não interessa para muitos.

Então, temos de tratar deste assunto. Ele afeta drasticamente nossa vida em todos os sentidos. Veremos aqui algumas de suas manifestações, só algumas… E superficialmente.

Quando uma mulher é estuprada, o “ser superior” acha-se no direito da posse. E não podemos dizer que só doentes mentais são estupradores. Isto é exemplo do machismo mais atroz. E o quadro é assustador e comum. Informe-se e resguarde-se.

Também a mulher que apanha ou é morta pelo simples fato dele se julgar na prerrogativa de decidir ou forçar o que ela não quer. E, estarreça-se, são 20 (vinte) mulheres mortas por dia no Brasil. Um assassinato a cada hora e meia. E quem divulga esses dados? Não interessa de novo. É melhor contar uma estória de príncipe encantado. As estatísticas de mulheres que apanham de companheiros são tão abaixo da realidade que só desavisadas acreditam nelas. E o que se tenta fazer para coibir é maquiagem. Lembra o ditado: “em briga de mulher não se mete a colher”. E grassa a violência!

Das tribunas legislativas ou religiosas levantam-se leis e acusações que punem, prendem, destroem mulheres que cometem aborto. Quem são eles? Deuses? São 250 mil mulheres que recorrem ao SUS para tratar as sequelas de procedimentos malfeitos ao ano em nosso país e, com certeza, só as mulheres desvalidas estão nessa estatística*. Elas são jogadas na fogueira da incompreensão, da tirania que homens e mulheres acham-se no direito de exercer. Crueldade. E ressalta-se: ninguém aqui é a favor do aborto. Ele é extremo, devastador, doloroso… Mas, se for opção escolhida pela infeliz, em vários sentidos, o que deveria haver seria apoio, e na maioria das vezes, chances intelectuais, culturais e econômicas, que com certeza ela não teve ou tem. A classe A ou B não entra neste rol. Seus recursos a liberam e não só o econômico, mas principalmente seu esclarecimento.

Na vida profissional, de novo, as estatísticas são bem reveladoras do poder do macho. A mulher é condenada até por ficar grávida, e isto coloca-a na rabeira de salários e oportunidades. Também é classificada como menos capaz pela esmagadora ala masculina e muitas até vestem a carapuça. Só que nós mulheres somos responsáveis por metade da força de trabalho no mundo, excluindo-se daí, nossa segunda jornada que é a doméstica, bem exaustiva. Poucos homens levantam do sofá, e nem têm vergonha, para eles é normal. Prevalece o direito do “melhor”. À “inferior” cabe a obrigação divina de servir.

Poderíamos elencar dezenas de outros exemplos, estes são os mais contundentes. Assim, não encarar ou não identificar o machismo que os milênios reforçam não melhora o problema. Esconder-se em bolha de felicidade e dizer que seu homem é diferente não ajuda as outras que sofrem. E nunca se sabe o dia de amanhã.

Repensar, avaliar, reconhecer suas formas e tomar atitudes é preciso, é tarefa de mulheres e homens. A sociedade tem de ser mais respeitosa e igualitária e menos discriminadora, em todos os sentidos, para que todos vivam o melhor possível.

*Vejam aqui alguns números. 

 

Perguntaram-me se estou apaixonada

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De Amanda Becker (fã do Solteirar)

Perguntaram-me se estou apaixonada.

Sim, muito!

Apaixonada pela vida, principalmente. Pela vida que levo e pela que ainda vem pela frente.

Apaixonada pelas outras vidas que dividem esse planeta comigo.

Apaixonada pelas pessoas. Por enxergar a bondade nelas e por ter oportunidade de presenciar esses atos.

Apaixonada pelos animais, pela pureza e seus instintos. Por poder ver algumas de suas ações e me inspirar.

Apaixonada pela natureza, tão perfeita. Natureza das paisagens, cheias de vida. Natureza dos nossos corpos.

Apaixonada por sentir o vento quando ando na minha magrela. Por sentir o calor e o brilho do sol.

Apaixonada pelo que aprendo a cada dia, e pelo tanto que ainda tenho a aprender.

Apaixonada pelas pessoas que passaram na minha vida e pelas que ainda estão por vir. As que ajudaram a construir o que sou e o que serei.

Apaixonada pela música que embala meus dias. Pela minha voz, que mesmo desafinada, pode reproduzir o que ouço e o que penso.

Apaixonada pelas cores, aromas e sabores.

Apaixonada pela fotografia. Aquela que consigo registrar e a que fica registrada apenas na minha retina.

Apaixonada pelas oportunidades que tenho, pelas que eu sonho mas não terei, e mais ainda pelas que não sei que vão acontecer.

Sou uma eterna apaixonada pelas besteiras. Por essas que a gente fala quando está com pessoas que ama, e fica bem à vontade. Afinal, sempre fui apaixonada pela risada.

Apaixonada pelas pequenas coisas da vida. Aquelas que dão real prazer, e fazem a vida valer a pena.

Sempre apaixonada por viajar. Mas também por chegar em casa, beijar e cheirar meus amores.

Apaixonada por quem luta por suas causas. E mais ainda pelos que lutam pelas justas causas dos outros.

Apaixonada pela dança, quando parece que o corpo está mais em harmonia. Meu corpo fica em festa.

Apaixonada pelas crianças, a pureza das respostas e seus olhares. Aliás, sou apaixonada por olhares em geral. Acredito realmente que são a janela da alma, e revelam o que as palavras não conseguem.

Sou apaixonada por fazer mil coisas no dia. Principalmente se consigo ajudar alguém.

Apesar de muitas vezes ser estúpida, sou apaixonada pela gentileza.

Apaixonada também por quem eu sou. Mesmo toda errada, sou feita do que vivi, e não posso desprezar isso.

Enfim, não estou, mas sou completamente apaixonada. Amo intensamente.

Sexo solidário

Vocês já devem conhecer o conceito de “carona solidária”, certo?

Conceituado como o uso compartilhado em alternância de um automóvel particular por duas ou mais pessoas, para viajar juntos durante o rush para o trabalho ou para a escola, este conceito traz benefícios para toda sociedade em termos de custos, poluição e melhor distribuição do fluxo de veículos nas ruas.

Pois bem, hoje vou lhes apresentar um novo conceito de atitude solidária.

Eu não aguentava mais minha amiga Júlia reclamar que já tinha se relacionado com homens e mulheres, mas que era uma azarada, pois os caras nem eram tão bonitos ou bons de cama, mas sempre davam um jeito de prendê-la aproveitando de sua bondade, explorando-a de alguma forma.

Em uma de nossas conversas, consegui evitar que ela convidasse um “aproveitador” a se transferir da casa onde explorava a atual esposa para a casa dela. Pasmei quando ela me disse que o cara a chantageava dizendo que só teriam sexo novamente depois que morassem juntos.

Sendo assim, propus à minha amiga apresentá-la ao Leonardo, uma amigo pegador do tipo “pega e não se apega”, para que ela curtisse um pouco de sexo sem cobrança e, melhor, de boa qualidade.

Como assim? Você vai me apresentar e pronto? – indagou ela.

Claro! Promovo um jantar em casa e dou um jeito de sair fora por algum motivo e os deixo sozinhos. Ele vai agir com certeza. – respondi eu com a maior naturalidade.

Bem que você podia permanecer conosco, não acha? – propôs a tal moça.

É verdade. Por que não? – respondi já pensando na diversão.

É claro que meu amigo topou a festinha lá em casa, sem pestanejar.

A cumplicidade foi divertidíssima, e, de quebra, descobrimos o conceito de “sexo solidário”. Você e sua amiga compartilham o macho, seu amigo fica satisfeito e sua amiga aliviada. Você se diverte aprontando mais uma de suas experiências, e todos são beneficiados. As amizades se solidificam e até o ambiente em torno dos participantes se beneficia do bom humor e da auto confiança que pairam no ar nos dias seguintes.

Como você a chama?

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Chamar essa “coisa” de quê? Parece que temos vergonha de pronunciar a palavra vagina, não é mesmo? Nossas mães, desde que somos pequenas, nos ensinam a usar palavras infantilizadas como: periquita, margarida, borboleta, florzinha, xexequinha, xaninha e por aí vai.

Ao crescer, fica esquisito continuar assim.  Então, a maioria de nós, somente entre mulheres, é claro, usa apelidos tais como: pexeca, dita cuja, xana, vadjaina – como se a palavra pronunciada em inglês disfarçasse mais a “coisa”. Nomes nojentos também fazem parte do repertório: barata, bacalhau, bichana, peluda e perereca.

Ao contrário, os homens sentem orgulho dos seus pênis, paus, cacetes, pintos, pirocas, rolas, perus, estacas, espadas, pistolas e outros caralhos mais. Para nós, eles têm um vocabulário próprio, recheados de nomes vulgares como: buceta, danada, xoxota, apertadinha (que poderia até ser um elogio), buraco quente, chavasca, cobiçada, mas, ao final das contas, é sempre “a perseguida”.

Vagina ainda é um tabu. Então, pergunto a você, cara leitora: Como você a chama? Se você tem alguma sugestão ou comentário sobre este tema, deixe seu recado aqui embaixo, tá?

Deixo uma dica de livro:

texto

Sob a paz da embriaguez

Eu:         Como foi o fim de semana?

Ela:         Só lhe conto se você escrever.

Eu:         Aprontou o quê desta vez?

Ela:        Se está interessada lhe aconselho pegar lápis e papel.

“Meu corpo está nu, em êxtase e quase incapaz de abrir os olhos. Assim que eu recuperar o fôlego, poderei confirmar que não conheço o lugar, não conheço a pessoa e não me reconheço, por ora só sinto o prazer me consumindo.

Não quero esperar pela manhã, mas não tenho capacidade de pedir um táxi nem de guiar meu carro, até porque não sei onde ele está. A minha última lembrança revela um ardente beijo que outra mulher acertou na minha boca.

Uma pessoa na cama me beija, acho que é ela. Não tenho força para retribuir nem para recusar, só quero flutuar para a minha casa, não será possível, tem um corpo nu sobre o meu. Minha cabeça gira e naquela confusão de memórias e saliva, uma coisa certa: transei novamente com o álcool.

Não me recordo qual foi a última vez que me envolvi de fato com a pessoa que estava comigo, a embriaguez me usurpou desse momento. Não sei quando aprendi a ser assim. Não sei se sou uma boa amante – provavelmente não. Não sei se tive bons amantes. Eu não me importo, eu sinto o gozo e isso me basta, não existem rostos para identificar o meu clímax.

Meu estado parece uma mescla de ninfomanismo e dependência alcoólica, mas eu sinto paz. Não tenho pudor e, para ser sincera, a sobriedade me enoja.

Publique Glória, essas palavras são suas.”

Eu:         Estou sem ar, você precisa de ajuda?

Ela:        Não, mas se alguém precisar, que me procure, tenho muita vodca!

Licor de Chocolate

Para quem adora licor e chocolate, a mistura perfeita!

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de pinga ou álcool de cereais (mesma medida do leite condensado)
  • 1 lata de açúcar
  • 1 lata de água
  • 1 colher de sopa de baunilha
  • 5 colheres de sopa de chocolate em pó meio amargo*

Como fazer:

Ferver a água, o açúcar e o chocolate por mais ou menos 10 minutos até ficar bem grosso/ encorpado (quase a “ponto de fio”).

Bater à parte no liquidificador o leite condensado e a pinga até que a mistura fique bem homogênea.

Juntar as duas misturas e mexer bem.

Guardar numa garrafa própria para licor (licoreira) na geladeira.

Aguardar pelo menos 2 dias para servir.

* Sugere-se o “Chocolate do Padre” ou um equivalente meio amargo.