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Onde está meu namorado?

Geralmente, não ter um relacionamento é algo que nem percebo em meu cotidiano. A vida é tão corrida, entre a profissional e mãe que me perco em minha rotina. Quando tenho um tempo livre, quando meu filho está com o pai, curto minhas amigas, vou ao teatro, uma paquera aqui outra ali, mas nunca pensei em trazer alguém para o contexto da minha vida.

Porém, quando todos começam a falar no dia dos namorados, quando sou consultada por amigos e amigas sobre o que fazer ou comprar para agradar seus parceiros, percebo que tenho um potencial desperdiçado.

Sempre fui eu quem pediu o término de meus relacionamentos. Até hoje, os meus ex que tiveram mais relevância comentam que fui a mulher que transformou suas vidas. Tenho um ótimo relacionamento com os ex e suas respectivas namoradas ou esposas.

Fico observando que eles não serviram para mim, mas encontraram seus pares e vivem ótimos romances, não nos moldes que eu acredito, mas ótimos para eles.

Quando estou em um relacionamento sou dedicada, sou “Amélia”, sou parceira, mas sou muito crítica, exijo vitalidade, evolução, diversão, parceria, e acho que são tantas expectativas que acabo frustrando meus pares, que nunca conseguem ser bons o suficiente e me entediam por não ver neles alguém que eu admire e me inspire.

Enfim, chegou o mês de Junho. É nesse período que me pergunto: “Onde está meu namorado?” Aquele que vai atender todos os requisitos ou que vai me fazer abrir mão de tantas exigências.

 

Dia dos namorados para solteiras

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Dia 12 de junho. Trocas de presentes, restaurantes preparados para casais, clima de romance em todo lugar e programações que – para quem é solteira convicta – estão totalmente fora de cogitação participar.

Se você é uma pessoa que não está nem aí para esse dia, há duas alternativas:

  • deixar o dia passar normalmente, mas com um quê meio melancólico (afinal, praticamente tudo ao seu redor lhe fará lembrar que é dia dos namorados); ou
  • tornar este dia mais divertido, maximizando as vantagens de estar solteira.

Aproveite algumas dicas abaixo para fazer do próximo dia 12 um dia de solteirice.

1. Saia com seus amigos e amigas solteiras. Saia sem pensar em arranjar alguém. Simplesmente divirta-se!

2. Procure programação para solteiros. Vários bares e danceterias possuem programação especial da “solteirice”! Passe longe de restaurantes românticos, cinema e afins!

3. Assista filmes ou séries divertidos. Não veja nada que possa lhe deixar para baixo, que lembre alguém que foi seu namorado e que leve a questionamentos ocultos sobre seu estado “solteirice”. Há filmes e séries de comédia que vão fazer você se divertir muito sozinha.

4. Aproveite para visitar algum familiar que você goste. Conversar com pessoas que faz tempo que você não vê é muito confortante e prazeroso. Além do mais, família sempre nos faz recordar de bons momentos em nossas vidas.

5. Presenteie-se. Enquanto estiver no shopping ou numa fila qualquer para pagar alguns itens comuns, não se deprima ao ver aquele ursino de pelúcia ou aquele chocolate em formato de flor. Compre algo que realmente você quer para si: um perfume, um casaco, um relógio ou até mesmo um delicioso chocolate para deliciar-se  sozinha.

E, o mais importante nesse dia dos namorados sem namorado: ame-se mais do que nunca.

Mantenha sua autoestima nas alturas e siga em frente com sua vida, independente do dia.

Comédias da Vida Solteira – Episódio II: “A Rota dos Amantes Perfeitos”

Ultimamente, um dos meus esportes prediletos quando estou em terra firme tem sido deslizar com minha possante.

E, se a viagem é nas imediações de São Paulo, divirto-me decidindo a rota só depois que começo a acelerar. Excentricidade? Nunca escondi minha birutice. E, cara leitora, a esta altura do Solteirar, isso nem deve ter lhe surpreendido.

Num dia desses, ao voltar da casa de uma amiga, decidi dar um “rolê” no meio da madrugada. Da Vila Mariana para qualquer lugar da cidade.

Normalmente, escolho a rota num piscar de olhos. Desta vez, a estranheza ultrapassou seus limites e aquela esquina despretensiosa no Paraíso escolheu por mim.

Aguardava o sinal abrir para continuar minha jornada sem rumo quando um prédio desgastado à minha esquerda convidou-me a experimentar um “déjà vu”. Observei atentamente o 5º andar. Ou seria o 6º? Já não me lembrava muito bem. Num dos apartamentos, a luz estava acesa, mas sem movimento aparente. Especialmente o tipo de movimento que costumávamos protagonizar naquela sala. De qualquer forma, fazia muito tempo. E ele já não deveria mais morar ali.

Com certeza, foi um dos caras que mais gostou de mim. Eu também o adorava. Não sei bem se pelo jeito que ele me tocava ou pelo jeito que ele tocava sua guitarra…

Enquanto devaneava com os sons da antiga intimidade, a rota daquela madrugada definiu-se quase que por vontade própria: seria uma excursão pelos palcos paulistanos dos meus amantes perfeitos.

A caminho do Pacaembu, no “sobe e desce” das ruas, a lembrança dos entusiasmados embates “intelectuais” com o professor da PUC que inevitavelmente acabavam em volúpia acalorada…

Dali, parti para diferentes cantos da cidade e da minha memória…

Desconhecidos, loucos de pedra, artistas, mulheres extraordinárias… Lembranças divertidas, confesso… Muitos nunca souberam meu verdadeiro nome (inventar pseudônimos é mais uma de minhas excentricidades)… Outros me emprestaram suas paixões, como o aventureiro que me ensinou a pilotar motos e o inconsequente que não resistiu aos apelos para me transformar numa base jumper…

Depois de alguns quilômetros por histórias alucinantes, finalmente parei em frente à antiga casa de um grande amigo que, infelizmente, decidiu convencer-me a abortar minha vida bandida. Acabei bravamente resistindo ao sexo por nossa amizade. Resultado? Perdi o amigo sem nunca experimentar o amante. Pena, porque ele me alegrava como ninguém.

De qualquer forma, nesta inacabada rota pelas aventuras acabadas, encontrei amantes perfeitos, com ou sem sexo. Afinal, a condição para transformar um amante sedutor em um amante perfeito é exterminá-lo de sua vida.

A história dos amantes só é arrebatadora quando termina.

Mais um insuperável espetáculo da vida: seguir sua jornada de aventuras sem destino, seduzindo novos amantes predestinados ao repentino, irreversível e libertador abandono.

Louca ou ninfomaníaca? Simplesmente solteira “da gema”.

Brinquedos que dão prazer e fazem bem à saúde

Lá estava eu sem namorado ou um ‘peguete’ há um certo tempo e com a libido a mil. Durante um happy hour com uma amiga, comentei o quanto estava precisando de um pouco de sexo, mas com zero vontade de uma transa casual.

Ela me olhou com certo espanto e foi direto ao ponto:

“Como assim, você não tem vibrador para estes momentos?”

Com total cara de pateta, disse:

“Não….”

Logo ouvi a frase que digo sempre:

“Você é uma mulher bem resolvida, independente, por favor faça algo por você!”

Assim que cheguei em casa, corri para a internet à procura de um brinquedinho de mulher feliz.

Então descobri a quantidade de tamanhos, modelos e objetos que poderiam, além de me satisfazer, oferecer mais saúde para os meus órgãos femininos. Você pode encontrar até objetos para mulheres violentadas, que fecham o canal da vagina por medo e ficam impossibilitadas de fazer os exames ginecológicos periódicos.

Sim, sexo é saúde e necessário!

Continuei minha busca, encontrei o site certo, onde vi a infinidade de possibilidades e sensações que eu poderia aproveitar comigo mesma. Depois de algumas idas e vindas de consultas à internet, cheguei ao modelo ideal para mim. Discreto, higiênico e tecnológico. Gosto da modernidade.

Usando o brinquedinho no meu momento filha única, mas que se diverte sozinha, percebi que o prazer fica bem mais gostoso quando liberto minha imaginação de qualquer preconceito ou pudor.

A cada momento que abro a caixinha do meu OVO, este é nome do meu parceiro de novas descobertas sexuais, confirmo que o prazer e a alegria estão em mim e só é possível viver momentos felizes com alguém quando consigo transbordar o meu próprio eu feliz.

Minha próxima empreitada será brincar a dois! Como sou bem atrapalhada, talvez teremos uma boa comédia logo mais. Assim que acontecer, eu dividirei a história apimentada com vocês.

Inspirado por site, www.cerejasexshop.com.br .

O Nude nosso de cada dia

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Quanto mais convivo com as novas gerações, mais aprendo com elas. Confesso que me sinto bem mais antenada que a maioria dos meus colegas de trabalho e outras balzaquianas.

Essa galera é de fato desprendida de vários limites. Eles encaram o corpo como um instrumento de bem estar e sentem orgulho dele.

Sempre percebi meu corpo como uma fonte inesgotável de prazer, seja ao sentir a água morna em um delicioso banho de banheira, seja em um ato sexual, na dança ou no exercício físico. Mas, essa turma da faixa etária de 21 a 30 anos me mostrou que meu corpo tem limites ainda inexplorados, e um deles é o limite da exposição.

Um amigo me incluiu em um grupo de WhatsApp com participantes de todo Brasil. Eu era a tiazinha do grupo. Logo, imaginei que eu seria a pessoa que teria mais experiências a transmitir. Mero engano, eles falavam sobre tudo, desde política até sexo, com uma liberdade de opinião invejável.

Em determinado momento do dia, começavam a teclar a célebre frase “Manda um Nude”. Para minha incrível descoberta, comecei a receber Nudes de homens e mulheres que se expunham sem se preocupar com um determinado padrão de beleza. Cada um expunha seu ângulo preferido e recebiam elogios de seus pontos fortes. Ninguém ali estava preocupado se estava acima do peso, se o peito era grande ou pequeno demais, e outras preocupações que a minha geração tem pavor.

Me incentivaram a me expor também, de uma forma muito respeitosa. Afinal “nude” pode ser desde um ombro à mostra até um close em órgãos genitais. Tudo depende do que esse termo significa para você.

Foi aí que descobri que para mim existe um padrão para Nude em grupo e outro para Nude privado. No privado, consigo me expor mais, porém,  essa exposição só rola com quem já me viu nua pessoalmente. No grupo, meus Nudes não superavam o que qualquer pessoa visualizaria se me encontrasse na praia, afinal meus biquínis e calcinhas possuem o mesmo tamanho.

Um dia desses, um colega de trabalho mandou em um grupo corporativo uma foto dele de sunga com uma cerveja na mão para fazer inveja aos colegas, pois estava em férias. Não me contive e soltei um “opa, Nude corporativo”.

Outro dia acordei com um toque do meu celular e uma mensagem privada com a imagem de um belo membro acompanhada da seguinte frase “Sonhei com você”. Dei uma boa risada e saí feliz da cama.

Portanto, o Nude pode ser belo, divertido, provocador ou até intimidador, mas o que vale é perceber que as novas gerações tratam o tema com liberdade e desprendimento, como mais um fato de seu cotidiano.

Precisamos estar preparadas para o Nude nosso de cada dia.

Obs: A diversão também faz parte do sexo. E que tal a ajudinha de um acessório divertido? Quer conhecer alguns? Visite o http://www.cerejasexshop.com.br/acessorios-sexuais e aproveite o momento.

Confissões de uma ex-esquerdista

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Confesso um dia ter me deixado tapear pela deliciosa utopia da igualdade…

Confesso ter acreditado que um operário “salvaria” o Brasil (como se alguém conseguisse essa proeza)…

Confesso que a arrogância embaralhou a tal ponto minha consciência que cheguei a julgar os esquerdistas – como eu! – seres humanos mais justos, honestos e capazes do que os “elitistas” do lado oposto do espectro político…

Confesso minha ignorância pretérita quando concebi que a política comportava apenas dois lados opostos.

Confesso que já sonhei que os projetos revolucionários da esquerda estariam livres da putrefação, como se não sucumbissem à entropia. E mais: avaliei que as iniciativas “sociais” também seriam imunes às fraquezas humanas.

Confesso minha estupidez tamanha em santificar um lado da política, mesmo depois de ter lido (e relido) a “Revolução dos Bichos”.  Por essa, mereço a alcunha de “anta” sem reclamar.

Confesso que considerei os capitalistas neoliberais como vampiros opressores obcecados pelo lucro. E incapazes de ter empatia pelos seres humanos que o produzem.

Um dia presumi que apenas a esquerda teria o legítimo interesse em “assegurar” a sustentabilidade ambiental, a igualdade entre raças e gêneros, a inclusão social, o necessário incentivo à cultura, as políticas públicas universais… E que seria o único “lado” a lutar contra a concentração de renda.

No ápice de meu delirante devaneio político, imaginei que somente a esquerda permitiria a participação do povo na gestão pública. Enfim, pensei que ela seria a “verdadeira democracia”.

Cheguei a apostar, durante meu longo surto de estupidez, que os líderes esquerdistas seriam mais hábeis para construir acordos internacionais estratégicos que integrariam a América Latina ao comércio mundial.

Confesso ter antevisto que, ao chegar ao poder, a esquerda daria uma lição de honestidade à humanidade, livrando-nos da corrupção entranhada em cada canto das esferas do estado.

Sim, ingenuamente acreditei um dia que “ser esquerdista” garantiria ficar livre de pesares em minha consciência político-social. Simples assim?

Confesso a falta de humildade em entender ideias diferentes das minhas.

Confesso, ainda, a mais elevada burrice em ter defendido que as “imaculadas” soluções esquerdistas seriam a resposta definitiva para a transformação da sociedade. Também julguei que os esquerdistas, com seus “princípios morais invejáveis”, estariam imbuídos de tomar decisões pelo resto da humanidade.

No entanto, ao longo dos anos, os fatos gritantes superaram minha ínfima capacidade de observação e me salvaram da ignorância eterna. Finalmente, estou livre do último cabresto ideológico que ainda me aprisionava. E já não acredito mais nos psicopatas de esquerda que, em nome de “projetos sociais”, sacrificam as raras opções para os pobres.

Hoje, não estou à esquerda ou à direita. Simplesmente sigo em frente com meu niilismo insuportável.

Agora órfã de fantasias sedutoras, miro a atenção para os projetos práticos que podem melhorar meu dia a dia.

E, se é que eles existem, os mais promissores parecem ser aqueles desprovidos de qualquer ideologia de botequim.

 

Imagem: Agradecimentos a Angeli.