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Não sou Gabriela

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Eu não nasci assim, não cresci assim, e a única certeza que tenho é que não serei sempre assim. Como dizia a música “Modinha para Gabriela”, quando eu vim ao mundo não atinava em nada, mas são tantas experiências e tantas situações vividas que, a cada ano, me torno uma nova mulher.

Eu optei por experimentar e descobri que o significado de viver é composto por vários verbos, e, consequentemente, muita ação. Viver é saborear, explorar, gozar, sentir, viajar, paquerar, transar, chorar, sorrir e tantos outras coisas que já provei e que ainda vou provar, ou até outras que nunca provarei.

Em comum com Gabriela tenho minha cara de garota travessa. Mesmo em momentos de sobriedade, serenidade e discrição, ouço pessoas me dizendo que eu tenho cara de quem apronta muito. Talvez essa seja minha essência.

Mas não sou a mesma Renata que meus pais criaram, nem mesmo sou seguidora da religião que eles escolheram. Obviamente minha infância contribuiu para minha formação, mas não me definiu para sempre.

Sou o resultado de minhas relações. Cada pessoa que passou pela minha vida, de forma relevante ou não, conseguiram me transformar. Se notamos a presença de uma pessoa, seja por um olhar ou por seus atos, seja por um momento ou por uma vida, pode causar uma transformação. Se uma pessoa te provocou alguma sensação, pode ser até desprezo, com certeza algo foi acrescentado em sua memória e seu julgamento de valor.

Sou a soma das aventuras e desventuras vividas. Sou uma sobrevivente de dores que pareceram intermináveis ou mortais, e que um dia cessaram. Serei ainda melhor e mais completa ao longo dos anos, pois ainda tenho muito para viver.

Serei um pouco Renata, um pouco Sonia, um pouco Angela, talvez Ricardo, ou até mesmo João, mas espero ter contagiado tanto quanto fui contagiada por outros seres tão complexos quanto eu.

Ser Gabriela é fácil, o desafio é ser você mesma.

 

Os muitos lados da maternidade

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“Só sei que nada sei” tem mais de dois mil anos e ajusta-se como luva quando se fala em maternidade. Tudo o que se pretendia ou idealizou antes e durante a gestação muda, toma mil caminhos desconhecidos no cotidiano de recente mamãe.

É difícil autoanalisar-se por hipóteses e é fácil perante novas situações não se saber qual a melhor atitude a tomar, mais ainda quando a responsabilidade chega a nossos braços chorando, com nome e tudo, e é sua cada ação.

Estereótipos podem ser muitos e que não se enquadram em cada individualidade: mães sensíveis demais ou com senso de responsabilidade acerbada podem sofrer muito e ter reações inesperadas. Ninguém pode negar que os primeiros meses da vida do bebê sobrecarregam os demais. Às vezes, o pouco tempo da licença e a falta de recursos diversos podem apavorar e cada uma tem sua resposta a esta difícil tarefa.

A sociedade fez um padrão de comportamento que pensa deve seguir-se e exceções à regra são criticadas. Mas o bom senso reconhece que as variantes são infinitas e o prazer ou sofrimento deste momento conturbado e difícil é absolutamente próprio de cada uma.

Se falta algo, que parentes, amigos e profissionais da área médica fiquem a postos. O que virá após é uma mamãe amorosa, valente e disponível a dedicar-se ao filho querido por anos a fio, isto é definitivo.

Para futuras ou atuais recém-mamães o que é certo é que, além de trabalhos e sentimentos intensos, que às vezes podem confundir, virá uma calmaria ou domínio das inúmeras dificuldades, uma experiência mais prazerosa, um sentimento estável com a luta diária pelo filho, a vencer adversidades, tornar-se melhor, plena e mais forte.

Acordar a leoa que há em cada mãe. Aproveite esse início que passa logo e só acrescentará algo à sua história.

A nós, outras mulheres, cabe apoio, incentivo sempre e nunca críticas, pois sabemos como mães que o imprevisível ou o infortúnio a cada momento nos espreita e, criar filhos é tarefa nada fácil. A cada estágio, seus problemas.

Não somos infalíveis ou supermulheres. Só ofertamos como mães um amor constante.

 

Foto: Agradecimentos a PsychCentral.

Como manter a casa arrumada por mais tempo?

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Vida de solteira… Não dá mesmo para tentar jogar o trabalho pesado para outra pessoa. Assim, para minimizar seu tempo nas tarefas domésticas, vale seguir alguns conselhos valiosos

Quarto: Arrume a cama assim que se levantar e abra as janelas para ventilar o ambiente. Troque a roupa de cama semanalmente.

Sapatos: Tenha um local especial para guardar seus sapatos que possibilite selecioná-los com facilidade no dia a dia (exemplos de como fazer: http://meuminiape.blogspot.com.br/2014/07/10-ideias-para-organizar-e-guardar.html). Afinal, deixá-los amontoados num canto não é nada prático e acaba resultando em sapatos espalhados por todos os lugares.

Banheiro: Recolha o lixo dos banheiros sempre (organize-se para fazer isso impreterivelmente nos dias que o lixeiro passa). O vaso sanitário também merece atenção constante: escove-o regularmente e utilize desinfetante para higienizar tudo. Não se esqueça do assento! Também deixe um cesto para roupa suja no banheiro e coloque suas roupas sujas sempre no cesto. Isso ajuda muito!

Roupas: O primeiro passo é separá-las por cor (brancas, coloridas claras e coloridas escuras). Também facilita se você separar as muito sujas das pouco sujas. Dica que todos nós acabando esquecendo: confira as instruções das etiquetas das roupas para não estragá-las (http://guiadossolteiros.com/2011/05/19/como-lavar-roupa/). Para secá-las economizando tempo, energia e dinheiro, a dica é colocar as camisetas e camisas em cabides. Com isso, elas vão secar mais rápido e, dependendo do tecido, podem nem precisar mais do ferro para desamassar. E, se você tiver chance, tire a roupa do varal ainda ligeiramente úmida (não molhada!) ou deixe-a na umidade do banheiro por alguns minutos.  Isso facilitará ainda mais sua vida, pois a roupa vai passar mais rápido (http://receitasdeminuto.com/10-dicas-para-passar-roupas-sem-dificuldade/).

Cozinha: Ao usar qualquer utensílio, lave-o na hora. Isso é ainda mais fácil pra você que mora sozinha.

Sala/ escritório: Não acumule jornais e revistas velhas! Diariamente jogue fora os jornais não lidos do dia anterior. Sendo franca, você não os lerá mais e a internet está aí para você fazer a pesquisa que precisar!

REGRA PRINCIPAL: “Usou, limpou, guardou!”. Seguindo esse conselho de ouro da Ana Ziccardi (personal organizer), a bagunça abandonará sua casa de uma vez! Comece agora mesmo!

Imagem: Agradecimentos ao blog “Meu Mini Apê”, de Bruna Macário (http://meuminiape.blogspot.com.br/).

Cheio de vazio

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Éramos nós e uns poucos metros quadrados. Não tínhamos varanda, mas havia sempre a companhia para assistir o pôr do sol da janela. Tínhamos o mesmo quarto, o mesmo armário e, com sorte, o mesmo luar no nosso céu. Era apertado, mas tínhamos tantas palavras e um riso fácil para esperar o sono chegar.

Um dia, quando acordamos, os metros quadrados tinham aumentado, havia paredes, portas e trancas sob o teto e já não se ouvia a risada. Era o mesmo caminho: da porta de entrada à minha cama, às vezes cantarolava o meu silêncio e às vezes só dormia. Em nossos poucos encontros, a distância do hall não nos permitia ouvir as nossas vozes.

Somos o mesmo velho par, mas há muita coisa por aqui. Só não entendo se nos perdemos nesse espaço mal aproveitado ou se, na verdade, não somos o suficiente para completar nossos vazios.

Bom é ter histórias para contar

Toda vez que eu e minha amiga Adriana saímos juntas, nos perguntamos: Qual será a história de hoje?

No dia em que eu a conheci, estávamos em uma festa muito chata, onde o garçom se engraçou comigo e me trazia espumante de 5 em 5 minutos. Resultado, fiquei super bêbada e quando o cara me pediu o telefone, levei-o para o banheiro feminino, dei uns beijos nele encostado na parede, o cara super nervoso pois estava trabalhando, saímos de lá rindo muito e na volta ainda vomitei no carro da moça que eu acabara de conhecer. Portanto, o futuro dessa amizade era bem incerto.

Porém, ela me achou muito louca e decidiu dar uma chance para uma amizade que poderia ser divertida. Ainda bem, pois nossa amizade é marcada por ótimos momentos, nunca mais fiquei tão bêbada quanto no primeiro dia e nossa diversão é interagir com as pessoas e debater os efeitos que as interações causam.

Certo dia, estávamos em um bar observando um cara que falava com o amigo de uma forma muito incisiva. O cara era bem bonito, mas nem notava que estava rodeado de mulheres que o desejavam. Começamos a debater sobre o fulano, e chegamos à conclusão que ele estava em um momento de briga com a mulher ou recém separado. Então, levantei da minha mesa e fui perguntar a ele se nossa percepção estava correta. Bingo!!! A interação foi uma ótima experiência para nós. Dei uns beijos no cara, que falava um monte de coisas machistas e preconceituosas sobre as pessoas que estávamos observando. Além disso, ele começou a traçar um perfil meu e fui deixando que ele formasse tal opinião. De repente, me levantei e fomos embora. Em nosso debate posterior, a Adriana me perguntou qual a razão de eu não ter explicado para o cara que eu não era nada do que ele pensava. Respondi que só queria dar uns beijos e que não estava ali para ensinar um cara desses a viver.

Na semana passada, fomos a uma balada com mais uma amiga e queríamos sentar em um espaço que cabiam quatro, mas só tinha um garoto sentado. Logo, abraçamos o moço, e seus amigos ficaram eufóricos. Sem saber os respectivos nomes, as três começaram a brincar com o cara e ele ficou famoso entre os amigos por pegar três de uma vez. Foram muitas gargalhadas e muita interação com o grupo.

E assim, segue nossa amizade, daquelas que a gente precisa de uma bebida para contar tantas aventuras. Porém, o que quero compartilhar com vocês é que as melhores amizades podem começar de forma inusitada, basta você se permitir uma segunda impressão, assim como a Adriana fez. Outra mensagem é que as pessoas não cruzam nosso caminho por acaso, mesmo uma breve interação com alguém, que você não verá nunca mais, pode te ensinar algo ou ser no mínimo uma história divertida para contar. Portanto, não perca a oportunidade de interagir com o máximo de pessoas possível.

Lembre-se que amizade boa é aquela que coleciona histórias para contar com você. Permita-se!

Eu, minha melhor companhia

Você desistiu de ir a algum lugar porque não tinha companhia?

Ficou triste enquanto parecia ser a única pessoa infeliz no mundo?

Também já me sabotei assim várias vezes. Até que, um dia, percebi que estar comigo era uma excelente escolha.

Sabe que foi simples assim? Como não tinha companhia para ir ao cinema, saí chorando, entrei no cinema, comprei pipoca doce com guaraná e lá estava eu rindo horrores com uma comédia qualquer. Saí do cinema, comi um lanche e cheguei em casa renovada.

Neste momento percebi como a minha companhia era excelente! Eu sei rir, consigo enxergar as coisas lindas que existem no universo e fico apaixonada por sorrisos sinceros. Eu sou uma pessoa real, que se diverte de verdade, sem precisar postar nenhuma foto no Facebook.

Amo meus amigos, adoro estar de namoradinho a tiracolo, mas nada me substitui. Perdi muito tempo emburrada esperando a roupa que disseram que era mais legal, esperando o dinheiro para ir ao lugar da moda, a amiga para conversar, o namorado para ir ao lugar romântico.

Com o tempo, percebi que algumas das companhias que eu chamava de especiais, eram, na verdade, símbolo de uma carência que a maioria dos seres humanos sofre, e algumas delas eram quase algozes, porque apenas partilhavam a sua própria depressão e me impediam de viver algo precioso: Momentos Inesquecíveis que a Minha Companhia Proporciona.

Não se preocupe se você ainda tem dificuldade em sair sozinha, pois também tenho, mas a cada novo restaurante que visitei na companhia de um bom livro, a cada café que saboreei observando as pessoas ao redor e que me permitia criar mil contos imaginários em cima daquele curto espaço de vida que testemunhava, ou quando fiquei na praia sentindo o sol na minha face e a brisa do mar refrescando meu corpo, senti a vida que eu tinha e uma oportunidade incrível de me conhecer.

Estar sozinha é uma conquista. A derrota está ao lado de quem posta mensagens falsas para parecer ter uma vida maravilhosa; e o fracassado é aquele que precisa do reconhecimento do outro mesmo infringindo seus próprios valores.

Se precisar de uma companhia isenta para iniciar seu processo de libertação, adote um cachorro!

Vou ficando por aqui, pois preciso trocar uma roupa que não ficou boa e na volta vou parar para tomar um sorvete.