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O mundo muda e eu mudo também

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Pessoa que tem opinião é aquela que altera o seu discurso ao longo do tempo, se necessário. Isso não significa, que é um alguém sem palavra, ou a tal “maria vai com as outras”, esta aí é aquela que usa o seu discurso apenas como forma de atingir seus interesses pessoais e egoístas, enquanto que quem tem opinião, tem coragem para mudar suas ideias quando percebe que sua visão estava errada e precisa corrigir seus valores e princípios.

Já pensou se ninguém mudasse de opinião? Viveríamos em uma barbárie maior que ainda vemos e vivemos hoje em dia. Quantas guerras inúteis são criadas por seres civilizados apenas com o objetivo de manter seus ideais egocêntricos e arcaicos na maioria das vezes. Ultimamente, prefiro a ignorância a ligar a televisão para assistir as guerras, roubos e violência sem princípio algum.

Belas palavras as minhas, não? E aí você pensa: “Belo discurso Juliette, mas e então o que você anda fazendo pelo mundo?”  “E você que vive falando de quão independente você é e se mostra cheia de opiniões para compartilhar é na verdade uma grande alienada?”

Então vamos por parte:

Opinião é algo pessoal, a minha muda de acordo com as experiências que eu tenho ou vejo na vida que passa por mim. Um dia pensei que iria casar e ter uma vida comum.

Lutei para ter a vida do jeito que acreditei ser certa. Não tive o casamento com que sonhei, mas conquistei uma vida diferente do que a sociedade, ainda diz ser certa. Às vezes me surpreendo com a admiração que eu conquisto, mesmo achando que eu poderia ser muito melhor do que eu sou.

A ideologia de um mundo melhor e toda a opinião que eu tinha de como mudar a sociedade ruiu com o passar dos anos. Infelizmente faço parte do grupo de pessoas que acreditou em governos e pessoas erradas. Acreditei que meus discursos cheios de conhecimentos acadêmicos seriam capazes de mudar o mundo. Mal consigo mudar a mim mesma, mas a cada dia levanto para ser uma pessoa melhor e procuro adequar a minha atitude de acordo com o meu discurso e busco mudar as pessoas que estão dispostas a mudar, que como eu, querem ser melhores no dia seguinte e tento inspirar e estimular cada um que está ao meu redor a ser melhor também. Lembre-se: ser melhor é uma atitude para você e para com o universo (inclui pessoas, bichos, plantas, água, ar, etc…).

O que eu quero com este texto? Incentivar você que teve paciência de ler o texto até aqui a mudar algo ao seu redor. Romper com aquele relacionamento que você jurou que era pra sempre e percebeu que a faz infeliz. Jogar fora o seu orgulho e ir pedir desculpas para aquela pessoa que lhe disse uma verdade dura e reconhecer que ela era sua amiga, apesar de pensar diferente de você. Não passar no semáforo vermelho (seja como motorista de qualquer tipo de veículo ou pedestre), não jogar papel no chão, viver em equilíbrio com a natureza, respeitar e respeitar-se. Solteire-se de corpo de alma, para você e universo.

 

Não à violência doméstica

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Vladimir Putin, presidente da Rússia, sancionou a lei que assegura aos maridos russos o direito de bater em suas esposas e filhos uma vez por ano. Parte do mundo ocidental ficou chocada com tal decisão e alguns representantes de instituições russas, apoiaram o que chamaram de manutenção da tradição.

Eu não conhecia a lei russa, muito menos a tal tradição, mas fico indignada como alguns temas ainda são tão discrepantes nos tempos de hoje.

A Rússia é o 9º país em tamanho de população feminina, somando 78,5 milhões de mulheres, que correspondem a 53,7% da população do país. Sendo assim, seu Presidente acaba de declarar, que no mínimo 53% de sua população é suscetível à maus tratos, dentro de casa.

Em números oficias de 2013, sobre o abuso doméstico na Rússia: 600 mil mulheres sofriam abusos todos os anos, sendo que 14 mil morreram em decorrência de ferimentos causados por parceiros.

No Brasil, em 2016, comemoramos 10 anos da lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Além disso, por aqui, o dia 25 de novembro é comemorado como Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher.

Ainda assim, contabilizamos 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime. Segundo o Mapa da Violência 2015, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013.

Apesar disso, ainda temos muitos casos não denunciados no país, o que gera a impunidade e reincidência. A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres ou ainda pelo aplicativo Clique 180.

A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

Precisamos exercer nossos direitos. Afinal, existem tantas mulheres, assim como as russas, que não possuem os mesmos mecanismos que estão disponíveis para nós, brasileiras.

Vamos fazer jus à evolução de nosso país. Vamos denunciar a violência doméstica.

 

Brasil em estado terminal?

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Nocauteados. Nós brasileiros fomos à lona nesta semana. E, estatelados no chão, estamos ainda por decidir se há força suficiente para nos levantar antes de finalizada a contagem regressiva.

A diferença é que, desta vez, o golpe foi indiscriminado: todos foram abatidos… Azuis, vermelhos, verdes… Esquerda, direita, vias alternativas, indecisos… Pró ou contra a reforma da previdência… PSDB, PMDB, PT…

Depois de uma crise sem precedentes e que colocou à prova a esperança dos mais otimistas, chegamos a supor recentemente que já estávamos avistando uma luz no fim do túnel.

Doce ilusão… Bem no lugar que presumíamos ser o fundo do poço, esbarramos em um buraco que nos arremeteu ainda mais abaixo, e num mar de lama movediça…

Quase sufocados nesse mar de lama a perder de vista, resta-nos elucubrar… Há grupos econômicos neste país que não se valeram da corrupção para chegar aos bilhões? Há políticos com influência que sejam incorruptíveis?

Difícil de acreditar…

E a lista de acontecimentos que desafiam nossa imaginação (e nossa crença na raça humana) não para de crescer:

Difícil não cair duro ao saber quanto o BNDES chegou a investir no grupo mafioso JBS e quanto o mesmo grupo, para retribuir todos os “favores” recebidos, “investiu” na política…

Impossível conceber, a esta altura da Lava Jato, que Lula nunca soube de absolutamente nada sobre o esquema de corrupção que tomou proporções estratosféricas em seus governos…

Quase impossível imaginar que a conversa entre os comparsas Joesley Batista e Aécio Neves tenha sido real e não extraída de um roteiro de filme de gângsteres…

Difícil de segurar o vômito ao ler a carta do presidente do grupo JBS se desculpando com o povo brasileiro pelos crimes de corrupção “apenas praticados no Brasil” e reforçando os “valores éticos” de suas empresas. E a carta foi divulgada enquanto ele fazia compras em Nova Iorque…

Difícil não querer explodir Brasília depois de ouvir que Michel Temer, mesmo tendo sido vergonhosamente desmascarado apoiando um criminoso da pior estirpe, ainda insista em ficar no poder…

Enquanto isso, nossa economia continua na UTI, nossa educação continua em frangalhos, e concorrendo à posição de “pior do mundo”, e o desmatamento de nossas florestas explodiu para dar mais espaço à criação do gado que enriquece corruptores como Joesley Batista (provavelmente também envolvido na compra de políticos e fiscais que poderiam impedir esses crimes hediondos)…

Talvez a grande maioria da população tenha aprendido, finalmente, que super-heróis salvadores de uma nação só aparecem nos quadrinhos e nas telas de cinema. Mas, os vilões… Ah… Esses sim existem às pencas e com um poderio de fogo que, até quarta-feira passada, nem a ficção ousou imaginar.

Assim, para sempre órfãos de salvadores e já sem energia para salvarmos a nós mesmos, resta-nos apostar que a Lava Jato, o que ainda funciona nas instituições brasileiras e a Constituição nos livrarão da ruína até que novas eleições diretas (sabe-se lá quando) nos deem a chance de expurgar a maior parte da metástase cancerígena que impregnou nossa política.

E que tenhamos tempo – e disposição! – para reverter a triste transformação do Brasil em Venezuela.

Mulher ainda tem medo de dirigir. Será?

Olha lá, só podia ser mulher! E aí você está observando a cena e percebe que a ocorrência não foi má direção e sim falta de educação, envolvendo pedestre e motoristas (sem qualquer preferência de gênero).

Atualmente o trânsito, principalmente nas grandes cidades, tornou uma arena bizarra de violência gratuita. Então, ter medo de dirigir é algo normal, porque a maioria das pessoas conhece alguém ou passou por alguma situação de risco. E, claro, que sempre terá alguém que enxergará uma oportunidade de negócio em situações de crise. Com isso, vejo de forma crescente e positiva, serviços especializados para pessoas habilitadas. Mas, será que há um espaço diferenciado para autoescolas com serviços especializados para mulheres com medo de dirigir?

Mulher realmente tem mais medo de dirigir que os homens ou temos aqui mais uma situação potencialmente sexista?

Serviços especializados e individualizados são uma tendência de mercado; e qualquer revista de marketing ou varejo fala sobre esta busca do consumidor. Porém, o consumidor que sofre de alguma síndrome relacionada ao medo, sinto em lhe informar minha (meu) cara (o) leitora (o), é o mais democrático dos sentimentos. Então, se você busca potencializar seus negócios, pense bem antes de pintar seus carros de rosa. Vou dar alguns motivos:

– algumas mulheres detestam rosa, eu por exemplo;
– normalmente as mulheres conseguem enxergar uma variedade maior de cores, então as cores berrantes poderão incomodar seu público alvo;
– pode acreditar, homens também sofrem de pânico na direção;
– infelizmente, os homens tem preconceito com a cor rosa, por este longo histórico de machismo da sociedade;
– outra dura constatação, ainda presente nos dias de hoje, é que os homens ganham mais que as mulheres; e restringir seus serviços a uma parcela do mercado seria pouco estratégico na atual situação econômica.

Algo mais implacável e democrático que o medo é a cobrança da sociedade para que Todos sejamos Fortes e Corajosos. Permita abrir-se para o mundo, ofereça serviços sem preconceito e individualizados para ajudar as pessoas e a sociedade para vivermos em um mundo melhor.

Que tal ouvir e entender as necessidades do seu cliente? Se acredita que o seu serviço tem mais apelo ao público feminino ou se você só sabe trabalhar para este público, vá em frente, mas evite usar as armas sexistas no seu marketing, pois o preconceito está completamente fora de moda e a cada dia traz menos resultados.

Esta é só a opinião de uma blogueira, quase cinquentona, que trabalha com marketing só há uns 20 anos e tem zero paciência com motoristas sem educação e sem instrução. Então, se você leu este texto e sabe que precisa de aulas extras de direção, pelo bem da humanidade, volte para a escola, respeite a sua vida e das pessoas que circulam a sua volta.

 

A filha da filha

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Dia das mães. E no mais recôndito de nosso ser surge uma emoção: de um jeito qualquer e, em diferentes intensidades, o sentimento de gratidão e até admiração pelo ser que gestou, embalou e cuidou na plenitude o serzinho que pôs no mundo.

Quanto, quanto trabalho e dedicação! E quase unanimemente é um dia especial!

E não é fácil. Além da dedicação dessa mãe, surge a cria que crescida se rebela, não combina, bate asas e tem caminhos tão diferentes. O que será que nela sobrou da mãe? E um dia ela também será mãe, e, nos dias e noites longas, na sua vez de cuidados, ela vai se identificando com a mãe. Verdade que com resistência: ouve mais psicólogos, aconselhadores de várias mídias e outros quaisquer. Como as anteriores, ela quer acertar desesperadamente, e, na sua insegurança guiada pela modernidade, esquece de quem, muito perto dela, e com o mesmo amor de sempre está ali para ajudá-la e tem sim experiência de fato.

Quantos escritores e especialistas sequer são pais?! Ou os pais, tão problemáticos?! Ouvindo-os tem-se pena das mães que sempre são as culpadas. E a frustração faz mais ouvintes e clientes de vários consultórios. Será que a convicção deles deu resultado? Seus filhos são exemplos absolutos da perfeição?

Reflita, acredite em si mesma e no que aprendeu, reforme o que não deu certo e, do seu jeito, faça melhor com base não só nas ideias, mas na prática. E confie na avó, na mãe e em você que certamente sua filha terá, com seu amor mais seguro, o futuro que você quer para ela: felicidade.

Como quis sua mãe e a mãe dela. Problemas? Sempre. Varinha de condão? Não existe. Dedicação, força, coragem, amor e amor e eis sua filha pronta para essa vida danada de difícil.

Esse é só um recadinho desse universo de considerações do relacionamento mãe e filha. Seja mais filha para ser mais mãe!

Mães heroínas e suas crianças feministas

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Dia das mães, dia das mulheres que tiveram a coragem de virar a vida do avesso para sempre para experimentar uma aventura única e definitiva…

Sim, mães são heroínas. E não importa se são mães exigentes, compreensivas, transgressoras, tradicionais, roqueiras ou românticas… Mães representam a vitória da esperança sobre a descrença. Mães representam o amor incondicional em estado bruto. E, por isso, merecem o aplauso de toda humanidade!

E não há regras ou fórmulas para a maternidade.

Mas uma mulher extraordinária, nigeriana, escritora, 39 anos, mãe e feminista, fez a todas as mães um convite à reflexão…

E se nessa maravilhosa experiência da maternidade, nós, mães, tentássemos desaprender várias “lições de gênero” que internalizamos durante a infância?

E se nunca dissermos às nossas filhas para deixarem de fazer algo “porque vocês são meninas”?

E se não dissermos às nossas filhas que o matrimônio não é uma realização, mas sim uma escolha?

E se não ensinarmos nossas filhas “a agradar”, mas sim que elas podem se sentir plenamente confortáveis para ser elas mesmas?

E se mostrarmos às nossas filhas que a maternidade é uma experiência única, mas que o mais importante é que elas sejam pessoas completas?

O nome desta mulher é Chimamanda Ngozi Adichie. Recentemente, ela deu o seguinte depoimento sobre a maternidade e sobre sua filha:

“Nunca amei ninguém com o a amo. Se algo mudou, é que o feminismo não é mais uma teoria, agora sou eu pensando sobre o mundo no qual minha filha viverá, então eu quero desesperadamente que as coisas melhorem para ela.”

Você pode conferir todas essas reflexões no último livro de Chimamanda, um excelente presente para você e para as mães que você conhece:

PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS

AUTORA: Chimamanda Ngozi Adichie

TRADUÇÃO: Denise Bottman

EDITORA: Companhia das Letras

 

Para ler e se inspirar.

 

Aliás, não perca também seus brilhantes discursos no TED:

https://www.youtube.com/watch?v=fyOubzfkjXE

https://www.youtube.com/watch?v=wQk17RPuhW8