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Gaiola para pássaros livres

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Outro dia, saindo do mercado, deparei-me exatamente com um papel contendo, em letras garrafais, a frase ”Gaiola para pássaros livres”. É claro que não se tratava de nenhuma situação absurda, ela estava na parede de uma loja de acessórios para criação e manutenção de pássaros, super normal!

O fato é que eu não sou, exatamente, um modelo de pessoa normal e, portanto, me incomodou muito ter que conviver com aquela frase violentando a minha leitura do ambiente. Isso, não só porque eu não gosto que aprisionem os pássaros, mas principalmente, porque eu não gosto de prisões.

O paradoxo embutido e traduzido naquelas letras em negrito, quase anula o encarceramento que, na prática, ocorrerá a qualquer coisa que se aloje por trás de grades e, na contramão do que podemos prever, uns tantos pássaros ainda se denominariam livres, mesmo sob a custódia de um ambiente reduzido.

Não digo isso por ter algum conhecimento sobre a comunicação dessas aves; e sim, digo porque não me refiro somente à ordem dos passeriformes¹, mas também a pessoas, que na condição de pássaros, por vezes se deixam encantar pela gaiola de suas relações, sem a menor suspeita de estarem num cativeiro.

E, quantos relacionamentos, levianamente, nos diminuem a meros espectadores de nossa própria prisão? A incoerência de uma gaiola para pássaros livres é que ela jamais perderá seu efeito redutor e um genuíno pássaro livre não retorna à gaiola, porque se, se desfaz de seu viés, aceita o óbito de si mesmo.

Perdemos nossas asas quando nos limitamos a voos rasos, acreditando ser o máximo que podemos alçar. Assim, sem perceber, logo mais elas já estarão atrofiadas.

¹ Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Passeriformes)

Um brinde aos “cromossomos capengas”!

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No encontro mensal das blogueiras do Solteirar, nossa digníssima Editora Chefe (sim, nós temos uma!) incumbiu-me de um tema cabeludo (ou seria “barbudo”?): uma homenagem aos amigos“XY”. Isso porque em julho são celebrados o “Dia Nacional do Homem” (15/7) e também o “Dia Internacional do Amigo” (20/7). Bem, se não participasse do Solteirar, continuaria sem saber que essas datas existem…

E por que esse assunto acabou justo comigo? Não faço ideia… Muito provavelmente é porque tenho um jeito “ogro” de ser. Ou, por já tê-lo abordado anteriormente, as pessoas devem ter presumido que eu fosse uma espécie de “entendida” no assunto… Sabe-se lá…

E, já que é para fazer uma homenagem, vejamos quais bons motivos podemos selecionar para isso…

  1. Os homens tiram leite de pedra e lidam muito bem com a adversidade

Imagine a seguinte hipótese: você tem uma disfunção genética (deficiência de material cromossômico), dois órgãos de controle não sincronizados e, pra piorar, uma das principais faculdades da espécie com defeito de fábrica: a compreensão sobre a natureza alheia.

Sua vida não seria fácil, não é mesmo?

Pois bem, acabo de descrever alguns infortúnios dos representantes do cromossomo capenga (“Y”). Pobrezinhos… Por sorte, a natureza os compensou com a superioridade física e com o ímpeto assassino acionado por qualquer frenesi de testosterona, que nos primórdios da raça até foram úteis…

  1. Os homens são muito mais sensíveis do que nós imaginamos

Você já ouviu alguns de seus amigos machos heterossexuais criando piadinhas nervosas para afastar o pavor com o prenúncio da mais terrível experiência para o homem moderno: o fatídico exame de toque retal. Vários deles inclusive adiam por anos a “iniciação”. Outros trocam a medicina pela clarividência, leitura de cartas, oráculo e até pelas previsões meteorológicas…

Difícil saber se todo esse alvoroço é por alta sensibilidade à dor ou simplesmente por pura falta de convicção com a própria orientação sexual. O fato é: se os pobrezinhos tivessem de fazer os nossos exames, especialmente a “mamografia” (equivalente a um rolo compressor passando lentamente por cima dos seus peitos), o que seria deles?

  1. Os homens são extremamente carentes, ingênuos e românticos (apesar de não notarem)

Nem experimente dizer a qualquer amigo seu que você adora ser solteira e sozinha… Eles ficarão genuinamente preocupados com você… Raríssimos entenderão sua escolha. Outros tentarão lhe mostrar os benefícios da “vida a dois”, mesmo que eles próprios tenham enorme dificuldade para limitá-la ao número dois…

E a comoção será tamanha que é possível que esse tema controverso ocupe toda a pauta da Happy Hour. Corre-se o risco, ainda, de que haja uma forte aceleração no consumo de entorpecentes etílicos a ponto de abalar o grupo em patamares sem precedentes, até mais do que o impasse sobre o melhor desempenho futebolístico da temporada…

E, caso você ultrapasse o sinal vermelho (confessando que não tem a mínima aptidão de encarar o martírio da maternidade), muitos ficarão profundamente deprimidos.

Notem que aqui só sinalizei a reação dos “amigos”. A reação dos “amigos coloridos” ficará para uma nova conversa.

Bem, mesmo que eu tenha me equivocado ao selecionar as mais admiráveis virtudes de nossos amigos machos, e por mais incrivelmente ilimitada que seja a capacidade deles para nos irritar, você há de concordar comigo que a vida fica bem mais interessante com os representantes dos cromossomos manquitolas circulando por aí…

Ao meu amigo

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A ti meu amigo fiel

Dedico esse poema

Não quero que leias ao léu

Quero que pense no tema

 

Ter poemas para ler

É como não ser mais sozinho

Por isso vou te escrever

Para que leves meu carinho

 

Quero deixar-te a alegria

Em forma de mandamento

A última estrofe da poesia

Leve sempre em pensamento

 

É virtude da humanidade

Conhecer a poesia

Quando passa a mocidade

Ela devolve a fantasia.

Relacionamentos: um exercício de paciência

Sempre tenho um dia de reflexões quando acordo de um sonho no qual eu estava em um bom relacionamento amoroso. Não que isso seja uma crise na minha vida atualmente, pois estou muito bem solteirando, obrigada, mas é sempre bom identificar os pontos a desenvolver caso eu mude de ideia. A pergunta do dia a ser respondida é: O que eu faço que me leva a não chegar nem perto de iniciar um relacionamento?

Muitas candidatas a resposta final apareceram durante toda a meditação, mas vou poupá-los do labirinto da minha mente. A conclusão que cheguei é que sou realista demais para tudo isso e o que falta é paciência. Para mim, ficou bem claro como a praticidade do realista me livra, quero dizer, me afasta dos relacionamentos, mas separei alguns exemplos (acompanhados de meus pensamentos) para possível identificação:

Situação 1: Ambiente de balada, um cara me para na volta do banheiro.

Ele: Oi, tudo bem gata?

Eu: Tudo bem e você? – Essa sou eu tentando ser educada já incomodada como o “gata” da frase acima.

Ele: Melhor agora. Sabia que você é a “mina” mais linda da balada?

Ok! Esse é o momento que não dá mais. É óbvio que eu não sou, e é obvio que eu não me importo com isso, e é óbvio que eu não sou idiota e eu acabo com toda essa palhaçada quando faço questão de deixar tudo isso estampado na minha cara e solto apenas um “Uhum” e continuo andando.

Situação 2: Passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite e trocamos mensagens no dia seguinte.

Ele: Bom dia meu amor, dormiu bem?

Pois é, dessa vez minha indignação chega mais cedo. Meu amor? Meu amor? Tem noção de como isso soa péssimo? É claro que não começamos a nos amar de ontem para hoje e você nem me conhece direito. Podemos falar como adultos e pular toda essa parte piegas nada real?

Situação 3: Não passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite.

Quem nunca? Às vezes só não quero ter que ser legal com ninguém de domingo de manhã e ainda ouvir todo aquele blá blá blá da Situação 2. E é ok não querer. Vamos apenas manter essa boa impressão que tive de você?

Só quero pessoas mais práticas que não saem por aí com frases feitas que aprenderam em um livro de quinta sobre “Como conquistar uma mulher”. Sejam vocês mesmos, por favor. Não quero elogios cegos, e para ser sincera, eu quero paz!

Foi uma chance perdida?

Eu era uma garota solteira, que sonhava em casar e ter filhos, quando o conheci. Beto era um carioca lindo com sorriso largo. Moço bonito, divertido e generoso. Ele tinha um ótimo gosto para música e as boas coisas da vida.

Começamos o que poderíamos chamar de “amizade com vantagens”. Gostávamos de ficar juntos, curtíamos as mesmas coisas e o sexo era maravilhoso. Porém, o preconceito sempre rondava a relação, impedindo que ela fosse assumida como um namoro ou compromisso.

Ele me via como uma menina sapeca que seria incapaz de ter um relacionamento sério. De fato, era essa a imagem que eu queria passar para ele. Afinal, ele era separado e tinha uma filha. Eu não saberia administrar tal situação, por isso, não queria encorajá-lo.

Um dia, ele criou coragem e me perguntou se não deveríamos ter algo mais. Eu disse não. Inexplicavelmente, eu recusei algo que me fazia muito bem, em troca de uma imagem projetada de futuro. Eu ainda iria me casar, ter filhos e viver para sempre com o pai deles.

Comecei a namorar logo depois. Mesmo assim, ainda pensava no Beto e confesso que algumas vezes fazia comparações entre as lembranças dos melhores momentos com ele e a morna relação que eu tinha no namoro. Porém, meu namorado queria se casar, ter filhos e ter uma vida dentro dos padrões que eu sonhava.

Após seis meses de namoro, no dia do meu aniversário, recebi do Beto um contrato de relacionamento onde ele descrevia como seria o nosso “felizes para sempre”. Seríamos um casal com uma rotina perfeita, mas com todos os direitos individuais preservados. Uma série de situações maravilhosas que vivemos foi listada como regras de nosso relacionamento. Confesso que meu coração parecia querer sair do peito, e que fiquei muito propensa a aceitar. Porém, naquela noite, meu namorado fez uma linda surpresa em uma suíte master de um hotel de luxo que me impossibilitou de tomar qualquer decisão.

No dia seguinte lá estava eu, dividida novamente entre o casamento que sempre sonhei e os momentos felizes que eu tinha passado com o Beto. Meus medos e preconceitos me levaram a optar pelo que eu entendia ser a vida perfeita, que o Beto não poderia me dar, pois existia uma ex-mulher e uma filha.

Me casei e tive um filho. Porém, o felizes para sempre não durou mais de 6 anos. Hoje sou feliz sem o casamento que eu tanto sonhei e o meu medo é comprometer a minha liberdade, o meu relacionamento com meu filho e outras coisas que me fazem tão feliz.

Quem diria: hoje tenho ex-marido, tenho filho e não tenho namorado, nem perspectiva de algum romance.

Ainda tenho na memória os maravilhosos momentos que passei com o Beto, e quando me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse aceitado o contrato de relacionamento, penso que talvez as memórias maravilhosas só existam pelo fato de nunca termos dividido responsabilidades, nunca termos vivido a rotina do lar e nunca termos enfrentado nenhum problema juntos.

Será mesmo que perdi alguma coisa? Será que desperdicei uma oportunidade?
Talvez, mas aprendi a lição de não trocar a felicidade por uma fantasia. Não há como alterar o passado e as escolhas que fiz, podem ter me causado algumas dores, mas também me trouxeram ao meu atual patamar de felicidade, que é muito real e do qual não abro mão.

Pirenópolis – natureza, cachoeiras e trilhas

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Você está precisando relaxar? Repor energias? Em Pirenópolis você encontra lindas cachoeiras, rios com águas cristalinas, mata nativa, vistas exuberantes, isso tudo numa cidadezinha muito acolhedora e bem preservada. É o local ideal para quem não gosta de agitação, para quem prefere relaxar em meio à natureza e se revitalizar em um prazeroso banho de cachoeira.

A cidade dispõe de diversificada rede de hotéis, pousadas, campings, ideal para todos os bolsos. Os goianos costumam ser muito acolhedores e prestativos. Há vários restaurantes onde as mesinhas estão ao ar livre. As comidas habitualmente servidas são típicas da região: feijão tropeiro, carnes, frango e o tradicional empadão goiano, deliciosamente recheado com frango, linguiça, batata e palmito. A maioria dos restaurantes também conta com uma carta de cervejas especiais. Uma boa pedida para o final da tarde são os cafés com doces típicos goianos, como os de leite e os de várias frutas em calda. Em suas estreitas ruas e ladeiras estão casas que oferecem autêntico artesanato e picolés de sabores que vão do tradicional limão com cidreira ao exótico pequi.

Pirenópolis nasceu de um pequeno arraial minerador no início do século XVIII aos pés da Serra dos Pirineus, que dá significado ao seu nome, cidade dos Pirineus. Constitui-se hoje em um dos mais ricos acervos patrimoniais do Centro-Oeste, sendo tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1989. Distante 150 km de Brasília e 120 km de Goiânia.

Atividades
Turismo de Aventuras – caminhadas com guias especializados por trilhas de diversos níveis por cerrado, campos e mirantes, com visitas a cachoeiras. Há caminhadas históricas por garimpo e lavras. Ciclismo, cavalgadas, rapel, tirolesa, arvorismo, bóia cross e acquaride. Todos esses podem ser contratados em agências de turismo localizadas no centro da cidade.

Cachoeiras
Algumas das mais famosas são: Usina Velha, Meia Lua, Fazenda Bom Sucesso, Reserva Ecológica Vargem Grande, Cachoeira das Araras, Cachoeira do Abade, Cachoeira do Rosário, Cachoeira dos Dragões.

Como chegar
De avião: O aeroporto mais próximo é o de Goiânia, que tem voos diários partindo das principais cidades do país.

De carro:
– Saindo de São Paulo, acesso pela S -330 (até divisa com Minas Gerais), BR-050 (até Catalão, Goiás), GO-330 (até Anápolis), BR-414 (até lanalmira) e GO-338.
– Saindo de Brasília, BR-060 (direção Goiânia, até Abadiânia) e GO-338.

Mais informações: www.guiapirenopolis.com.br.