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Os elefantes da Copa

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Você já ouviu falar do Operário ou do Mixto de Mato Grosso? E do Princesa do Solimões e Fast Clube do Amazonas? Eles são clubes que começam seus campeonatos estaduais deficitários e quase sem público. Mas jogarão, ou gostariam de jogar nos estádios “elefantes brancos” da Copa de 2014.

Lembro-me que na época, o TCU (Tribunal de Contas da União) já havia alertado que estádios em MT, AM, RN e DF dificilmente cobririam os custos de manutenção depois da Copa. Mas o Sr. Ricardo Teixeira queria agradar os políticos dessas regiões e resolveu ampliar de 10 para 12 o número de estádios. Agora é claro, eles estão aí vazios e abandonados.

O estádio Mané Garrincha, em Brasília, custou quase R$ 1,5 bilhão e tem capacidade para 72 mil torcedores. Entretanto, a média de público do campeonato em 2014 foi nada mais que 800 por jogo. Quem está pagando os 71 mil lugares restantes? Você, eu e todo resto do Brasil, com exceção feita aos amigos do Teixeira e da dona Dilma.

Os próprios clubes locais, com problemas financeiros em função da própria economia da região, não conseguem jogar nesses estádios, dado o alto custo da partida. Também problemas dos mais diversos já estão aparecendo. A Arena Pantanal no Mato Grosso está com problemas de infiltração e roubo de equipamentos.

Certamente os governos sabem que não têm condições de manter esses estádios e restará cedê-los para a iniciativa privada. Mas será que alguém vai querer comprar um elefante branco?

 

 

Ser mãe é um saco!

 

Ser mãe é um saco mesmo. Quem discorda? A primeira coisa que somos é ser um saco para acomodar um embrião em crescimento. Um saco que se expande dia a dia durante os nove meses. E se você perceber, ser mãe é um saco que se expande pela vida toda.

Temos que ser um saco enorme de paciência, amor, controle, dedicação, abdicação, perseverança, tranquilidade, proteção, conhecimento, sabedoria, carinho, negação, prontidão, aceitação, gratidão…

Toda mãe já ouviu: “Mamãe, você é um saco!”. E eu sempre respondo: “Sim, sou um saco mesmo, se não fosse, não seria mãe. Toda mãe é uma saco!”.

 

 

Você sabe o que é um Parklet?

 

Implantados em São Francisco (EUA), que lançou o primeiro projeto oficial em 2010, os parklets são minipraças instaladas no espaço de uma vaga de carro que chegaram ao Brasil em 2013, trazidos pela ONG Instituto Mobilidade Verde, e começam a cair no gosto da iniciativa privada.

Trata-se de uma estrutura robusta de madeira com bancos, mesas, plantas e até um pequeno bicicletário ocupando o espaço de geralmente duas vagas de carros. O local é compartilhado por pedestres, moradores da região e funcionários de empresas próximas ao local que aproveitam a área para conversar, almoçar ou ler.

O nome parklet vem do ato de estacionar (“parking”, em inglês) e parques (“parks”). Esse conceito vem aumentando em razoáveis quantidades nas metrópoles brasileiras.

A iniciativa é uma parceria entre prefeituras de setor privado. Cabe aos órgãos públicos aprovar o local e conceder a permissão e, então, qualquer pessoa pode tomar a iniciativa da instalação desse tipo de projeto em suas vizinhanças, desde que arque com os custos de implantação, manutenção e desmontagem. Os custos de instalação, de acordo com a prefeitura de São Paulo, vão de R$ 25 mil a R$ 40 mil e o local pode funcionar durante três anos, renováveis.

Criadora do conceito de parklets em 2003, a italiana nascida no Brasil Suzi Bolognese afirma que a segurança da vizinhança onde haverá uma nova instalação é muito importante, mas que o projeto não deve ficar concentrado em áreas que beneficiem somente os mais ricos. “O sistema deve ser rigoroso, para que os locais não se tornem propriedade privada dos patrocinadores”, diz. “Isso acabaria completamente com a ideia de um espaço público para todos.”

Para quem mora em São Paulo ou estiver visitando a cidade, pode conhecer um dos mais de 20 parklets da cidade. Bairros como Vila Mariana, Vila Madalena, Pinheiros e Jardins são boas opções de visitá-los. Já para os cariocas, boa notícia; : recentemente foi aprovado decreto que permitirá a instalação dessas minipraças na Cidade Maravilhosa também.

 

 

 

 

Não basta ser mãe, tem que participar

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Ser mãe é mesmo um desafio, mas também um grande aprendizado. A cada dia que passa, aprendo com minha filha que o mundo pode ser melhor do que a forma que eu o vejo.

Ao longo dos anos, nossas experiências nos enchem de desconfianças e acabamos reagindo rapidamente a qualquer sinal de perigo, onde nem fumaça existe, quanto mais o fogo.

No mundo infantil, tudo é visto por uma mente aberta e criativa. Participar da vida de uma criança me permite descobrir que a vida pode ser mais simples.

Esta semana minha filha, de 6 anos, fez uma lista de suas melhores amigas. Nesta lista, o nome dela estava incluso. Quando questionei o que seu nome fazia nesta lista, ela me explicou que se considerava uma de suas melhores amigas. Os adultos esquecem de ser melhores amigos se si mesmo. Quantas vezes não fazemos coisas que nos desagradam para agradar ao outro?

É incrível o quanto podemos refletir, quando entramos no mundo infantil. E entrar neste mundo, requer não só amor, mas também disponibilidade e paciência. Como conseguir acompanhá-lo, tão cheio de novidades, se temos que trabalhar, estudar, cuidar da casa, praticar atividades físicas, manter nossos relacionamentos amorosos, nossa vida social e nossos compromissos?

O segredo é participar. Não basta estar ao lado de seu filho, sem observá-lo, sem escutá-lo ou sem questioná-lo. Sem interação, não existe troca de experiências. Sem diálogo e observação, não há aprendizado, nem para você, nem para ele.

Assim como os adultos reagem de acordo com suas experiências, as crianças transmitem suas vivências em suas brincadeiras, pinturas, diálogos e rotinas.

Procure participar ativamente dos momentos que estiver ao lado de uma criança e descobrirá um universo muito rico. Brinque com seu filho e com os colegas dele. Troque experiências com as outras mães. Participe das reuniões de pais e mestres, como questionadora e não como frequentadora.

Enfim, não seja apenas uma mãe presente. Seja participativa, e descobrirá um mundo cheio de oportunidades para você e seu filho crescerem juntos.

 

 

Dica de Filme: O Diabo veste Prada

O trabalho não está relacionado apenas à remuneração, essa escolha pode influenciar o seu estilo de vida. O que parece um sonho pode até mudar sua essência.

No filme “O Diabo Veste Prada”, Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem que conseguiu um emprego na Runaway Magazine, a mais importante revista de moda de Nova York. Ela passa a trabalhar como assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da revista. Apesar da chance que muitos sonhariam em conseguir, logo Andrea nota que trabalhar com Miranda não é tão simples assim.

Apareça e, principalmente, peça uma promoção! – Parte II

Dica enviada por Helena

Já conversamos aqui sobre um fato inegável: as mulheres não se valorizam como os homens e, logo, têm mais receio de pedir promoções ou aumentos salariais do que eles. Aliás, comprovei esse triste fato em mais de 10 anos como gestora.

E agora, depois dessa provocação, você deve estar se questionando: “OK. Mas como fazer isso? Qual seria o melhor momento?”

Desconfio de listinhas de “como fazer as coisas” e sugiro que você faça o mesmo. No entanto, especialmente se você estiver no início de sua carreira, vale a pena conferir algumas recomendações para aumentar as suas chances de promoção e alguns indícios de que você pode estar na hora certa para falar sobre o assunto com seu chefe. É isso mesmo: não fique esperando que a empresa sempre tome a iniciativa para lhe promover. Há chefes até que valorizam quem pede promoção por acreditar que a pessoa está mais interessada em crescer. E lembre-se da máxima futebolística: “Quem pede recebe; quem se movimenta tem a preferência!” 

IMPORTANTE: Esta não é uma “cartilha” e, muito menos, uma “cartilha infalível”. Ou seja, vários fatores podem influenciar a decisão pela sua promoção (além do seu merecimento e do quanto seu chefe confia em você): o tipo de negócio, o momento da empresa, do país e do mercado de trabalho, a cultura organizacional e o porte da empresa, a estrutura de cargos e salários, as políticas e normas de movimentação (muitas vezes as empresas têm uma época do ano para fazer movimentações), o momento político do seu superior e da sua área, o orçamento disponível etc. Assim, fique atenta e busque adaptar essas dicas para a sua realidade.

 

1.     ANTES DE PEDIR

1.1. Algumas coisas que podem ajudá-la a se preparar para receber uma promoção ou aumento salarial:

a.         Ao longo do ano, participe de projetos ou peça ao seu chefe novas atribuições. Enfim, envolva-se com coisas novas, sem deixar a peteca cair em suas atribuições corriqueiras. E, claro, comunique-se sem medo de mostrar seu talento. Ficar confiante de que seu desempenho justifica uma promoção é o primeiro passo.

b.         Analise cuidadosamente sua trajetória profissional dentro da empresa e faça uma autocrítica bem realista do estágio profissional em que você se encontra (se não tem ideia de como começar essa análise, vide a tabela abaixo com algumas expectativas do que se espera de um analista em diferentes fases). Crie planos de ação com seu chefe e busque desenvolver-se continuamente. Periodicamente, anote todos os projetos que participou ou que liderou, monitore as metas que cumpriu e as que deixou de cumprir e o porquê. Procure entender se você está se superando em relação ao que seu chefe espera de seu cargo e de você. E atualize essa análise especialmente antes de uma reunião de avaliação de desempenho.

c.         Conheça a fundo todas as regras e políticas de movimentação da sua empresa. Tire dúvidas com seu chefe e até com o RH.

d.         Avalie sempre se o seu salário está alinhado ao salário de mercado em empresas semelhantes. O “Portal Quero Aumento” é uma opção para fazer essa pesquisa.

 

2.     NO MOMENTO DE PEDIR

2.1. Indícios de que você pode estar na hora certa:

a.         Você bateu todas as metas e/ou foi um dos destaques na área. Marque uma reunião de avaliação de desempenho com seu chefe e aproveite a chance.

b.         Ao longo de pelo menos seis meses você trabalhou muito para evoluir em “pontos de melhoria” que o seu chefe havia sinalizado anteriormente. Liste vários exemplos e realizações concretas para explicar por que você se aprimorou ao longo desse tempo. Se o seu chefe também tiver a percepção de que você se desenvolveu, confirme sua intenção em evoluir na carreira e sinalize que você espera uma promoção.

c.         Você teve uma participação decisiva em um projeto estratégico para a área ou para a empresa. Após a entrega do projeto, marque uma reunião com o chefe. Não perca esta chance!

d.         Você está se destacando além do que é esperado para sua posição (vide tabela abaixo com algumas expectativas do que se espera de um analista em diferentes fases e considerando diversas perspectivas). Reflita racionalmente se sua percepção é realista e converse com o seu chefe. Se ele concordar com você, aproveite a chance!

e.         E, se você conseguiu a proeza de se enquadrar em várias das alternativas acima, não espere nem mais um minuto! Suas chances são muito boas.

2.2. Coisas que você não deve falar ou fazer ao pedir uma promoção:

a.         Se você tem menos de um ano de empresa, peça feedbacks, mas não peça promoção. Especialmente se a política da empresa não prevê movimentações antes de um ano. Afinal, você tem um ano para se destacar, ganhar credibilidade dentro da sua área e, principalmente, ganhar a confiança do seu superior. Antes disso, não se iluda.

b.         Nunca envie um email ou convocação para seu chefe com o assunto “promoção”. Marque uma reunião de avaliação de desempenho, feedback ou de carreira e, se ela estiver indo bem, aproveite a chance de tocar no assunto.

c.         Não peça aumento em sua primeira reunião de feedback. Marque sempre reuniões de avaliação/ feedback com seu chefe. E aguarde o momento oportuno quando suas avaliações forem positivas. Se o seu chefe nunca dá feedbacks, peça isso para ele. Mostre que você quer se aprimorar.

d.         NUNCA justifique que você precisa de um aumento por um motivo pessoal (compra de apartamento, casamento etc.). Você mostra que não é comprometida com entregas e acaba demorando mais tempo para conseguir seu aumento. Afinal, a única fundamentação que importa é a meritocracia.

e.         NUNCA se compare com alguém ou compare o seu desempenho com o desempenho do seu colega. Esta é definitivamente a pior de todas as estratégias, já que fazendo isso você mostra arrogância e põe em cheque a capacidade de julgamento do seu chefe e/ou da empresa. Ao avaliar o seu desempenho, mire apenas a sua evolução, as suas metas e as suas conquistas e realizações. E busque construir uma lista repleta delas…

f.          Mesmo que seu chefe indique na hora que você ainda não está preparado para uma promoção, agradeça o feedback, diga que vai trabalhar os pontos que precisa desenvolver e em hipótese alguma fique revoltada ou nervosa. Lembre-se que conseguir aumento faz parte de um processo de negociação e mesmo pedidos negados podem render frutos no futuro. No mínimo, seu chefe ficará mais atento em sua evolução como profissional.

g.         Se você teve uma proposta para trabalhar em outra empresa, só converse com o seu chefe se estiver certa de que está realmente disposta a mudar de emprego. Em hipótese alguma coloque seu chefe ou sua empresa contra a parede. E esteja disposta a ajudar a empresa nesse processo de saída, se for esta a sua decisão. Esses momentos ficam muito marcados na memória de seus chefes e colegas. Qualquer pisada de bola pode comprometer sua imagem no mercado e oportunidades futuras.

 

Observações:

  • Acredita-se que quanto mais requisitos você preencher dentro do cargo atual ou no cargo imediatamente superior, é provável que suas chances de ser promovido aumentem.
  • Esta tabela é fruto da observação da autora. Não se trata de um estudo exaustivo ou confirmado através de análises estatísticas. Portanto, não pode ser considerado como referência para construção de carreira. É meramente uma sugestão para início da reflexão pessoal sobre sua atuação e entregas.
  • Fatores como o tipo de negócio, a cultura organizacional e o porte da empresa, a estrutura de cargos e salários, as políticas e normas de movimentação podem alterar significativamente essas indicações sobre atuação esperada por cargo.