Fiquei incumbida de uma retrospectiva, mas creio que fazer todo mundo se lembrar dos acontecimentos de 2015 seria pura autoflagelação travestida de “masoquismo light”. Especialmente por já estarmos em 2016 e ele não parecer muito promissor.
Assim, miremos ocorrências menos sinistras. No caso, as minhas mazelas pessoais…
Vamos à lista:
- a grande promessa NÃO cumprida: aumentar o saldo na conta “investimentos”
- noites trabalhando como louca: diversas
- noites que passei livre, leve e solta: todas (inclusive as que trabalhei como louca, afinal, a empresa é minha e adoro trabalhar)
- ondas radicais: várias
- mergulhos de tirar o fôlego na água: apenas um, infelizmente (a grana estava curta)
- mergulhos de tirar o fôlego no ar: apenas dois, infelizmente (a grana continuava curta)
- quantidade de vezes que coloquei minha vida em risco: bem mais do que minha mãe gostaria de imaginar
- seres insuportáveis que cruzaram meu caminho: um número bem maior do que você poderia imaginar
- quantidade de vezes que mandei os seres insuportáveis “à merda”: o número da resposta anterior multiplicado por um número que variava de 5 a 50
- as pessoas mais extraordinárias que me fascinaram pelo caminho: minhas parceiras do Solteirar
- vezes que não me controlei e disparei “verdades inconvenientes” sem dó nem piedade: muito mais do que você recomendaria
- pessoas que se enfureceram com minhas “verdades inconvenientes”: as vítimas da resposta anterior e todas as demais que ficaram sabendo
- a maior loucura sem arrependimentos: minha Honda CRF 230F off-road vermelha (ela pode ser de ‘segunda mão’, mas o amor foi ‘à primeira vista’)
- a maior loucura com zilhões de arrependimentos: nenhuma (acredite se quiser!)
- o projeto mais excitante: construir um website sem igual no mercado
- o trabalho menos excitante: pagar tributos e ser obrigada a seguir toda a “burrocracia” de merda deste país recordista em corrupção
- o maior orgulho: o Solteirar
- porres inesquecíveis: bem mais do que o meu fígado poderia suportar
- sexo: o suficiente
- % de vezes em que tomei a iniciativa: 100% (algo “sem esforço” só rolava antes da decrepitude)
- quantidade de “botas” por conquista efetivada: fazendo um cálculo rápido, precisei investir em 3 cantadas para cada “conversão realizada” (antes da decrepitude, a razão atingia a marca de 1,5 cantada/conversão – praticamente “inacreditável” para alguém com minha aparência)
- cortes de cabelo zoados: 3
- novas tattoos: 2
- paixões avassaladoras: várias (especialmente meu time de futebol sempre campeão, muitos dos textos do Solteirar e o novo filme da saga “Star Wars”), mas, por graça dos deuses soberanos da “Solteiração”, nenhuma em forma humana
- a maior revolta: um dos maiores crimes socioambientais da humanidade (Samarco + Vale do “ex-Rio Doce”) lidera as paradas, seguido das trapaças do abjeto presidente da Câmara dos Deputados (especialmente o projeto de lei 5069)
- o maior fora: perguntar a um dos meus melhores amigos – na frente de sua digníssima esposa! – se eles haviam curtido um evento em que ele estava com a amante! Que culpa eu poderia ter se ele escolhe amantes parecidas com a esposa?
- o maior vexame: pulo esta pergunta por ser uma “sem vergonha sem limites”
- a maior estupidez: flertar com a invencibilidade (quase acabei com meu joelho de uma vez por todas)
- o melhor momento: difícil escolher entre a goleada do meu timão do coração sobre um de seus maiores rivais, o show do David Gilmour ou se quando voltei a mergulhar no rio São Francisco pelo bungee jumping de Paulo Afonso (BA)
- a pergunta mais irritante (excetuando-se, é claro, todas aquelas em que querem entender a causa do meu estado civil continuar inalterado): “Mas, afinal, você é de DIREITA ou de ESQUERDA?” Será que esse povo ainda não percebeu que ideologias seculares não resolvem os problemas do mundo pós-moderno? Não sou de direita, nem de esquerda ou muito menos de centro. Estou em movimento… E normalmente para FRENTE! O problema desse povinho que tenta enquadrar todos à sua volta em uma ideologia putrefata é presumir que todos sejam medíocres como eles…
- o pior momento: não sei bem se foi quando perdi mais um grande amigo (observação: e não foi o amigo do fora acima…) ou se quando calculei que os rendimentos da minha profissão não suportariam meu estilo de vida e os aumentos delirantes nos gastos com saúde dos meus pais; nesta hora, não tive dúvidas: corri me alienar acelerando minha possante…
- o óbvio ululante: (re)confirmar a cada minuto de minha existência inútil como sou uma “FDP” de primeira grandeza… E o melhor: não ligo a mínima para o que todos vão pensar disso! Isso sim é liberdade…
E um brinde a retrospectivas bem mais animadas em 2016, em 2017, na próxima década ou na próxima semana!
Ilustração: Agradecimentos a NormalGuyMo.
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