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Viajando com o Pet

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Atualmente a oferta para atender os solteirandos que curtem viajar com o seu amigo animal tem aumentado bastante.

Além da TAM, agora a GOL também oferece transporte de animais na cabine. E através do booking.com você poderá encontrar um hotel pet friendly.

Para que a viagem seja perfeita, seguem alguns toques para aqueles que irão levar seu bichinho para viajar pela primeira vez…

Se for de avião:

  • para viajar na cabine há limite de peso;
  • a Cia aérea exige uma caixa de transporte específica;
  • também há um limite de animais na aeronave, então é imprescindível fazer reserva;
  • é obrigatório ter atestado do veterinário e o atestado tem validade; assim, dependendo do período em que permanecer viajando, verifique um veterinário para emitir um novo atestado para o retorno;
  • verifique com o veterinário se há necessidade de um leve sedativo para que o bicho não fique estressado/amedrontado com o barulho;
  • o animalzinho também fará check-in, então chegue duas horas antes do voo e carregue sempre sua carteira de vacinação.

Se de carro:

  • leve a carteira de vacinação, pois a Polícia Federal (vigilância sanitária), caso você cruze o estado, poderá exigir;
  • o cinto de segurança ou caixa de transporte são itens obrigatórios; o não uso poderá acarretar multa;
  • se o seu cão não é acostumado a ficar sozinho, para viagens mais longas, o ideal é estar pelo menos com 2 pessoas para se revezarem com o animal durante as paradas;
  • não deixe o bicho trancado no carro, eles ficarão estressados e podem passar mal;
  • tenha sempre água para hidratação e remédios para o estômago;
  • faça paradas para que o bicho possa fazer suas necessidades fisiológicas, comer e beber água.

Hotéis:

  • verifique as normas do hotel e serviços oferecidos e escolha o que for mais adequado à rotina do seu cão;
  • o dono é o responsável pela limpeza do ambiente (áreas internas e externas);
  • leve a comida, os potes de alimentação, brinquedos, cama, toalha, roupa e cobertor.

Procure fazer uma programação para incluir seu bicho – ele ficará muito feliz com a diversão diferenciada – e consulte sempre os locais onde poderão fazer programas juntos! Boa viagem!

Ditadura do sexo

Nada demais, apenas três amigas e um café: o meu laboratório social.

É claro, a dona do café sou eu, elas não conseguiram pedir ainda, uma porque está ocupada com seu cardápio de machos no whatsapp e a outra já decidiu dormir sozinha e, como quer realmente dormir, recusa cafeína.

Enquanto as histórias se desenrolam, observo, a intensas goladas, a postura majestosa, arrogante e, acrescentaria ainda, imponente de uma das minhas amigas. Ela, que é cheia de transas, descreve euforicamente cada detalhe das suas peripécias. E, após jogar seus orgasmos múltiplos no meu café, quando nos voltamos para o ritmo de tartaruga da vida sexual da minha outra amiga – que a passos lentos custa conseguir uma trepada – ainda interrompe cada capítulo da história para uma prévia do seu manual de acasalamento da mulher moderna.

A minha reflexão neste momento, ultrapassa o antagonismo que vivem as minhas amigas e seus respectivos talentos em atrair parceiros; e meu ponto de crise se estabelece em um antigo desejo que corriqueiramente percebo que ainda buscamos: a liberdade sexual.

O cotidiano é o hall dessa batalha e qualquer ponto que destoa a curva de moralidade, desde o uso de objetos até a vivência de práticas consideradas pervertidas, como o poliamor, SDSM¹, orgias e tantas outras, traduz uma quebra de tabu. Porque no fim o que queremos mesmo é explorar um gozo sem limites.

Mas, e quando encontramos pessoas que de todas as opções ainda preferem o tradicional, daquele jeito sussurrado, calmo e que, no fim, enlaça as mãos enquanto espera pelo café da manhã? Ou, até mesmo, as que decidem, simplesmente, se abster de qualquer atividade ligada ao coito? A imagem que tenho a minha frente deixa a sensação de que não entendemos o fato de que algumas pessoas não querem fotografias de sexo casual. E essa postura parece não refletir socialmente a mesma conotação libertária daquela evidenciada por alguém que se mostra mais proativa na busca pelo clímax.

Estou no segundo café, mas ainda no primeiro, diria que, estamos criando sem perceber um ambiente ditatorial por sexo. Há uma necessidade de estabelecer transas e qualificá-las. Um intenso exercício de comparação. Um pré-julgamento por falta de experiências. Uma prematura inicialização à prática. E um torpor ao saber que ofertas sexuais estão sendo negadas.

Mais do que sexualidade, essas reflexões a meu ver se referem à autonomia.

Quando saí da casa dos meus pais, vi realizado, de repente, aquele contínuo sonho de liberdade e o primeiro pensamento que me tomou foi que, dali em diante eu poderia fazer o que eu quisesse e nada me destituiria desse poder. O êxtase não durou muito tempo, consolidei minha independência em todas as vezes que disse não para o que eu não queria fazer. E enquanto fui julgada de careta, antiquada ou qualquer outro adjetivo, eu na verdade, só conseguia me sentir livre.

Porque entendi que liberdade não é o que você faz, mas sim, o que você sente quando faz a escolha que quer.

Dica de Vinho: Monte Paschoal, um frisante leve de verdade

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No verão, as tardes e noites quentes são bons pretextos para unir as amigas. Que tal acrescentar uma bebida leve e elegante? Para esses momentos recomendamos o Monte Paschoal Frisante Branco. Feito com a uva Moscato, típica da região Farroupilha no RS. É um vinho leve, suavemente doce de coloração clara esverdeada e aromas de flores brancas, cítricos e frutas como pêssego, maçã, limão e um toque inconfundível de mel. Com baixo teor alcoólico possibilita vários brindes borbulhantes.  Apresenta também a vantagem de ser um vinho com custo inferior a R$ 20,00. Conheci essa delícia na loja   http://www.boutiquedovinhovinhedo.com.br/ onde adquiri minhas garrafas, mas se você está distante da região de Campinas, pode comprar no http://www.vinhosevinhos.com/.

Não volte, nunca mais

Quando voltares, estarei mudada.

Não pelas marcas do tempo, pois elas me trouxeram charme.

Não pelos quilos que ganhei, pois eles me deixaram mais formosa.

 

Foste-te há muito tempo e a minha pele não tem mais a firmeza de outrora, mas sua maciez agora é de veludo.

Mas a principal mudança não se deu pelo tempo passado, mas por um momento exato.

 

Quando voltares,  verás que mudei no momento da despedida.

Que o adeus que deixou ferida, partiu meu coração e transformou meu ser.

 

Mas verás principalmente que a mudança se deu não pela dor provocada, mas pela descoberta de que nunca precisei de ti.

Foste-te há muito tempo e desejo que, no momento de seu retorno, o vento sussurre aos seus ouvidos pedindo que não volte nunca mais.

Déjà vu

Pra que voltar se não é pra ficar?

Mexer em todo aquele passado mal resolvido e vivido, por pura diversão?

Podia simplesmente sumir e me deixar achar que foi melhor assim. Mas cada vez que ressurge, é como se eu tivesse de novo o peso da decisão de estar ou não com você, mesmo que não dependa apenas de mim.

Fora o julgar, é só falar de você que todos ao meu redor só esperam que eu “tome a decisão certa”, mas dessa vez é diferente, não é? Não, mas assim eu fico a acreditar nos primeiros minutos de êxtase por te ver.

Vai passar? Não sei, mas enquanto isso for difícil pra mim, só quero que se vá, e deixe por aqui adormecido tudo que, um dia, eu sei que vai passar.

Pecado tem cor?

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Se você acha que estamos próximos de viver em um país que trata as pessoas de modo igualitário independente da cor da pele, basta conversar com pessoas negras para rapidamente mudar de opinião.

A Juliana, uma das poucas colegas negras da faculdade de Direito, em umas das aulas disse uma coisa que martela minha cabeça há anos e que me marcou profundamente:

– Eva, eu já sofri tantos preconceitos, já vi tantos amigos sendo agredidos, que minha vontade é sumir da sociedade. Aliás, tem horas que eu sinto que eu nunca fiz parte dela. Parece que minha vida inteira luto para simplesmente poder… sei lá… não ter medo de entrar numa loja de um shopping sem ser destratada ou ficar apreensiva quando um dos meus amigos negros me contam que vão andar na rua à noite, imaginando que a polícia pode bater neles sem motivo nenhum.

Só para trazer alguns dados ilustrativos da realidade, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras. A Organização Internacional do Trabalho indica que a média da diferença salarial entre mulheres brancas e homens é de cerca de 30%, no entanto, o percentual se eleva para 40% quando se trata de mulheres negras. Além disso, 61,7% das trabalhadoras domésticas são negras e, apesar dos avanços promovidos pela nova legislação, boa parte das mulheres negras ainda tem que lutar para conseguir um emprego formal.

Desde o tempo em que as escravas eram estupradas no período colonial como forma de tornar a população “mais branca”, desencadeou-se a sexualização exacerbada da mulher negra. Enquanto das mulheres, de modo geral, é exigido um comportamento sexual “comportado” e sem vulgarizações, as negras são associadas ao erótico e à tentação. A figura das “mulatas do carnaval” representa objeto sexual disponível a qualquer um; seus traços são associados às “curvas de provocação e sensualidade”.

Mas uma coisa que mulher negra não tem é a cor da “mulher ideal”. Se toda mulher sofre com um padrão de beleza inatingível e opressor, mulheres negras são ainda mais excluídas desse padrão eurocêntrico da “loira de cabelo liso, dos olhos claros e dos narizes e bocas finas”.

Percebemos ainda que, quase sempre, as mulheres negras reconhecidas por sua beleza, possuem algum traço físico proveniente da miscigenação racial. O recente movimento de incorporação de mulheres negras nas novelas, cinema e até mesmo no universo Disney são importantes, no entanto, são avanços tímidos, uma vez que as representações negras nesses espaços ainda não valorizam o fenótipo afrodescendente.

Vamos parar para pensar em quantas coisas no nosso discurso do dia a dia estão presentes alguns clichês racistas e desinformados sem que a gente nem mesmo perceba. Se pecado tem cor, ele deve estar na cor do nosso preconceito.