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Dica do dia: Aquele ciúme não é amor!

“Desculpe, não vou falar mais com ele”

“Tá bom, vou trocar de roupa”

“Não precisa ficar nervoso, vou excluir os meus contatos”

“Não vou hoje, o ͚amor͛ ficou bravo quando eu disse que ia sozinha”

“Imagina, eu não posso sair sem ele”

“Não foi por mal, é só ciúme. Quem ama cuida”

Verdade seja dita, quando se está apaixonada, defeitos gritantes da pessoa amada passam despercebidos, viram um mero detalhe no cotidiano passional. Comportamentos agressivos, egoístas, dominadores e controladores se disfarçam de proteção, cuidado e zelo.

Doce ilusão.

O tempo vai passar e você vai trocar seu guarda-roupa. Verá seus amigos em meros encontros casuais na rua ou no mercado. Vai deixar de frequentar os lugares que mais gostava. Vai ter dificuldade para escolher algo para si mesma. Não vai conseguir tomar uma simples decisão sozinha, porque já se acostumou a agir sob o aval do outro. Vai se enterrar em uma relação de cárcere. Vai afastar-se de si mesma.

Quem nunca proferiu alguma dessas frases tentando acreditar que havia algo maior e mais profundo na relação? Ou quem nunca as ouviu como justificativas baratas da melhor amiga? Dá vontade de gritar: – Que cegueira é essa?!

É uma névoa que confunde amor com falta de respeito.  Não estou aqui falando como expert profissional no assunto, mas sim, para transcrever o desabafo de sobrevivente desse tipo de tortura.

Liberte-se das desculpas e justificativas.

Fuja desse ambiente de perseguição.

Livre-se do conceito de domínio.

A conclusão do que tenho vivido me levou a ter uma única crença: ciúme ou amor – os dois não coexistem.

 

Liberdade relativa

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O ser humano imagina a conquista da liberdade como uma das coisas mais importantes de sua vida. E é. Mas será que sabemos exatamente o que é esta liberdade pela qual tanto almejamos? Não extrapolamos em idealizações e caímos em utopias?

As restrições são tantas e o cotidiano nos remete à realidade: problemas econômicos são os mais prementes, mas situações emocionais, dificuldades físicas, comportamentos culturais, compromissos profissionais e familiares nos tolhem bastante e, mulheres e homens ficam reféns de limitações várias.

E como jovens imaturos colocamo-nos em amarras ou infelicidades que nos confinam a situações que parecem irreversíveis, escravos das circunstâncias.

Conviver com dificuldades, pois elas nos cercam, e aprender a superar, a extrair delas o melhor, nos fazem mais fortes, racionais, determinadas e, assim, mais livres. São vários exemplos, mas Mandela é bem conhecido. Preso por dezenas de anos, aprendeu a ser livre e a construir a sua e a liberdade de um povo todo. A possível liberdade, muito mais direitos do que os anteriores. Nada absoluto. Sua condição e problemas só serviram como solução. Confinado sim em uma cela, mas pleno em seu eu e produtividade intelectual, não se deixou abater.

Poderíamos citar outras personalidades, mas lembremos de pessoas à nossa volta como mães, avós, tias, vizinhas, amigas. Mesmo com pesados fardos são inquebrantáveis em seus espíritos, aparentemente frágeis, mas que superam e ganham batalhas. A verdadeira liberdade transpassa dificuldades, transforma-se em valentia mesmo entre sorrisos e aparentes derrotas. Dribla ou aguenta subjugações e é uma das artes e armas do mundo feminino. Paciência que não subserviência faz parte do pacote para termos mais liberdade.

Ela é relativa e a cada conquista requer mais luta. Você foca e rala para o vestibular que representa naquele momento tudo o que se precisa. Aprovada, você descobre que sobram mais exigências e tarefas e pensa que terminar vai resolver tudo. Então, você começa a trabalhar e, para ser vencedora, muito, mas muito mais sacrifícios. Vira escrava para ser livre…

A liberdade está dentro de nós e diretamente ligada à nossa autoestima. Não se abata, não desista, resista e vença toda hora, todo dia, para sempre.

Difícil, difícil, mas possível.

 

Será que não sou um robô?

Minha vida cotidiana está cada vez mais uma eterna rotina. Acordar cedo para o trabalho, academia às segundas, quartas e sextas; mercado ao sábado, levar o cachorro ao petshop pela manhã; segunda e quartas ir à pós-graduação. E, para quem tem filhos, rotinas e deveres ainda maiores.

Procurando dar uma certa ordenação à vida, vou me roteirizando no dia a dia e não dou espaço para o inesperado. Passo a agir como verdadeiro robô e acabo por levar uma vida mais mecânica, repetitiva.

O mesmo trajeto para a casa, os mesmos restaurantes, a mesma pizzaria, os mesmos programas e séries de TV. Até me faz lembrar famosas músicas de antigamente:”Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, Gabriela”. Ou então “A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores…”

Vida monótona. Repetição, acomodação, alienação, inércia. Estou no piloto automático.

Essa rotina entra numa perigosa automatização das coisas de modo inconsciente e me deixa escapar coisas importantes, como aniversários, atenção aos amigos e parentes, dia de ir ao médico. Também não me permite experimentar o novo, o diferente. Aquele restaurante que abriu recentemente, aquela viagem “bate-volta” no fim de semana ou aquele cara mais velho que conheci na balada.

Eu, um robô?

Estou quase lá. Um robô perdido no espaço e perdido no tempo. E sem saber que o tempo voa….

O estranho mundo das divorciadas

Elas conseguem se divertir e cumprir com diversas obrigações, incluindo criar filhos com dignidade e alegria.

Se você reparar ao seu redor, elas estão por toda parte, no trabalho, na escola de seus filhos, na balada, nas viagens; enfim, estão por aí.

Em geral, elas são animadas, fazem muitas coisas ao mesmo tempo e dificilmente recusam eventos sociais. Porém, existe um fenômeno estranho nesse comportamento, um fenômeno que faz com que os dias delas pareçam ter mais horas que os dias das solteiras ou das casadas.

Decidi observar esse fenômeno na minha roda de amigas e conversando com amigos, esses também notaram e comentavam sobre esta percepção de comportamento em suas rodas de amizade. Então, aqui vai o diagnóstico desta amostra do estranho mundo das divorciadas. Claro que não é uma verdade absoluta, mas podemos dizer que se trata de uma amostra significativa, uma vez que tenho muitos amigos e segui com este debate por alguns meses.

Geralmente, as divorciadas estão na faixa dos 40 anos, o que faz com que elas se preocupem menos com algumas coisas com as quais as moças mais jovens perdem tempo, tentando entender ou explicar. A maioria delas já tiveram filhos, e por isso, estão acostumadas a fazer diversas tarefas ao mesmo tempo e cumprir horários rigorosos.

No trabalho, elas sabem que precisam ser as mais produtivas possível pois terão outra jornada onde enfrentarão sozinhas, o cuidado com os filhos; e por isso, quanto antes conseguirem deixar o escritório ou menos trabalho levarem para casa, melhor será sua qualidade de vida.

Em alguns casos, os pais são presentes e estão com os filhos a cada 15 dias. Portanto, elas conseguem ter finais de semana exclusivos para fazer o que querem. Algumas passaram por estórias complexas de vida que levaram ao fim do relacionamento, por isso querem curtir a vida e não se prendem aos problemas.

Elas não são competitivas entre elas, pelo contrário, se apoiam pois já aprenderam que uma vida colaborativa entre mulheres fortes faz toda a diferença no cotidiano. E quando perguntei para algumas delas, como conseguiam dar conta de tudo, me responderam que não precisam cuidar de maridos ou pedir a eles permissão para ser feliz.

 

Nem aplausos nem vaias

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Somos individualistas por natureza, mas espécie social por necessidade. Dá para fazer um paralelo com o bando de leões que se junta para a caçada, mas luta entre si pela melhor parte.

Como muitos outros seres precisamos, de várias maneiras, uns dos outros. Instituições que nos acolham, desenvolvam, protejam e formem: família, amigos, igreja, clube, trabalho e etceteras. Pela imitação, exemplos, competição, solidariedade, inovação, alteridade, desenvolvemo-nos e afirmamo-nos.

Afinidades nos agrupam e desses agrupamentos surgem incompatibilidades de diversos tipos, pois somos contraditórios. Enfim, difíceis por natureza.

Tudo isso para demonstrar que embora tanto precisemos do outro, há muitos momentos em que devemos ser nós mesmos, para não só nos posicionarmos, mas para mantermos nossa integridade individual. Às vezes contra a família, nossos grupos de relações, a própria sociedade, pois estamos em luta pela nossa verdade. São vários os exemplos: mudar drasticamente de profissão, ficar um tempo sem trabalhar, ter outra postura sexual, abandonar a família, mudar ou cessar com a religião, fazer uma denúncia grave contra interesses escusos, denunciar um estupro, enfrentar um chefe abusado, enfim, qualquer coisa contra nosso grupo de relacionamento.

Nesse momento, temos de ter coragem, apostar nossas fichas de confiança e ignorar vaias ou aplausos, pois estaremos na linha de fogo fazendo algo em que acreditamos muito. Críticas ou apoio são menores do que nossa convicção em nossas escolhas e nossa força.

E assim crescemos…

O que acontece com os sentimentos de hoje em dia?

Os relacionamentos hoje em dia são descartáveis mesmo? Os homens estão mais perdidos que as mulheres em seus papéis ou ninguém mais sabe o que quer?

Já falei em outro texto que eu sou um verdadeiro desastre com estes aplicativos de relacionamento, me sinto na prateleira do supermercado, como um produto do mesmo segmento, com um sutil diferencial, imperceptível para quem está do outro lado da tela. Mas a pior parte é escolher o produto que serve para mim, porque também não consigo ver evidências que sinalizem qual(is) são as pessoas  interessantes que estão ali expostas.

Os relacionamentos foram incorporados pelas regras da macroeconomia, a lei da demanda e oferta se associaram as ferramentas de marketing para se sobressaírem aquela tradicional conversa que nos fazia sentir-se atraídos, seja pelas semelhanças, seja pelas diferenças da pessoa do outro lado.

Sabe aquele ditado que diz, “cachorro de dois donos morre de fome”? Então, isso também se aplica no momento em que você está aberto para conhecer alguém, porque como a abordagem é mútua, todo mundo espera ou todo mundo ataca e o resultado é igual a zero, afinal se colocar as pilhas no mesmo polo não se gera energia necessária para ligar a engrenagem.

E aí os psicólogos alertam, “homens e mulheres não sabem mais quais são os seus papéis na sociedade”. Mas será que alguém pode dar a solução para voltarmos a ter esperança que há uma oportunidade para os relacionamentos saudáveis?

Da minha parte confesso estar perdida, gostaria de conhecer alguém da forma tradicional, conhecer a pessoa em algum lugar, porque rolou uma conversa bacana com alguém aberto para um relacionamento, ou ser apresentada a um amigo de uma amiga(o). Afinal, alguém com referências, neste momento tenso, em que o mundo está com superpopulação de neuróticos e maníacos, me deixa um pouco mais segura para ir para cama com um novo alguém.

Agora você está aí lendo tudo isso e pensando, a garota Solteirar enlouqueceu, e toda aquela vontade de relacionamentos alternativos?

Respondo sem pestanejar, continuo 100% Solteirar, pois depois a minha confusão está apenas em como posso conhecer um novo alguém, continuo sem me preocupar se vou ou não subir no altar, se adotarei uma criança, se alguém estará incomodado por eu continuar sendo independente. A minha vida e a forma como irei me relacionar com o novo alguém continuará a ser única e exclusivamente minha decisão,  claro que consensual com a outra parte, eu só me envolverei de novo com alguém que também tenha uma essência Solteirar!

Até as próximas divagações.