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Canalhas

Ele me olha, mantenho a pose. Não é possível que eu esteja afim desse cara, o Thiago não, ele é um babaca! Foco Lana, ele está falando alguma coisa…

– Oi? – pergunto com cara de quem acabou de voltar para a Terra.

– Estou perguntando se você quer tomar um café comigo, você não parou um minuto hoje.

Droga, ele é fofo, caras fofos são meu ponto fraco!

– Não, obrigada, marquei com uma amiga daqui a 10 minutos.

Eu menti? Meu Deus, por que eu menti? Mas estou certa, não quero me decepcionar mais uma vez.

Se bem que da última vez a culpa foi minha, inventei uma desculpa das bem esfarrapadas para não sair mais com o Léo só porque não aguentava mais aquele blá blá blá do trabalho, mas como não colou tive que parar de responder as mensagens dele. Também, tinha acabado de sair de um semi-relacionamento com o Otávio, aquele trouxa que me trocou pela Márcia depois que… depois que… droga, depois que eu contei que tinha traído ele no nosso primeiro mês de semi-namoro. Com quem foi mesmo? Ah! Vinicius, é, não tinha como, não me arrependo nem um pouco, de longe o cara mais gostoso que eu já peguei! Foi engraçado aquele dia, escondíamos de todo mundo e na saída do restaurante encontro com o Rafa primo do meu atual rolo, o Biel.

Que ele não leia meus pensamentos, mas “eu ia hein”. Ok, entendido! No final das contas somos todos canalhas, enfim, chega desse turbilhão de pensamentos, será que ainda alcanço o Thi para o café?

Filmes com temática LGBT

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Dia 28 de junho é o Dia Mundial do Orgulho LGBT. A data traz à tona as dificuldades ainda existentes em nossa sociedade, mas também é reflexo de algumas conquistas e do quanto ainda precisamos entender sobre o tema.

Afinal, a luta por um mundo sem discriminações deveria ser bandeira de todos.

 

1. Orações para Bobby

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Dirigido por Russell Mulcahy, este filme norte-americano é protagonizado por nada mais nada menos que Sigourney Weaver, que interpreta Mary, uma mulher extremamente devota à fé cristã que, quando descobre que seu filho Bobby (Ryan Kelley) é homossexual, passa a submetê-lo a terapias e ritos religiosos com o intuito de “curá-lo”. Bobby sofre intensamente com a pressão de sua família e com o sentimento de não pertencimento social, o que leva a encontrar uma forma drástica de libertar-se dessa tortura. O ato de Bobby faz com que Mary inicie uma caçada por respostas que lhe ajudem a entender a condição do filho.

 

2. Imagine eu e você

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O filme inicia-se com a cerimônia de casamento de Heck (Matthew Goode) e Rachel ( Piper erabo). Durante a festa Luce (Lena Headey), a florista do evento, se apresenta a Rachel e desse encontro começa uma amizade. Posteriormente Rachel visita a floricultura de Luce e a convida para jantar com o casal, onde tem a intenção de apresentá-la a Cooper (Darren Boyd), mas durante a noite Luce revela-se gay para Heck. Aos poucos, as duas passam cada vez mais tempo juntas e Rachel começa a se questionar sobre seus verdadeiros sentimentos.

3. Boys don’t cry

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Teena Brandon é a protagonista da vida real que inspirou a história desse filme. Boys Don’t Cry relata sua vida como Brandon Teena: um jovem garoto do sexo feminino, mas que identifica-se com o gênero masculino. A história contempla sua trajetória como homem transexual, a ignorância da sociedade sobre a questão e sua tentativa de
viver uma vida dupla. Brandon surge em Falls City como um forasteiro que com o tempo encanta as mulheres da região e torna-se um grande amigo da comunidade. O único problema é que Brandon não é o que todos imaginam.

4. Hoje eu quero voltar sozinho

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Leonardo (Guilherme Lobo) é um adolescente cego, que tenta mudar o cenário de extrema proteção que seus pais lhe colocam. Sua busca por mais liberdade ganha impulso quando conhece Gabriel (Fabio Audi), um menino novo na cidade que começa a estudar em sua classe. A aproximação dos dois é cada vez mais intensa e Léo começa a viver novos sentimentos e a descobrir sobre sua sexualidade.

5. Tomboy

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Laure (Zoé Héran) se muda com os pais e a irmã caçula para uma nova cidade. Como se mudou há pouco tempo, ainda não conhece os vizinhos e um dia quando resolve ir à rua conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino. Laure é uma menina de 10 anos, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a
confusão e se apresenta como Mickaël. Sua família não sabe de sua falsa identidade e, desde então, ela começa a viver uma vida dupla.

 

6. Clube de compras allas

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Ron Woodroof é um homem heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época, ilegais. Em uma de suas viagens ao México, Ron descobre que o AZT é altamente tóxico e que existe um tratamento alternativo com efeitos colaterais menores e maior expectativa de vida, e vê nisto a possibilidade de um negócio lucrativo: transportar a medicação não autorizada pela FDA para os Estados Unidos. Assim ele cria o Clube de compra Dallas, onde através de uma taxa de associação de $400,00 dólares mensais o paciente pode ter acesso à medicação que desejar. Apesar dos remédios serem vez ou outra confiscados, o tratamento alternativo mostra sinais positivos e Ron consegue postergar seus dias de vida muito além dos 30 dias que lhe foram prometidos no diagnóstico.

7. O Jogo da imitação

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A obra é a biografia de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), matemático inglês com capacidade inestimável para solucionar problemas de lógica. Unindo suas habilidades matemáticas à ciência da computação fez descobertas que contribuíram com as estratégias usadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, levando à vitória dos Aliados. No entanto, nem mesmo a grandiosidade de seus préstimos durante a guerra pôde pagar sua maior dívida com a sociedade inglesa: a homossexualidade.

8. Má Educação

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Enrique Goded (Fele Martínez) e Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal) foram amigos íntimos durante a época da escola. Separados na adolescência, só conseguiram se reaproximar anos depois. Enrique, agora, é cineasta, que passa por um momento de dificuldade para criar um novo projeto, enquanto Ignacio é ator e parece ter uma
proposta para o problema de Enrique: um roteiro intitulado “A visita”. A história de Ignacio baseia-se na experiência de vida deles, marcada pela violação de um padre e pela separação. Enrique decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.

 

9. Azul é a cor mais quente

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Este filme, que tanto chamou atenção na época de sua estréia, conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma adolescente que se apaixona por Emma (Léa Seydoux) e pelo charme de seus cabelos azuis. A relação delas ultrapassa sentimentos de amizade e se consolida numa ardente paixão. orém, o passar do tempo faz Adèle questionar novamente seus sentimentos e desejos, o que afeta fortemente o relacionamento delas.

10. Minhas mães e meu pai

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Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) formam um moderno casal e juntas criam dois filhos, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), concebidos por meio da inseminação artificial de um doador desconhecido. O cotidiano da família muda quando Joni e Laser decidem conhecer o pai, aul, interpretado por Mark Ruffalo. aul é um adorável homem, dono de um restaurante, que passa a ter mais do que uma amizade com os filhos biológicos e este é exatamente o ponto que leva ao desequilíbrio da aparente estrutura sólida da família.

O poder da sedução

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“Odor di femina”*. Será este o pecado feminino que faz sociedades, religiões e os séculos segregarem, coibirem, matarem e discriminarem as mulheres? Não se esqueçam das burcas, das mortes, do estupro, do menor salário entre outras tantas manifestações.

Mas, enfim, falamos do quê?

A pele jovem de uma mulher encanta, adoça, estremece, oblitera o sexo masculino e os deixa inseguros, provocando neles todas as reações acima lembradas e outras que conhecemos tão bem.

Não há necessidade de beleza estonteante, basta os hormônios de uma pele “no ponto”. E, o pior: a maioria das jovens mulheres nem sequer tem idéia do poder que possui. Elas terão consciência disso só quando já passaram, há tempo, deste período, o que é uma pena. Saibamos usar nossos atributos a nosso favor. Um paralelo é o poder do povo, que não usa essa força em benefício próprio e se prejudica.

Não se fala aqui de sensualidade barata, ou equivalentes, mas de uso da feminilidade a favor de si mesma, jogar com cartas próprias neste mundo masculino, onde as regras só são a favor do time XY.

Aprendemos a subserviência em cada aspecto da educação: a boneca, o príncipe encantado, a paciência, a moderação, a ser bonita mesmo não sendo – na verdade, a princesa do nada, escrava das convenções…

E quem é que nos ensina a ganhar neste perverso jogo marcado? A sermos guerreiras? Difícil. Então, tenhamos desde jovenzinhas a noção exata de quem somos, sem enganos, e o que podemos de fato nesta empreitada, que é a luta pela nossa autonomia e felicidade. Fujamos do cio emocional que aprisiona a imbecis milhões de mulheres.

Estudar muito, informar-se sobre tudo, ter muitas amizades e não ter medo de usar todas as armas para atingir nossos objetivos. O controle próprio é o passaporte para estarmos bem conosco mesmas.

Aprendamos a nos bastar, e ninguém está aqui dizendo para não amarmos, nem abusarmos de nossa sensibilidade, mas sermos mais racionais. Difícil, de novo.

Não somos todas tão inteligentes quanto gostaríamos, ou tão belas ou tão fortes. Usemos toda munição que nosso gênero detém e partamos para um lugar melhor neste mundo injusto para mulheres e homens, mas muito mais para elas.

 

* Cheiro de fêmea (em latim).

 

 

Expedições – um Sonho Possível

Viajar é um dos mais formidáveis exercícios de libertação: explorar o novo, aprender com a natureza e com novas culturas, transformar a si mesmo…

E, dentre todas as maneiras de viajar, uma das mais intensas é através de uma expedição fora do circuito padrão e da comodidade turística. Enfim, viagem em estado bruto, sem amenizar dificuldades e deixando fluir o inesperado…

Para quem quer conhecer algumas expedições emocionantes e até mesmo para quem sonha um dia encarar esse desafio, que tal conferir as histórias de dois dos maiores exploradores brasileiros?

Beth Rodrigues e seu marido Marcelo Leite fizeram de 2011 a 2013 uma volta ao mundo equipados de uma moto, uma barraca, muito planejamento e muita coragem. Atravessaram juntos as Américas, a Europa, o Oriente Médio, a África, a Austrália e a Ásia, totalizando 52 países e 90.000 km percorridos.

Confira só alguns trechos de uma entrevista em que Beth Rodrigues contou um pouco de sua experiência para a revista Marie Claire:

O afeto muda a perspectiva. E nisso a mulher é mestre. Se a polícia nos parava, eu tomava a dianteira, sorrindo: ‘Bom dia!’. A presença feminina numa moto desarma qualquer um. A intolerância sempre existirá, mas ela é sinal de ignorância e ficará, cada vez mais, restrita a grupos menores.”

O que a gente teme é o desconhecido. Conhecer o outro traz coragem e esperança. Ainda tivemos, claro, o desafio financeiro. Realizamos um sonho desse porte gastando uma média de 65 dólares diários. Não é muito! Tantos dizem que não realizam sonhos por falta de grana, tem gente que não vai nem atrás do seu amor por medo, insegurança. Fazer a expedição me trouxe calma e confiança, não só em mim, mas no mundo.”

Essa expedição impressionante, citada por Beth (veja aqui a entrevista completa), deu origem a um livro imperdível aos apaixonados por viagens e histórias de superação: “Estrada para os Sonhos” – disponível também na AMAZON: http://goo.gl/QAizaW.

E as aventuras não param por aqui… Em 2014, eles toparam um desafio diferente: desbravar a Amazônia de moto e barco em busca da nascente do Rio Amazonas. Claro que mais um livro primoroso foi escrito baseado nessa nova ousadia: “Raízes do Rio Amazonas” – lançado recentemente e disponível na Saraiva e Livraria da Vila.

E, para quem quer viajar junto com eles, o Solteirar conseguiu duas promoções tão ousadas quanto nossos heróis exploradores:

PROMOÇÃO 1: As primeiras 20 pessoas que enviarem um email para solteirar@dwq.com.br pagarão um preço exclusivo no livro “Raízes do Rio Amazonas” (que inclui um DVD): apenas R$ 50,00 (exclusividade Solteirar), valor com um desconto de quase 50% sobre o preço de capa.

promoção - Raízes do Amazonas

PROMOÇÃO 2: De 17 a 30 de junho poste no seu perfil do Instagram suas melhores fotos* de viagens no Brasil e no mundo marcando @solteirar e indicando a hashtag #SolteirareViajar. Até 4 de julho, as(os) fãs do Solteirar terão oportunidade de conferir e curtir as fotos mais interessantes. Em 5 de julho, as 3 fotos mais curtidas por diferentes perfis do Instagram serão publicadas pelo Solteirar (no Instagram e no Facebook) e os 3 perfis** do Instagram que postarem essas fotos ganharão o livro “Estrada para os Sonhos” autografado pela Beth e pelo Marcelo.

promoção - Estrada para os Sonhos BLOG

* As fotos devem conter a imagem da(o) dona(o) do perfil do Instagram, ou seja, ser de sua própria autoria e não podem incitar violência, atos ilícitos ou atentado ao pudor. Não valem fotos de terceiros.

** São elegíveis as(os) participantes residentes no Brasil, limitando-se a 1 livro por perfil do Instagram. A forma de entrega será combinada com os ganhadores até 07/07/2015.

 

O que você está esperando? Participe agora!

Armário

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Sinceramente, não costumo reparar na roupa das pessoas, mas outro dia encontrei no banheiro uma mulher que passava dos seus 50 anos e, impulsivamente, foi aberta uma exceção. Ela usava um vestido sexy, não muito curto, mas agarrado ao corpo o suficiente para evidenciar todas as suas curvas e saliências.

Essa inocente personagem do meu dia não era dona de um corpo escultural, em seu conjunto de saliências somavam-se também aquelas desagradáveis que se aglutinam em nosso abdômen e em nossas coxas.

O que me chamou atenção para a cena é que não era alguém explorando seu poder de sedução. A sensação que tive foi a de ver um corpo enrolado em um pano e só, de forma que ela, simplesmente, já havia descartado todos os padrões pré-estabelecidos (por terceiros) para ter o direito de estar naquela peça.

Posteriormente, ouvi comentários clichês sobre o ridículo da combinação (vestido mais corpo), mas a minha leitura do fato é de que se trata muito mais de um ato de coragem do que qualquer outro exercício de exibicionismo gratuito. Vi aquele ser como a inspiração de algo que poucas pessoas fazem: vestir as peças escondidas no armário e sentir-se livre na convivência com seu próprio ridículo.

O que se leva da vida é a vida que se leva?

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Às vezes só queria parar de sentir saudades da pessoa que nunca fui, das coisas que nunca fiz e nem vou fazer e dos lugares que nem sequer estarei.

É como se a vida que não levei me fizesse mais falta do que tudo que realmente passei.

Quem sou eu?

Se for tudo uma farsa, por que não se revelar ao menos a mim?

Quem sou eu?

Já não me ponho no preto e branco há tanto tempo que me perdi.

Que confusão, que ilusão. Que encanação, que encarnação?

É o cheiro da chuva que te lembra de alguém.

É o vento nas árvores que te falta.

São os sonhos dos quais já nem me lembro mais.

Se omitir. Deixar passar.

Porque ser o reflexo de quem se queria ser é na verdade um não ser.