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Quatro Estações

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No verão sou calor, sou fogo que arde a alma
Sou quente como um vulcão que te faz perder a calma

No inverno sou afago, sou tristeza e melancolia
Sou serena como a neve, me transformo em agonia

Na primavera sou flor, sou cheiro de fantasia
Sou cores, sou amor que te traz a alegria

No outono sou silencio que cala meus devaneios
Sou pausa, sou tensão de um coração cheio de anseios

Sou a mesma o ano todo, um conjunto de emoções
Mas se quiser me conhecer, fique comigo as quatro estações

Já está planejando seu Ano Novo? Vai viajar?

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Se sim, fique de olho. Segundo o site de busca Skyscanner.com, a segunda e a terceira semana de outubro podem ser as mais baratas para comprar passagens aéreas para passar a noite de ano-novo fora do Brasil.

Esse site buscador é um dos maiores do mercado com 50 milhões de visitantes por mês. E, concluiu que outubro é o mês mais em conta para se comprar passagens aéreas através da comparação de preço de passagens de diversas companhias aéreas do mundo de todas as semanas ao longo do ano passado.

Agora, para quem está planejando viajar pelo Brasil, a segunda semana de novembro foi a mais indicada, de acordo com o site.

Mas vale sempre também considerar as 3 dicas básicas de praxe:

1. Comprar passagens com a maior antecedência possível

2. Embarcar em dias de menor movimento: meio de semana exortativos da madrugada

3. Como regra geral, as companhias aéreas aconselham aos viajantes a compra de passagens para voos internacionais com três meses de antecedência, em média.

Liberdade de fim de semana

Dormir sem compromisso para despertar

Vestir a primeira roupa que encontrar

Não escovar o cabelo

Nem sequer olhar no espelho

 

Café da manhã na padaria

Paquerar na rua com alegria

Apreciar o dia ensolarado e belo

Usar chinelo

 

Andar de bicicleta

Esquecer a dieta

Comer pastel da feira

Tomar sol na espreguiçadeira

 

Tirar cochilos compridos

Sair com os amigos

Comer doce sem pecado

Cantar alto e desafinada na frente do namorado

As coisas simples da vida

 

Nosso voto

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Voto que não é respeitado e muito menos valorizado nem pelos políticos e nem por nó mesmas. Esquecemos em quem votamos, não acompanhamos seu desempenho, não nos conectamos para pressionar ou até para elogiar, se for o caso…

E os políticos eleitos por nós comportam-se como uma classe independente, não pensando em nossas necessidades, mas sim em seus interesses, até os mais escusos… E temos exemplos demais – do tamanho da corrupção – em que eles são os atores principais.

Temos sim que acompanhar a ação do poder judiciário e continuar exigindo que sejam punidos os que merecem.

Mas agora é o momento do nosso protagonismo, nossa avaliação competente de escolher, pelo menos o menos pior. Pesquisar seu passado, sua postura, suas propostas, seu empenho, temos hoje ferramentas que permitem devassar a vida pública dos candidatos, é nosso dever escolher bem.

Escolhas aleatórias, sem o crivo da razão, por interesses pequenos, levaram ao quadro maléfico em que os atuais políticos prejudicam nossa vida profissional, social e até familiar com ações que destroem a estabilidade deste país. E estamos sentindo no bolso e na insegurança, até física, a falta que fazem políticos competentes e honestos. Não julguemos que eles não atuam ou são periféricos em nosso cotidiano. Pelo contrário, eles podem sim ajudar muito ou, atrapalhar demais, que é o que fizeram agora, milhões de desempregados, salários achatados, fechamento de indústrias e comércio, inflação, confiança abalada e sem perspectivas de melhoras a curto ou médio prazo.

Vamos ser criteriosas, exigentes e, se for possível, valorizar mulheres para fazer uma mudança neste cenário político. Cinquenta e dois por cento dos brasileiros são mulheres e nem dez por cento políticas. Eles nos entendem, respeitam, sabem de nossas aspirações e preocupações? A resposta está na ponta de nossa língua. Sem igualdade de salários, creches, proteção para violentadas de toda espécie, entre outras injustiças…

Sabemos por experiência própria que mulheres que se destacam são no mínimo dez vezes melhores dos que os oponentes masculinos. Vamos dar-lhes voz e oportunidade de nos representar. Passou da hora de nos valorizarmos, não vamos deixar para depois.

Vote conscientemente.

 

Links que podem ajudá-la em sua decisão:

8 passos para escolher seu candidato nas eleições

7 formas de conhecer os candidatos das eleições 2016

Mulher não tem rótulo

Lá estava eu malhando enlouquecidamente para perder meia grama das 2.000 calorias que eu já havia consumido no dia, pois basta a temperatura baixar um grau que eu devoro um chocolate; quando ganhei mais 10 gramas ao engolir a frase: “Na balada não se encontra mulher para casar!” O garoto não tem nem trinta anos e reproduziu a frase do meu avô.

Minha primeira pergunta interna: “Qual a diferença entre a mulher que está na balada e aquela que trabalha a semana inteira para durante a sua folga poder se divertir?”

Após superar minha crise de identidade, porque já estive diversas vezes na balada e também tenho alguns casais de amigos que se conheceram na balada e hoje formam lindas famílias, usei aquele meu jeitinho carioca para entrar na conversa e explorar melhor o assunto. Sim, eu sou uma blogueira antropóloga e gosto de entender a visão das diversas tribos.

O que eu consegui obter de informações podem ser resumidas com as seguintes frases:
” É muito fácil pegar a mulher na balada, é só pegar na cintura e beijar.” “Se a balada for funk, as ‘minas’ estão lá rebolando, de saia curta.”  “Na praia, a mulher me pede para passar protetor nela.”

Eu poderia argumentar com toda a minha indignação para cada uma das frases machistas e do super ego daquele representante masculino, mas para minha sorte, havia um outro representante, tão jovem quanto o dono do discurso retrógrado, o qual simplesmente respondeu: ” Para mim nunca foi fácil assim, se eu fosse você aproveitava para conhecer e dar uma chance”.

Talvez a informação mais importante desta história toda é que o rapaz estava um pouco desconfortável com a dificuldade de entender as necessidades da sua própria namorada. Neste cenário, fica mais fácil desvalorizar as mulheres mais descomplicadas e bem resolvidas.

Como podemos fazer para mudar essa história? As mulheres não estão em prateleiras para serem categorizadas em com lactose, sem glúten, com sódio, etc. Existem pessoas do sexo feminino, com personalidades, gostos, desejos e necessidades distintas. Então, meu caro exemplar do sexo masculino, é melhor estar aberto para descobrir gostos e sabores diferentes, para poder desfrutar da companhia de uma mulher.

Agora vou precisar correr na praia para passar a irritação, pois se eu voltar para casa assim, vou engolir a geladeira.

 

Dei, e daí?!

Acredito que todos saibam que existe uma relação trivial sobre as atribuições no sexo: alguém dá e alguém come.

Simples assim. Não existe se for diferente disso.

É claro que o mesmo agente pode oscilar entre os dois aspectos, mas para qualquer combinação linear que se deseje, o tão estimado gozo exige, sem desprezar as carícias preliminares, não mais que essa singela organização.

Assim, dado a lógica conceitual e a relação de interdependência dessas pontas, me resta uma dúvida: qual é o problema em dar?

Outro dia, em um HH, enquanto filosofávamos sobre trepadas frenéticas, adultério e projetos de orgias, flagrei o comportamento tímido de algumas colegas ao revelar suas peripécias e o orgulho fálico dos meninos em ostentar quem comeram, como, onde e quantas vezes, assim, explicitamente, sem medo de indigestão.

Gente, alguém me explique por favor, qual é o problema em dar? Por que ter vergonha?

Por que ter uma regra de não transar no primeiro encontro? De não tomar a iniciativa? De não sugerir uma nova posição? Por que não testar um novo ambiente ou novos amigos͛?

Para mim, dar é algo libertador, é um encontro comigo mesma e um momento de troca com o outro. Troca de calor, de energia, de aprendizado, de emoções.

Não exponha sua intimidade aos outros se não quiser, mas olhe com franqueza para si mesma. Não dá para passar os dias decidindo sobre o que vamos abdicar de nós mesmas para representar algo. Não estamos pedindo permissão para viver. A vida é mais do que esse ensaio de certo e errado. A vida é o que acontece do lado de fora da janela e, também, o que se passa entre as nossas pernas.