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Solteirar é preciso

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Sei que Fernando Pessoa vai se revirar na cova neste exato momento (uma de suas obras-primas citadas em um dos meus textos toscos? rsrs), mas não resisti a uma rápida alusão ao mestre português nesta Semana da Independência… Até porque reler suas poesias é uma inspiração e tanto…

 

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

 

Todos os navegantes sabem que é necessário preparar suas jornadas. Há pré-condições para que os maiores sonhos humanos se concretizem. E a quase inalcançável independência, em todas as suas variações e com todos os seus desafios, é a principal delas!

A independência financeira…

A independência emocional…

A independência de não ter limites para sonhar…

A autonomia para perseguir suas ambições e a bravura para ocupar o tempo que lhe resta com os seus maiores projetos…

Assumir as consequências de lidar com o ônus de suas escolhas…

Estar pronta para reconstruir a si mesma sempre que os desafios do percurso exigirem…

Preparar-se para saltar no escuro, arriscar quando valer a pena e, se preciso for, recomeçar!

Passar incólume pelas cobranças, pelos olhares reprovadores e pela indiferença de quem já desistiu de sonhar…

E mais: há que se conquistar a autonomia antes que o futuro se torne irrelevante… Antes que o tédio e a austeridade anulem sua força vital… Ou, então, antes que o medo a imobilize por completo e a impeça de viver toda a grandeza de si mesma!

Se para alçar voo os pássaros precisam conquistar a autossuficiência, para mim é – hoje e para sempre! – “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”.

Afinal, “sonhar é preciso, navegar é preciso, SOLTEIRAR É PRECISO; viver não é preciso!”

 

Minha independência vem da educação

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Sempre que eu ouço o slogan “Pátria Educadora”, logo me vem a sensação de liberdade, porque para o espírito estar livre é necessário que o indivíduo esteja instruído dos seus direitos e deveres para consigo mesmo e com a sociedade.

Infelizmente, nosso país é uma vergonha no quesito educação. Tivemos um representante da nação que se orgulhou por ter como primeiro diploma o de presidente da república; e eu particularmente acho triste essa história. Aposentou-se tão cedo, porque não aproveitou para estudar?

Qual o verdadeiro valor que é dado ao estudo neste país? Na minha perspectiva, avalio que é dado pouco valor, o que é inadmissível!

Sou uma cidadã privilegiada, pois consegui trabalhar para bancar meus estudos e me tornar uma executiva. Minha família me cobrou antes de tudo, os estudos. Juntos fizemos sacrifícios mas que valeram muito a pena!

Cada noite em claro estudando, depois de um ônibus lotado e um longo dia de trabalho, me tornaram uma mulher LIVRE E INDEPENDENTE. Mais que conquistar um lugar na classe média brasileira, eu conquistei a capacidade de pensar e enxergar de forma crítica os meus direitos, como mulher e cidadã na sociedade. Ou seja, sei lutar contra as formas de abuso e discriminação da minha condição de mulher e solteira.

Sou uma mulher constituída de pensamentos livres adquiridos ao longo de muitos anos de estudos. Ainda assim, continuo estudando, pois ainda sei muito pouco e, a cada leitura de um novo llivro, me torno uma mulher mais livre e confiante para escolher o meu destino.

Um povo com baixo nível de ensino e educação está preso a conceitos preconceituosos, violentos e com poucas possibilidades de crescimento.

Solteirar é também conhecer e ter o seu direito de liberdade de escolha garantido!

 

 

 

O desfile de 7 de setembro

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Do que me recordo, sempre marchei com a fanfarra da escola no 7 de setembro e, apesar de ter de acordar particularmente cedo para um feriado, eu gostava de participar do desfile da cidade.

Com o tempo percebi duas coisas. A primeira é que aquela marcha, cheia de floreios, tinha um objetivo claro de chegar a lugar nenhum. Um passeio de característica conservadora e patriota, mas que apesar de todo o preparo, ia transmitir uma mesma mensagem vazia, todos os anos! O segundo ponto é que aquela manifestação hipócrita, a passos lentos cumprindo um circuito predeterminado, já representava a nossa cegueira: não somos independentes!

Hoje, que tenho a consciência de que o principal motivo da crise do nosso país é a falta de caráter, ficam mais evidentes as grades do nosso cárcere. Enquanto os instrumentos orquestram essa marcha obsoleta, não podemos comemorar a finda autoridade dos lusitanos sobre nós. Na verdade, fomos colonizados pela corrupção e dela ainda não nos desvencilhamos.

 

Vale dos Vinhedos

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O Sul do Brasil, devido à sua colonização italiana, possui um século de tradição na produção de vinhos e por isso concentra boa parte das vinícolas do país. A maioria dos estabelecimentos está localizada no Vale dos Vinhedos, uma área de 82 quilômetros quadrados, recortada por estradinhas e emoldurada por colinas, araucárias e parreirais. As vinícolas estão abertas à visitação o ano todo com atendimento feito por enólogos e pelas próprias famílias dos empreendedores. Na maioria delas é possível realizar visitas guiadas, degustações comentadas e, em datas específicas, aproveitar deliciosos jantares harmonizados.

Complementando a oferta turística, hotéis, pousadas, restaurantes, bistrôs, ateliês de arte, armazéns de queijos, doces e geleias coloniais e gourmet estão distribuídos ao logo da rota que reserva inúmeras outras atrações. Algumas agências de turismo oferecem pacotes para feriados e férias com visitações inclusas. Para auxiliar nas suas escolhas listamos aqui 5 vinícolas da região:

AURORA: A maior vinícola brasileira é também a mais premiada em concursos internacionais: http://www.vinicolaaurora.com.br/visitacao.

CASA VALDUGA: Com vinhos e espumantes premiados em diversas partes do mundo, a tradicional Casa Valduga é a pioneira do enoturismo brasileiro e possui um complexo denominado Vila Valduga, que inclui hotel, restaurante e loja: http://www.villavalduga.com.br

MIOLO: Sua estrutura de enoturismo conta com sala de degustação, visitação às caves e aos parreirais, além de cursos de degustação: http://www.miolo.com.br/enoturismo/complexo_enoturistico_vinicola_miolo/.

SALTON: Exclusivas passarelas aéreas possibilitam ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos: https://www.salton.com.br/turismo.

PIZZATO: Uma vinícola familiar onde a visita ao vinhedo, vinícola e degustação variada de rótulos é gratuita e sem necessidade de agendamento: http://www.pizzato.net/turismo.php.

 

 

Mamães, seus filhos engolem sapos?

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Mamães, nós, no ímpeto de fazer o melhor para nossos filhos, erramos muitas vezes sem saber. Vocês sabiam que forçar a criança a comer coisas que ela não quer pode ser prejudicial à formação da sua personalidade? Fazer a criança engolir alimentos que ela não gosta pode fazer ela “engolir sapos” na fase adulta somente para se sentir aceita pelos outros? Confira o que diz a teoria de Fritz Perls, fundador da Gestalt-terapia.

“Na fase molar a criança, além de morder, pode mastigar, pegar e cortar os alimentos, selecionar e transformá-los. O mastigar, além de propiciar a avaliação dos sólidos não assimiláveis, possibilita a intensificação do sabor do alimento, tornando viável uma seleção, antes de engolir completamente. É importante que os cuidadores da criança respeitem essa capacidade seletiva, sem impor a ela alimentos que são incompatíveis com as exigências de seu paladar. Se ela, por diversas vezes, tiver que ingerir algo que lhe é insuportável, para não correr o risco de ser abandonada pelo outro, ela terminará abandonando a si mesma, ou seja, acabará perdendo a noção de quem ela realmente é; do que gosta e não gosta; do que é bom e ruim para seu organismo. Nessa circunstância ela se torna confusa e insegura e, com isto, precisa cada vez mais agradar e se submeter ao outro, tornando-se um adulto passivo diante do mundo, que engole tudo sem mastigar, aceitando as opiniões e imposições dos outros sem questionar.” – texto extraído da apostila da professora Carlene Tenório – Faculdade de Ciências da Saúde curso de psicologia da UNICEUB.

Amor de viajante

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No início, o olhar
Depois, a respiração
Difícil de controlar
As batidas do coração

Quando os lábios se encontraram
A pele sentiu o tremor
Os corpos se enroscaram
Num enlace sem pudor

Um desejo desesperado
Duas almas em sintonia
O mundo tinha parado
Para ouvir a sinfonia

Na despedida veio a dor
Mas também a esperança
Na lembrança de um amor
Renovou-se a aliança

A promessa de reviver
Tal emoção, tal fantasia
Traz vontade de viver
Novamente esta euforia