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Seu melhor amor

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Não vou te prometer ficar a seu lado até que a morte nos separe

Esperar a morte é muito sádico para delimitar nossa felicidade

 

Não quero cuidar de você, nem quero que cuides de mim

Cuidar de alguém é muita responsabilidade para uma vida

 

Não quero ser seu primeiro amor

Pois não acredito que até hoje nunca tenhas amado

Não te direi que serás meu único amor

Sou capaz de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo

 

Promessas, cuidados e exclusividade não farão do nosso relacionamento o único nem o

primeiro, mas tenho certeza que nos momentos que estivermos juntos serei seu melhor

amor.

Ter saudades até que é bom

O inverno, em geral, deixa a maioria das pessoas melancólicas e saudosas. Em alguns desses momentos tomamos decisões erradas. Eu, como pobre mortal, não sou diferente e nem menos suscetível a esse tipo de emoções.

Embora seja independente, e tenha uma vida bem dinâmica e divertida, por vezes me sinto melancólica e sinto falta de ter saudades. Em minha última reflexão passei a analisar a frase do Caetano Veloso “Ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio”.

E aí vai um desabafo terapêutico. Tenho caminhado vazia em relação a saudade de um amor. Tenho saudades de momentos, de situações, de amigos, de parentes, e de muitas coisas. Porém, não tenho saudades de ter alguém ao lado em compromisso amoroso. Não tenho saudades de um rosto ou de um corpo especifico.

Percebi que a decepção que meus amores me trouxeram, geraram falta de admiração. Então, por mais que eu tenha tido períodos de sexo bom e bons relacionamentos, eles não foram suficientes para me deixar saudades.

Em dia de frio e chuva, ou ao ouvir uma canção romântica, tento buscar em meu relicário amoroso alguém que me faça o peito doer. Infelizmente não encontro.

Realmente considero caminhar vazio um tanto triste. Sinto falta de ter aquela saudade que me faltava o ar, saudade de lembrar de um toque que me arrepie o corpo, não por tesão, mas por emoção.

Porém, não vim ao mundo para ser triste, e por isso coleciono bons momentos para lembrar não necessariamente vinculados aos amor passional por um homem, mas por amor livre dos amigos, dos lugares e das situações marcantes e emocionantes que vivi.

Ter saudade até que é bom e caminhar vazio depende de suas experiências vividas. Viva intensamente e nunca será completamente vazio. No mínimo, será um coração meio cheio.

32ª Bienal da Arte em São Paulo

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Está sem programa para hoje? Que tal um passeio cultural?

Começa hoje a 32ª Bienal da Arte, um evento especialíssimo que busca revelar grandes artistas de toda a parte do mundo.

Esse ano o tema escolhido remete a uma sensação frequente na vida de todos: a INCERTEZA VIVA.

Seja pelo cenário político, econômico, questões ambientais promovidas pela ação do homem (aquecimento global, devastação de florestas, extração de matéria-prima em áreas com falhas sísmicas, etc), a incerteza prevalece. Não sabemos o que será da cidade – já que as eleições para prefeito estão chegando – , o que será dos países que enfrentam disputas de poder, autoritarismo, corrupção e, por que não, o que será do planeta, dado o apetite de potências e emergentes na obtenção de recursos naturais a qualquer custo.

Estas e outras questões você encontrará na BIENAL DA ARTE em SÃO PAULO, que começa hoje. Artistas do mundo todo buscam mostrar através de pinturas, estátuas e provocações excêntricas quais as incertezas a que estamos expostos.

Uma curiosidade dessa bienal é que temos um número RECORDE DE ARTISTAS MULHERES, o que enche o SOLTEIRAR de orgulho *-*

Se você já visitou, conte para nós como foi essa experiência!

Saiba mais em http://www.bienal.org.br/evento.php?i=2365

Pokemon Go. Verdades e mentiras.

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Eles finalmente chegaram ao Brasil. A “bola da vez” dos mobiles está nas mãos dos brasileiros. São os bichinhos japoneses que estão por toda parte. Parques públicos, shoppings e feiras.

Pokemon, abreviação de “Pocket Monters”, esses monstrinhos voltaram e agora recheados de mais tecnologia e interatividade com os usuários. São crianças, adolescentes, pais e mães, senhores e senhoras caçando esses monstrinhos por toda parte das cidades brasileiras.

Mas, assim como em outros países, no Brasil eles também já começam a criar polêmica sobre a utilidade, transtornos e discussões que vêm causando.

Por que de repente os jovens resolveram frequentar os parques públicos de suas cidades? Outro dia fui a um famoso parque aqui na capital paulista, e me surpreendi com a quantidade de pessoas naquele final de semana. Até então não saíam de casa, não caminhavam, não corriam, nem andavam de bike. Agora de repente todo mundo no parque. Isso de fato é verdade ou apenas engano de minha parte?

Também li uma série de reportagens sobre essa febre nos outros países, onde pesquisas recentes concluíram que a frequência de sexo entre os jovens caiu bastante após o lançamento desse jogo. Caramba! Não pode ser possível! Será verdade ou mentira?

Acidentes e principalmente furtos de smartphones tem sido registrados com mais frequência nesses últimos dias. Será verdade? Se sim, o que tem esse jogo de tão viciante para as pessoas se distraírem tanto assim?

E, a realidade virtual será mesmo que tomará lugar das nossas ações reais e cotidianas?

Amor, sexo, relacionamentos reais, almoço de domingo com a família, churrasco com os amigos, objetivos e motivações concretas darão lugar a uma atividade de caçar monstrinhos imaginários? Verdade ou exagero da mídia e das gerações mais velhas?

Prazer, onde está você?

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Mais uma vez em Sampa e não é que conheci um prostituto?!

Calma! Não contratei os serviços, como ouvi uma vez da minha parceira Glória Feler, “ainda me resta um pouco de dignidade”. Claro que a Glória fez esta citação sobre um tema muito mais valioso para a sociedade, mas eu, com este meu jeito pé na jaca, aproveito a belíssima construção da língua portuguesa utilizada por ela para falar de algo mais mundano, prostituição.

Na verdade, do alto do meu não feminismo, nunca imaginei encontrar um homem oferecendo serviços sexuais em uma esquina. Se você está rindo da minha cara e me achando uma quarentona ultrapassada, talvez eu seja mesmo, mas ver aqueles homens de diferentes tipos,  alguns mostrando seus membros e outros fazendo pose tipo James Dean*, me fez pensar o quanto o sexo é necessário e banalizado ao mesmo tempo.

A extrema necessidade por sexo cria um mercado que vai muito além dos produtos, vende pessoas e pessoas compram pessoas para aliviar a energia contida em seus corpos. Mas será que conseguiram comprar o desejado prazer?

Segundo Michaellis prazer é:
pra.zer2
sm (lat placere1 Alegria, contentamento, júbilo. 2 Deleite, gosto, satisfação, sensação agradável. 3 Boa vontade; agrado. 4 Distração, divertimento. 5 Filos Emoção agradável que resulta da atividade satisfeita. Antôn (acepções 1 e 2):tristeza, dor, aflição. Prazeres físicos: prazeres materiais; gozo sensual.

Daquele momento de ridículo completo, olhando a cena como se aquele fosse meu primeiro momento sexual, me voltei para o significado antônimo da palavra prazer e senti aquela sensação de tristeza, quase mutilação do meu desejo sexual. Será que encontrar um parceiro não pode trazer o prazer completo? Será que estamos tão egoístas que os relacionamentos passarão a ser apenas uma relação de negócio?

Eu continuo firme no desejo de encontrar um parceiro para compartilhar prazer na vida e acredito que existam pessoas que estão aptas a Solteirar em par. Podem me chamar de sonhadora, dizer que o mundo está perdido, que não existem mais homens como antigamente, etc. Vou continuar acreditando na liberdade de escolha e que há uma grande maioria entregue a um único objetivo: Ser Feliz!

Agora, que me deu vontade de descer do carro e fazer uma pesquisa antropológica para saber quais mulheres procuram o serviço deles, quais os diferenciais competitivos, valores e claro, saber o tamanho dos membros oferecidos; essa vontade eu senti! Mas fiquei contida dentro do quadrado dos meus medos e preconceitos. Por hora foi melhor seguir para a balada mesmo ao som das risadas da minha amiga que acha os meus pensamentos insanos.

* Gerações Y e Z que me seguem, peço que procurem por ele no Google, a beleza dele vale a pena. E antes que me deem mais idade do que eu tenho, aviso que ele era “um colírio para os olhos” da minha mãe.

Cachos indomáveis

Acordo, lavo o rosto, olho no espelho e levo um susto! Mais um dia de bad hair… Isso me diz que teremos um dia nublado, de chuvas esparsas e, provavelmente, com o Cristo e Pão de Açúcar encobertos.

Os seres independentes que habitam minha cabeça denunciam as alterações climáticas e, normalmente, tornam o meu dia em uma espécie de saga de muitas provações, até encontrar novamente um raio de sol.

Passado o desespero, começo a luta para adestrar os fios rebeldes:

1. Muito shampoo;

2. Massageio os fios;

3. Altas doses de condicionador;

4. Mais massagem nos fios;

5. Tiro a umidade com toalha (JAMAIS agite os fios);

6. Pente, somente de madeira!

7. Inicio a operação secador;

8. Rezo!

9. Um pouco de creme antifrizz.

10.Seco a raiz;

11. Rezo para não desfazer os cachos e manter a raiz baixa;

12. Deixo o secador quente e amasso as pontas;

13. 15 minutos depois, vamos para o espelho!

 

Seco os cabelos sentada no puff, a cinco passos do espelho. Esta caminhada me provoca calafrios. E então vamos ao resultado…. com frizz! Operação escova na franja e uns rolinhos para definir os cachos. Enquanto isso, corro para me vestir. Café da manhã? Esquece! Prioridade é definir os cachos e uma boa maquiagem para ninguém reparar nos cabelos espantados.

Socorro! Estou atrasada e tenho reunião com o chefe. Entro no carro ainda com os rolinhos na cabeça, um trânsito infernal. Como está chovendo para o trânsito, quer dizer, não só para, mas praticamente me faz ficar estacionada

Enquanto isso recebo um WhatsApp do meu chefe: “não esqueçam da reunião”.Claro que sou a última a chegar, porque após estacionar o carro, precisei tirar os rolinhos da cabeça.

E qual a pergunta do meu chefe? “O que você fez neste cabelo hoje? Está diferente…” E eu penso: ” Sim, está chovendo!” Mas, respondo: “Nada….me desculpe o atraso”. Em seguida, pego discretamente um elástico e prendo os bandidos!