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Cozinhar para um só

Morar sozinha é certamente muito bom. Obrigações e hora certa para cumprir as obrigações podem ser mais maleáveis. Enfim, mais liberdade.

Porém, na cozinha, há lá suas desvantagens na moradia solitária. Desperdício de refeições, dificuldade de fazer pequeninas porções, etc.

Mas há várias formas de simplificar e facilitar essa parte logística na culinária de quem mora sozinha. Eis algumas dicas práticas para o dia-dia.

  1. Não estocar horrores de alimentos. Para evitar desperdícios, vá ao mercado com mais frequência. Principalmente para compras de itens mais perecíveis. Frutas, frios e verduras acabam sendo os atores principais nesse quesito. Assim, compre menos, mas com mais frequência, pois eles não são apropriados para congelamento.
  1. Se você vai sempre ao mesmo mercado, tente descobrir em que dia de semana há o abastecimento de frutas e verduras. Assim, planeje sua rotina de idas ao supermercado para esse exato dia da semana. Os alimentos durarão mais alguns dias em sua geladeira.
  1. O pão nosso de cada dia. Dificilmente teremos nos dias de hoje o tempo para irmos todos os dias na padaria e consumir aquele pão fresquinho. Opte por pão de forma ou pão integral. O mesmo vale para o leite. Leites longa vida tem suas praticidades.
  1. Atenção às datas de validade. Procure nas gôndolas os produtos com maior prazo de validade. Às vezes, eles ficam escondidos no fundo da prateleira, pois os mercados querem “desovar” primeiro aqueles que estão prestes a vencer.
  1. Congele. Congele. Congele. Ao cozinhar, vale a pena pensar em fazer 2 ou 3 porções e então congelar. Há economia de gás e do seu tempo. Às vezes uma única porção é tão difícil de fazer que é melhor preparar um pouco mais e já reservar. Vários alimentos e pratos podem ser feitos e consumidos desse modo sem prejuízo ao sabor dos alimentos. Feijão, carne cozida, lasanha e principalmente tortas. A mesma tática também é muito útil ao comprarmos carne. Vale separá-la em porções menores e congelar.

Liberdade através do ritmo

Hoje fui ao Parque da Cidade em Brasília e me deparei com um som muito alegre, me aproximei e vi que era um grupo maravilhoso de percussão formado só por mulheres.

Estavam todas muito felizes, cada uma com seu instrumento e sendo que uma delas liderava o grupo. Me pareceu libertador bater nestes tambores. Todas no mesmo ritmo, tocando e dançando. No intervalo me convidaram de forma muito simpática para participar do grupo.

Como participar dos ensaios:

Para participar do Batalá, basta ser mulher, e ter acima de 18 anos. Não há limite de idade, não é preciso ter experiência musical, somente vontade e muita dedicação para aprender.

1. comparecer aos ensaios para escutar e sentir o clima da banda durante 4 semanas para ir se familiarizando. Ensaios acontecem aos sábados das 10h às 13h no Estacionamento nº 11 do Parque da Cidade (Estacionamento do Carrera Kart)

2. Preencher a ficha de inscrição.

3. Receba um instrumento. Se você concluir que pode e quer se comprometer como uma integrante da banda, sua inscrição será efetivada.

Para maiores informações, enviar um e-mail para comunicacao.batala@gmail.com.

A Banda Batalá de Brasília é uma banda de percussão formada só por mulheres que conta atualmente com cerca de 140 integrantes. Surdos, dobras, repiques e caixas dão forma ao som da banda, parte do cenário musical da cidade desde 2003. A banda possui um CD gravado, intitulado Xireé, e vasta experiência em apresentações oficiais e particulares. Batalá também está em outros lugares do mundo como África do Sul, EUA, França, Áustria.

http://www.batala.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Batala-Bras%C3%ADlia/881189815235498?fref=photo

Encontro de amigas – as blogueiras do Solteirar.com

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A reunião aconteceu em num sábado ensolarado pela manhã, num café próximo à Avenida Paulista.

Cheguei cedo ao aeroporto de Congonhas, fui até a banca, comprei umas revistas e esperei a Juliette e a Ruth que vinham em outros voos. Um abraço apertado e um largo sorriso marcaram nosso encontro. Pegamos um táxi e fomos e em direção a Bela Vista.

No café, já estavam Otávia, Hipólita, Glória e Renata que conversavam alegremente. Lana, por ser DJ, trabalhou até tarde e não tinha chegado até então. Spago mandou mensagem dizendo que já estava estacionando. Logo em seguida a Zefa entrou, esbaforida, pois sempre se atrapalha com seus filhos logo cedo. Morro de rir com ela. Com todas presentes, iniciamos a reunião. Apesar do sol brilhante, estava frio e nos aconchegamos com cafés com leite, chocolate quente, pão de queijo, pão na chapa, croissants e bolos.

Spago, sonolenta, começou a falar e nos mostrou em apresentação de powerpoint seu plano. Por ser web designer, suas apresentações ficam sempre maravilhosas. Ao longo do discurso, começamos a discordar e, como boas amigas, a discussão começou a esquentar. Sempre havia três falando por vez em conversas cruzadas, e acho que quem via de fora não entendia nada. Desconfio que grupos de mulheres sejam assim mesmo, o volume cada vez mais alto e o fervor do debate também. Mas o que vale é que todas temos o mesmo propósito, fazer o Solteirar um meio maravilhoso onde mulheres possam se encontrar e viajar por conteúdos pouco discutidos. Sorrisos e abraços sinceros findaram o encontro. Para selar mais uma vez nossa amizade, uma foto tirada pelo garçom gatinho do café.

E é assim nos reunimos mensalmente para fazer a vocês um Solteirar espetacular. E viva o encontro entre amigas!

Minha relação com o espelho

Todos os dias me encontro religiosamente e me confronto com este ser chamado espelho. Diariamente, ele vem com suas críticas ao meu corpinho (aqui caberia aquele smile olhando de lado…).

Você deve me achar louca por chamar o espelho de ser, mas veja bem, quem eu encontro lá do outro lado sou eu mesma. Logo, o espelho me representa e tem vida, pois só alguém com muita energia vital conseguiria engordar como eu.

Sempre fui do tipo magra, era tão magra aos 20 anos que me faltava até uma dose de gostosura, mas com o passar dos anos, cheguei ao peso ideal, pena que este momento de glória durou tão poucos anos.

Mas com a chegada dos 40, vieram muitos mais quilos. Claro que eu corri na endócrino na certeza que havia algo errado e haveria um remédio milagroso que resolveria tudo e, logo logo eu estaria de novo na brilhante forma. Porém, para a minha surpresa, descobri que o peso era um brinde que eu ganhei com a idade com o seguinte anúncio: Cruze a barreira dos 40 e ganhe gratuitamente mais 5kg, podendo chegar a 10kg como plus se realmente algo errado estiver fora de controle (…. a figura agora é do smile sarcástico!).

A partir desse momento, desenvolvi um gosto especial por saladas, essas coisinhas verdes e crocantes, muitas vezes com pouco gosto, associado a uma carne, peixe ou frango que proporcionam zero de prazer, mas um alto poder de aliviar minha consciência. Claro que o consumo se mantém constante até eu me encontrar com a minha TPM em períodos de baixa de sexo. Sim, se não tenho prazeres da carne, me entrego aos prazeres da boca (chocolates, frituras e outras guloseimas…).

Mesmo vendo aquela mulher crítica no espelho, normalmente me relaciono com uma gostosinha, com suas curvinhas salientes cheias de histórias interessantes dentro do espelho, mas quando a roupa aperta, corro pra academia, para uma dieta ou na praia mesmo, quando a grana fica curta.

Sonho: distância da realidade

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Fomos educadas para os sonhos. Estes nos faziam mais propícias à dura realidade: o anseio que morava em nós desde a meninice fazia-nos fortalezas para décadas de monotonias angustiantes, absurdos ou até mesmo sofrimentos físicos e/ou morais. E a maternidade nos empurrava a qualquer custo para a frente. Casamentos felizes ou não eram nosso destino.

A docilidade, embutida em nossa personalidade, fez-nos ganhar os séculos, pensando ser isto a verdadeira feminilidade.

Sacrifício era grandeza de caráter. E uns e outros ainda insistem em continuar com esta crueldade. A mulher por causa da cria submetia-se e acostumou-se a ser um indivíduo que obedece, serve, aceita, trabalha muito… Nossa prole, como as da leoa, necessitava de proteção e aceitávamos um alfa nem sempre à altura das nossas expectativas.

Veio, porém, a civilização. Chegou a necessidade do trabalho feminino (lembremo-nos da Segunda Guerra) e a muito custo estamos conquistando um lugar ao sol e repensando valores e nossas atitudes. Algumas culturas, infelizmente, ainda beiram à Idade Média, para desgraça de milhões de seres, mas, brutalmente, mais para as mulheres.

O que é ser de fato mulher? Estamos simplesmente atreladas à maternidade, já que ela é insuperável como realização pessoal ou podemos e queremos mais como seres humanos?

Será que o útero e o que temos entre as pernas nos retiram direitos e só nos impõem deveres? Temos que ser sérias (o que é de fato isto?), dedicadas, altruístas, donas de casa por excelência, funcionárias não aptas à liderança, companheiras obedientes entre tantas outras “virtudes”…

Queremos, é mesmo, ser o que somos, indivíduos diferenciados e que buscam sem amarras seu próprio caminho. Já conseguimos bastante, falta outro tanto para que não tenhamos que nos justificar a pais e mães, irmãos, maridos, chefes, vizinhos e outros, e, principalmente, a nós mesmas. Termos coragem de ser o que quisermos. E pronto.

Ilustração: agradecimentos a Wallpapers Art Painting (background-kid.com)

Melhor usar botas

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Na selva ou regiões infestadas por cobras, é imprescindível o uso de botas altas. A maioria dos ataques é abaixo da linha dos joelhos.

Nossa selva urbana é até mais fatal do que a outra. Os predadores cruéis escondem-se em capas de cordeiros e estão até entre nossas paredes. Cuide-se muito, seja quase obsessiva. Não vai fazer tão mal quanto o que será se for estuprada.

Sim, estupro. Não se sinta assim tão a salvo e leia a revista “Superinteressante” deste julho. É impressionante e um alerta ao nosso bom senso.

Nossa sensibilidade, tendência amorosa, diferenciada sexualidade, enfim, nossa alma feminina estão a anos-luz da brutalidade testosterônica de inúmeros machos que se sentem no direito de exigir o que pode ser negado, e são até incentivados a serem os pegadores: por bem, por mal ou usando qualquer recurso escuso. Tenha medo.

O conchavo masculino entre instituições, sociedade e indivíduos não protege a mulher e transforma-a em responsável pelo crime que sofre. Mesmo em países onde o direito é mais eficiente do que aqui, a vítima não é apoiada e sim entra numa berlinda desumana. Assim, as estatísticas não refletem nem de perto a realidade, a esmagadora maioria das estupradas não denuncia, esconde, cala-se, porém não esquece jamais.

Se temos de entender este martírio silencioso, temos de, por outro lado, discutir mais este assunto, alertar com exagero e apoiar de fato os grupos que cuidam destas mulheres. Podemos ser as próximas e, muito, mas muito cuidado com nossas crianças. Desconfie sempre e fique alerta. Qualquer um, qualquer um mesmo, pode ser predador e atacar tanto meninas quanto meninos. Prudência é o melhor caminho, já que o apoio depois não virá ou pode ser inócuo.

Leia a revista, divulgue-a, mande recadinhos para amigas e parentes.

Algum monstro de plantão pode estar de olho em você ou cruzar seu caminho aleatoriamente. Faça uma lista dos possíveis estupradores: vizinhos, médicos, amigos, padres, pastores, cunhados, padrastos, até irmãos, pais, avós… CUIDADO!!!

Você não é respeitada como deveria. Ponha isso na cabeça. E, por precaução, coloque suas “botas” sempre.

* Este texto é inspirado na excelente reportagem da Revista Superinteressante “Estupro, o mais acobertado dos crimes”, edição 349 (julho de 2015).