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Inverno com carinho

Muitas pessoas apresentam, em grau maior ou menor, alterações de comportamento ligadas às estações do ano ou à luminosidade do dia. Eu confesso que estou entre elas.

No verão, quero cerveja, sol, praia, rua, um montão de gente ao meu redor! Quem não quer? No verão, ler é mais difícil, sexo é mais fácil. Dieta é mais fácil, sofá é mais difícil.

No inverno, tenho quase um depressão sazonal. Não quero sair do sofá e leio todos os livros que comprei nas outras estações do ano. Vejo todos os filmes românticos que não vejo o ano todo. Tomo todas as garrafas de vinho disponíveis na minha adega. Como tudo o que vejo pela frente.

Obviamente, faço novos amigos no verão, pois estou mais na rua. Tiro a roupa para um desconhecido com facilidade no verão, quando estou mais em forma.

No inverno, nem quero saber de gente nova ao meu redor. Quero mais é ver meus velhos amigos e cozinhar para eles. Assim, nem saio de casa. Quero conversar e relembrar bons e velhos tempos tomando vinho, comendo queijos, pães, pizzas e massas.

Tirar a roupa no inverno? Só se for na frente de alguém de confiança. Aquele cara conquistado em outra estação mas que já me entendeu e sabe que no inverno preciso de carinho.

Isso mesmo! No inverno preciso de carinho. Preciso de companhia para ficar embaixo do cobertor no sofá. Fico vulnerável. Quero colo. Que mal há nisso?

A proximidade do inverno chega a me dar pavor! Afinal, este ano meus relacionamentos amorosos não duraram mais que uma estação. A minha liberdade veranil não permitiu que eu me apegasse a ninguém. E agora?

Preciso conferir meu estoque de livros, filmes e vinhos para os momentos de solidão.

Mas para meu consolo, vou começar a agendar os jantares com amigos que me acompanham há vários invernos. Terei a casa cheia de confiança e risadas. Vou engordar um montão, mas vou ter um inverno quente e carinhoso, como qualquer inverno deve ser.

Ao mestre, com carinho

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Confesso, sou do tipo que se apaixona por docentes. É uma paixão platônica, sem gênero, que acontece desde a pré-escola. Muitas vezes pensei em ser professora, ainda que eu praticamente não me recorde qual foi a variável que me colocou na clínica, me vejo igualmente realizada em meio aos artigos acadêmicos que não escrevi.

Provavelmente, não sou a única que já se vislumbrou com a profissão. Era do tipo que brigava para segurar o giz de lousa e rabiscar garranchos do alfabeto no quadro. E é exatamente por isso que eu não entendo como é que chegamos ao atual patamar de desvalorização dessa carreira.

Não consigo imaginar um futuro sem professores, seja pela descoberta da alfabetização ou pela riqueza das pesquisas científicas. Eles são a nossa figura de conhecimento, o carrasco da nossa indisciplina…os pais não biológicos do nosso aprendizado.

Tenho uma ferida aberta em meu peito, que jamais se cicatrizará, pelo ataque aos professores no Paraná e pela falta de apoio às greves. Não consigo compreender o despertar de uma ação de guerra, enquanto deveríamos todos, unirmos pela luta. Luta esta que não pertence somente à classe, mas sim a todos os brasileiros. Somente um país vexatoriamente carente de educação poderia atirar contra seus mestres!

Sinto-me professora nos meus domínios, repasso conteúdo, corrijo, chamo a atenção para o essencial, regozijo-me na conquista do meu aprendiz.  E só pude ser assim porque assim fui ensinada.

 

Senhora, vamos estar fazendo…

Mais fácil achar uma agulha num palheiro ou encontrar três políticos honestos no congresso brasileiro do que cancelar um plano de TV à cabo. A insistência, as artimanhas para nos reter e a ineficiência nos canais de atendimento são de chorar. Um verdadeiro martírio.

Praticamente uma manhã inteira perdida ao telefone até a mocinha do callcenter finalmente aceitar o fim da minha relação com a bendita empresa. Evidente que, ao longo da ligação, fui à loucura com as inúmeras estratégias de retenção de clientes já manjadas e usadas em 99% das empresas de cartão de crédito, tv a cabo, telefonia, planos de saúde e por aí vai. Sem falar nos scripts enfadonhos à base do “gerundês” brasileiro.

“Não, Rafaela! Não quero outro pacote. Quero cancelar minha assinatura. Aliás, por que a senhora não me ofertou um pacote mais atrativo antes? Somente agora em que ligo para cancelar, vocês me vêm com pacotes melhores e mais baratos? “Quero cancelar e ponto”.

“Sra., um instantinho, eu vou estar fazendo um pacote personalizado e com desconto especial para a senhora”. E aí vinha aquela musiquinha de espera. Minutos depois, voltava a tal da Rafaela: “Sra.,  há uma oferta especial de Combo triplo Diamante pelo preço do Combo Prata, mais 10 canais culturais mundiais, mais o pacote família, 5 canais Futebol Deluxe e o pacote kids. Um excelente negócio para senhora, D. Otavia.”

“Cara Rafaela, não tenho criança em casa, não gosto de futebol e programas culturais, só ao vivo. Logo, esse pacote não é um excelente negócio para mim. Só quero que cancele meu pacote.”

“Sra., então vamos estar fazendo assim: suspendemos por 2 meses sua assinatura, até que a Sra., decida o melhor pacote e nossas ofertas.”

“E daí você me liga daqui 2 meses para recomeçar  essa conversa toda de novo? Nem pensar. Não vai dar. Por favor, cancela agora!”

“Então vou dar a Sra., 3 meses de gratuidade para que então desfrute mais de nossos serviços, após 3 meses seu pacote se restabelecerá. Tudo bem assim?”

“Escuta, dona Rafaela: se você me oferecer mais uma promoção ou opção de continuidade dessa assinatura eu vou ligar para o PROCON, vou escrever uma carta para o jornal e para o Reclame Aqui.”

Com esse argumento finalmente alcancei a vitória, já rouca e pra lá de irritada, mas tive meu pacote cancelado. Viva!!!

Mas logo em seguida já comecei a vislumbrar a reunião de gerentes de marketing dessa empresa, analisando a gravação de minha conversa com a atendente Rafaela. Certamente, o diretor de Marketing junto com o Comercial chegariam a uma inexorável conclusão: “Precisamos ser mais agressivos”.

Quatro mitos sobre o Feminismo

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Você provavelmente olhou este título e deve ter pensado: “Claro que esta doida ensandecida da Spagofreda só poderia ser feminista…”

Se essa foi a sua primeira impressão, é bem mais provável ainda que você tenha recebido muita notícia truncada e tenha ouvido diversas vezes alguns mitos preconceituosos que rondam esse movimento.

Claro que sou feminista, dos pés ao último dos meus fios de cabelo arrepiados. Sou feminista e não nego, pois tenho orgulho de ser.

E, diferentemente do que muitos acreditam, não sou feminista por ser uma incendiária e transgressora sem causa. Ser feminista não torna ninguém numa alucinada que odeia homens ou numa ameaça à família e à sociedade. Pelo contrário…

Difícil de acreditar? Então, vamos aos fatos…

MITO 1: “As feministas são mal amadas agressivas que queimam sutiãs”

Antes de falar sobre como as feministas foram confundidas com “irracionais destruidoras de machos”, vale fazer um rápido resgate sobre o que é o feminismo:

  • “um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões opressores patriarcais, baseados em normas de gênero”; (Wikipedia)
  • “uma doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade;”
  • “um movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

Uma das maiores representantes feministas foi a brilhante francesa Simone de Beauvoir, escritora e filósofa existencialista. Seu livro “O Segundo Sexo” (1949) foi um marco para o movimento. Ao desconstruir a ideia de que as mulheres têm seu destino social definido por suas características biológicas (sua vocação “natural”), ela mostrou que as pessoas aprendem a tornar-se homens ou mulheres de acordo com a socialização que recebem. E, baseando-se nesse preceito, ela defendeu a igualdade de direitos e oportunidades entre os gêneros.

Achou essa tese tão elementar quanto a lei da gravidade? Pois bem, o incrível mesmo é que a Educação em geral pouco tem abordado o tema “feminismo” nas salas de aula. Infelizmente, quase nada estudamos sobre esse movimento nas escolas ou mesmo nas universidades e é até difícil encontrar bons artigos na internet que o expliquem, o que nos leva a uma questão indigesta: teriam os currículos acadêmicos oficiais menosprezado essa doutrina por pura casualidade ou porque explicar o feminismo nunca foi interessante às crenças androcêntricas hegemônicas?

Bem, difícil explicar… O fato é: quase tudo que sabemos sobre o feminismo foi construído pela mídia.

E esse é um dos grandes motivos, afora o preconceito, que explica tamanha desordem sobre o entendimento dos seus fundamentos e reivindicações.

Afinal, a mídia, desesperada por imagens e notícias de “impacto”, acabou transformando o movimento em uma rebelião de maníacas agitadoras que adoram queimar sutiãs e odeiam homens e depilação. No afã pela audiência, os meios de comunicação difundiram – e confundiram! – as manifestações como atos extremistas muitas vezes sem sentido e, com isso, contribuíram para afugentar milhões de mulheres, que se assustaram com essas imagens sem saber muito bem do que se tratava o movimento.

Embora não faça sentido negar sua subversão intrínseca (já que questiona e propõe alternativas às concepções dominantes e combate a opressão persistente contra a mulher), o feminismo não pode ser confundido com um carnaval desordenado e agressivo de mulheres insuportáveis de topless (e nada contra o topless…).

Isso seria quase como dizer que os black blocks (que não sabemos bem quem são) representaram todo o movimento pela mudança do país em 2013.

MITO 2: “O feminismo é o oposto do machismo e defende a superioridade da mulher”

Grande erro conceitual! O feminismo reivindica a igualdade de direitos entre os gêneros e não a superioridade de um dos gêneros. O movimento que prega a construção de uma sociedade matriarcal com mais direitos para as mulheres é o femismo (ou o sexismo feminino, que defende a dominação pelo gênero feminino).

E, apesar de nomes semelhantes (o que acaba atrapalhando ainda mais o entendimento dos conceitos), feminismo e femismo são completamente diferentes em sua essência.

Também não há embasamentos feministas para a repulsa e aversão ao sexo masculino. Apesar de muitos associarem os movimentos feministas como propagadores do ódio aos homens, notadamente não há relação do feminismo com essa aversão (denominada “misandria”).

Ora, se os escravos e os abolicionistas não pretendiam sobrepujar os indivíduos livres na luta pelo fim da escravidão, por que as mulheres o fariam com os homens na luta pela igualdade de direitos?

MITO 3: “O princípio básico do feminismo é o de que homens e mulheres são iguais.”

Ao evocar a máxima “não nascemos mulheres, nos tornamos mulheres” como estandarte à luta pela igualdade entre os sexos, muita gente entendeu (e continua a entender) que a principal reivindicação feminista foi, é e sempre será “tornar as mulheres iguais aos homens”.

Colocando os eufemismos de lado sem dó nem piedade, vários intelectuais sonsos que não entendem o que está nas entrelinhas ainda não perceberam – ou o fazem intencionalmente – que essa explicação foi decisiva para defender tanto a liberdade de escolha feminina (“sim, sou mulher, mas quero e posso abdicar de um futuro como fêmea procriadora”) quanto a “igualdade de direitos e oportunidades” entre os gêneros (leia-se “igualdade perante a lei e a sociedade”). Aliás, essa confusão conceitual é um grande desserviço ao movimento, uma vez que ele não pretende confrontar biologia, neurociência, medicina…

Tanto quanto são notórias as diferenças físicas e biológicas entre homens e mulheres, é no mínimo uma estupidez sem limites negar as influências da socialização na opressão e discriminação das mulheres ao longo dos séculos.

“(…) Simone de Beauvoir não dispunha do termo gênero, mas ela conceituou gênero, ela mostrou que ninguém nasce mulher, mas se torna mulher e, por conseguinte, ninguém nasce homem, mas se torna homem, ou seja: ela mostrou que ser homem ou ser mulher consiste numa aprendizagem. As pessoas aprendem a se conduzir como homem ou como mulher, de acordo com a socialização que receberam, não necessariamente de acordo com o seu sexo.” (MOTTA, SARDENGERG, GOMES, 2000, p. 23)

A própria Simone e as diferentes “correntes” do movimento que se seguiram sustentam que as mulheres teriam sido consideradas, ao longo da história, como “o outro” (“o macho castrado”) no processo de construção de sua identidade. E alegam que para o feminismo alcançar sua maior aspiração – não mais ser necessário – as mulheres não deveriam mirar os homens como ideal a ser seguido. Assim, como isso pode ser entendido como “homens e mulheres são iguais”?

Os que defendem essa tese esdrúxula só podem ter uma intenção: rotular as feministas como idiotas. Ou cegas.

MITO 4: “O feminismo acabou e as mulheres não precisam mais lutar por seus direitos.”

Talvez este seja o mais perverso de todos os mitos que cercam o feminismo.

Se você acredita nisso, proponho um desafio: não se entristeça com o que virá a seguir…

Se você se emocionou ou se indignou pelo menos uma vez, talvez você seja feminista. Ou, se já for, está na hora de convidar seus amigos (e até seu namorado) a também integrar o movimento… Afinal, quem não quer contribuir para um mundo mais igualitário, menos preconceituoso e com mais liberdade? Quem não quer um mundo melhor para ambos os sexos?

E não se preocupe: apoiar o feminismo não a transformará numa “puta”, numa “mal amada” ou numa “revoltada sem causa”. Talvez você ganhe o rótulo de “sonhadora”.

Nem sempre é discriminação. Às vezes é incompetência.

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Ao longo da minha carreira, sempre trabalhei com um público predominantemente masculino. Quando eu era estagiária, o trote não era me fazer pagar mico com um superior ou carregar algo pesado. Como eu era a única mulher, assinaram uma revista masculina em meu nome, ou seja, a playboy era entregue na minha mesa mensalmente.

Sempre enfrentei piadinhas de forma bem humorada, ou quando algum engraçadinho passava dos limites, levava um chega para lá, que nunca mais fazia gracinha novamente.

Mas o que mais me intrigava eram situações que até pouco tempo atrás eu considerava discriminatórias. Eu considerava um absurdo quando em reuniões, o líder, geralmente homem e chefe, me pedia para tomar as anotações, ou fazer a ata, independente do cargo dos demais homens presentes. Sem dúvida, eu poderia prestar atenção no que estava sendo dito e, ao mesmo tempo, redigir um texto compreensível para os demais. Mulheres são multitarefa.

E quando o chefe precisava fazer uma apresentação? Sempre a mulher do time era requisitada, ou seja, eu. Com tanta coisa para fazer, e outros colegas do sexo masculino literalmente coçando o saco, o cara tinha que me chamar. Lógico, a mulher é mais criativa e detalhista.

Na época da faculdade, não era diferente. Em um curso predominantemente masculino, os grupos de trabalho se formavam com homens e uma mulher. Sempre elas apresentavam o trabalho, independente da contribuição deles na construção do material. Obviamente, mulheres são mais comunicativas e falar em público é mais fácil para a maioria delas.

Recentemente, fiz um curso e mais uma vez fui a única representante do gênero feminino no meio da tribo masculina. Adivinhem! Fui eleita representante de sala. Afinal, mulheres são mais organizadas.

Mas só foi possível entender isso, quando meu chefe decidiu fazer um evento com o time. Como de costume, chamou a mulher da equipe e pediu que organizasse o evento. Porém, algo diferente aconteceu que me fez refletir em todo o meu passado, orgulhosamente feminino. Ele me pediu desculpas por estar solicitando tal tarefa, pois ele sabia o quanto eu estava atarefada, mas que também sabia que se pedisse isso para qualquer um dos homens do time, não teria sucesso, pois homens não possuem certas competências para fazer coisas que as mulheres fazem com facilidade. Bom, negociei com ele as outras atividades que os meus colegas poderiam fazer por mim, e fui em frente.

Após esta reflexão, pude perceber que nem sempre a atitude masculina é discriminatória. Às vezes, pode ser a aceitação de uma incompetência para determinados temas. Portanto, sem me sentir incomodada, vou continuar fazendo o que sei fazer melhor: ser mulher.

Conversa de amigas: o encontro “caliente”

Lá estava eu olhando a TV de forma tão desligada que mal sabia a língua nativa que as pessoas que circulavam na telinha falavam… Toca o telefone, atendo no primeiro toque:

Eu: Oi, queridona! Tudo bem?

A amiga: Oi! Não!

Eu: E o encontro?

A amiga: Você não vai acreditar!!

Eu: Como assim?

A amiga: Estou voltando pra casa!

Eu: Para tudo!!! O que aconteceu??

A amiga: Não aconteceu.

Eu: Mas vocês já tinham marcado…

A amiga: Comprei uma lingerie nova, coloquei apenas um casaco por cima, um salto agulha e meia com liga. Estava decidida a fazer o melhor sexo que este cara já viu!!! Trocamos várias mensagens estimulantes durante o dia e eu estava completamente louca de tesão, mas ele não veio me buscar na porta!!

Eu: Como assim??? Você não disse que ia na casa dele?

A amiga: Eu fui!! Mas eu queria que ele descesse para me buscar na portaria, e ele não foi.

Eu: Mas, lindona, quem abre a porta no prédio é o porteiro!!! Por que você não subiu??

A amiga: Ele tinha que descer e me buscar na porta!! Eu estou quase nua!… Ele está me ligando… não vou atender…

Eu: Mas o casaco parece um vestido!!! Volta lá agora e vai fazer sexo com ele!!

A amiga: Estou p#$%ˆ&* !!!… Não vou atender ele…

Eu: Quem está p#$%ˆ&* sou eu!!!! Você enlouqueceu?? O cara é o próprio Eriberto Leão! Como assim você vai deixar ele na mão?! Deixa de frescura e volta lá para ter o sexo da vida e me matar de inveja amanhã. Isto é uma ordem!

A amiga desaba a chorar….

Eu penso: Todos os hormônios dela se revoltaram e explodiram em uma revolta contra a liberdade sexual e optaram pelo celibato! É a única explicação…

Eu: Para de chorar e volta pra fazer sexo!… criatura, isto pode ser uma oportunidade única!

A amiga: Eu queria mais atenção…

Eu: A atenção vem depois de você deixar o cara doido por você na cama… Volta!

A amiga (agora brava): Não volto! E não vou atendê-lo nunca mais!

Eu: Nunca é um lugar que não existe… você vai se arrepender…

A amiga agradece o carinho e desliga…

Eu durmo inconformada. Acordo atrasada. Ligo o celular e lá vem um Whatsapp da amiga: “eu me arrependi… o que eu faço?”

Eu penso: Se mata!