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O que os homens sabem sobre as mulheres

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Recentemente, num dos únicos programas de TV que raramente assisto, o tema em debate era qual o limite entre uma “paquera” e o “assédio de rua”. À mesa, pensadores renomados. Nenhuma mulher. Ao público, restaram as mesmas visões estereotipadas de sempre. Algumas até me arrancaram risadas pouco empolgadas…

Como os homens são tolos! Principalmente aqueles que julgam ter entendido as mulheres… E quanto mais perto disso se imaginam estar, mais longe estão de fato. No máximo, eles compreendem um pouco as adolescentes. Nada além…

Sei disso porque tenho vários amigos homens. E amigões de verdade, daqueles para assistir aos grandes clássicos do futebol, discutir os maiores dilemas da humanidade, tomar um belo porre, livrar a cara de enroscos colossais e até desabafar as piores desventuras (inclusive quando eles próprios levam um dolorido “pé na bunda”).

Sou fã de carteirinha de cada um, mas, quando eles começam a se vangloriar de sua habilidade singular para encantar as “vadias” ou, nas situações extremas, quando à beira de uma separação imploram uma luz no fim do túnel, tem início mais um entusiástico embate sobre os enigmas da psique feminina.

Confesso que essa é uma empreitada árdua, quase impossível. Os poucos heterossexuais agraciados com o dom de decodificar a alma feminina devem nadar de braçadas. E ainda ficar ricos com isso…

Já ouvi teorias hilárias: “Mulheres adoram cantadas de pedreiros”; “Nunca uma mulher fingiu o orgasmo comigo.”; “Toda mulher sonha com o vestido branco e é alucinada pela maternidade, suas únicas ambições.”; “Mulheres são frágeis ou putas.”; “Mulher nunca consegue ficar sozinha. Se está, pensa em se matar toda noite.”; “Toda mulher se realiza ao ‘servir’ seu homem, inclusive lavando suas cuecas…”; “Mulheres nunca têm amigas verdadeiras…”; “Mulheres só ligam para dinheiro, carros ou homens muito machos.”

É mesmo de dar pena. E quanto mais você tenta explicar, menos eles entendem…

Minha linha didática (nada eficaz) é mais ou menos a seguinte: em geral, a mulher faz o que quer fazer, mas às vezes muda de idéia sobre o que quer e recomeça seus projetos. E mais: ela não é assim tão diferente do homem. Afinal, é “humana, demasiadamente humana”, e bem mais racional do que os homens normalmente presumem.

Portanto, se ela quer se casar, é bem provável que tenha os planos A e B. Duvida? Veja só esta pesquisa: Metade das mulheres comprometidas tem um ‘plano B’”.

E, se ela está sozinha, é porque quer ou porque é exigente demais a ponto de preferir ficar sozinha. Ou seja, ficar sozinha é um dos planos.

O fato é que mulheres são, como os demais “humanos”, oceanos nada pacíficos de desejos, angústias, tragédias, renúncias e mistérios muito particulares que ninguém pode compreender em plenitude… E com um agravante: os “acessórios originais de fábrica” só deixam essas águas ainda mais turbulentas. De tal modo, poucos têm fôlego para explorar suas profundezas. A maioria surfa apenas na superfície e não tem idéia do que acontece no vasto abismo logo abaixo…

Acha que está “quase” decifrando o enigma?

Tolinho! A dica final (mas não universal) é: mesmo que ela o ame, você só estará na vida dela se acompanhar seus planos. Mas, esses mesmos planos, alguns bem secretos, muitas vezes se entrelaçam, deformam e dispersam… E logo são substituídos por novos, sendo que você pode – ou não – estar neles.

Não entendeu nada e está torcendo para trocarmos essa prosa para algo mais palatável, como a teoria da relatividade, do que é feita a matéria escura no universo, ou até mesmo se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha?

Não se preocupe! Se nem Freud explicou o que se passa na cabeça da mulherada após 30 anos de pesquisas, imagine se nós, indigentes intelectuais, conseguiríamos tamanha façanha… E o pior: Freud morreu acreditando que o grande trauma reprimido das mulheres é a “ausência do falo”. Mais um pobre coitado que, apesar de toda genialidade, não percebeu a ação da testosterona turvando sua capacidade de compreender o outro… Ou melhor: a outra.

Melhor parar por aqui e você correr para tomar uma cerveja geladíssima com seus amigos. E, de preferência, atenha-se aos assuntos relacionados a futebol.

Agora, se você for um lutador incansável e ainda quiser se aprofundar no tema, talvez seja melhor recorrer ao bom e velho Chico Buarque. No mínimo, a patroa vai achar que você está um pouco mais conectado à sua “substância psíquica”, ou, então, está prestes a ficar… E ela vai adorar isso!

Dica de amiga.

Visões diferentes

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Sempre pensei que fosse frase feminista ou machista a afirmação de que homens e mulheres possuem visões diferentes sobre os mesmos fatos. É claro que não podemos generalizar, mas quando comecei a observar tais comportamentos, tive certeza que não se trata de uma afirmação banal.

Recentemente, fui até uma loja de roupas e adorei uma peça de roupa. O vendedor, um lindo garoto, insistiu para que eu provasse o tal vestido. Eu sorri e toda sem graça disse que até gostaria, mas que não tinha o meu tamanho (M). Ele abriu um largo sorriso e disse: “Tem sim (me mostrando o tamanho P), e insisto que você prove, vai ficar ótimo”. Concordei em provar, o G azul, minha cor preferida e o P branco (por insistência dele). Achei o máximo quando o tamanho G ficou muito largo e o tamanho P serviu como uma luva. Eu nem queria um vestido branco, mas fiquei tão feliz que acabei levando. Dias depois, fui à outra loja da mesma rede e perguntei para vendedora se ela tinha o tal vestido na cor azul. Ela me olhou e disse: “Ah! Infelizmente não tenho o seu tamanho, só sobrou o P”. Sorri feliz da vida e respondi. “É o P mesmo que eu quero.”

Será que a moça tinha lente de aumento ou o mocinho me olhou com mais atenção que ela? Seja qual for a razão, ambos me olharam com visões diferentes.

Para completar minha experiência, fui trabalhar com os cabelos livres e naturais, apenas com uma passada de dedos e com aquele visual meio sexy selvagem. Como sempre estou com os cabelos escovados ou presos, sabia que estava fora do padrão. Quando entrei no espaço do café, dois homens que ali estavam me ovacionaram com assobios e um sonoro “uaaauuu”! Encontrei uma mulher no corredor que me disse: “Hoje você estava sem tempo, heim?!” No mesmo dia, ao entrar em uma sala de reunião, outra mulher disse: “Nossa amiga, que cara de acabada!” E outra completou: “Você deve estar cansada, heim?” O apresentador da reunião não aguentou e soltou a seguinte frase: “Hum, eu diria que minha impressão é bem outra, mas não posso revelar aqui.” Em seguida, me deu uma piscadinha com um largo sorriso.

De acordo com minha experiência “quase científica”, mulheres e homens possuem visões diferentes sobre o mesmo fato e a melhor conclusão é que prefiro a forma que os homens me enxergam.

Eu sou mulher

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“I am woman, hear me roar. In numbers too big to ignore

Eu sou uma mulher, me ouça rugir. Em números grandes demais para ignorar

And I know too much to go back an’ pretend. Because I’ve heard it all before

E eu sei demais para voltar e fingir. Porque eu já ouvi tudo isso antes

And I’ve been down there on the floor. No one’s ever gonna keep me down again.

E eu estive lá no chão. Ninguém vai me rebaixar outra vez.”

 

Nós, mulheres, somos símbolos de tantas coisas… E, de tantos, existem muitos que não gostaríamos de representar. Para algumas, somos a projeção de uma voz quando, na verdade, desejamos o silêncio. E, para outras, estamos a digerir o grito que acabamos de tragar.

Na minha casa, ser formado em medicina era sinônimo de ser MÉDICO – assim mesmo, sem possibilidade de flexão de gênero. E, somente anos após a residência, é que meus pais, enfim, enxergaram o meu fracasso: não existiram filhos, noivado, casamento nem dotes culinários.

Voltar no tempo para remexer esse baú é mais que folhear um álbum de família. Me faz perceber que o descaso que recebi por buscar uma profissão não se encerrou nas paredes do meu antigo lar e nem a mim. A vida profissional das mulheres, no geral, sempre pareceu ser secundária quando comparada àquelas atividades que, em algum momento, foram anexadas ao seu papel de fêmea.

Na divisão dos papéis, nos foi delegado o ônus histórico de representar a figura de um ser maternalmente dócil e procriador, deixaram-nos apenas as rotas que encontravam em suas extremidades o fogão e o tanque. Não escolhemos representar a figura de um animal domesticado nem sermos condenadas por nossa conduta sexual – seja esta leviana ou celibatária.

Em suma, o fato é que não precisamos de rótulos, somos mais do que qualquer um que ouse nos traduzir.

A nossa representatividade vem da força de trabalho de aproximadamente 43 milhões de mulheres brasileiras – participantes da PEA de acordo com a PNAD de 2011 , inseridas em diversos setores da economia. Somos os indivíduos que mais estudam no Brasil , os que menos se envolvem em acidentes de trânsito  e os que mais contribuem com causas sociais. Já cruzamos muitas das linhas mais representativas de poder no aspecto social, econômico e político.

A vitória sobre a opressão é a nossa realidade, ainda que tenhamos manchas de violações sexuais e agressões físicas, retaliações de uma moralidade corrupta – que tende ao que lhe é conveniente – e desvalorização de carreira e de salários. Esses pontos significam que a mensagem de autonomia e liberdade que viemos ecoando até aqui precisa ser mais intensa.

Temos influência absoluta nas linhas de consumo e produção do país, ajustamos a nós o comportamento de vários mercados, lideramos os lares e solidificamos a manutenção domiciliar. Somos a expressão de liberdade, luta e transgressão. Não há motivos para que nos usem – corpos e mentes – na divulgação de um recado que não queremos dar: a nossa força é o vetor do que queremos ser.

O trecho citado no início é uma canção de Helen Reddy, suas palavras são no todo, homenagem, incentivo e uma breve descrição da singularidade e da luta feminina. Mas, em seu refrão, habita a síntese das 465 palavras que escrevi aqui:

 

“Oh Yes I’m wise. But it’s wisdom born of pain

Oh, sim, eu sou sábia. Mas essa sabedoria nasceu da dor

Yes, I’ve paid the price. But look how much I gained

Sim, eu já paguei o preço. Mas veja o quanto eu ganhei

If I have to, I can do anything

Se precisar, eu posso fazer qualquer coisa

I am strong (STRONG)

Eu sou forte (FORTE)

I am invincible (INVINCIBLE)

Eu sou invencível (INVENCÍVEL)

I am WOMAN!

Eu sou MULHER”

(Helen Reddy)

 

Música “I Am Woman

Estatísticas Mercado e Força de Trabalho

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Pesquisa Mulheres ao Volante

O Perfil da Doação no Brasil

Apanhou do marido

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O companheiro da minha empregada ligou numa segunda-feira, às 7 horas, avisando que ela não viria, pois havia se machucado numa piscina…

No outro dia, ela mesma ligou dizendo que, apesar de constrangida, tinha de contar que estava toda roxa, o rosto inchado pela surra que ele lhe dera e que não queria mais trabalhar, iria voltar para sua cidade natal.

Na quarta, toda desfigurada, veio buscar seu acerto de contas. Insisti para que fizesse um B.O., que saísse da casa que é dele. Ofereci ajuda… Ela, com medo, disse que também batera nele e que, aí decerto, não teria mais razão. Ela não queria levar o assunto à delegacia da mulher, apesar de lamentar os anos de empenho em arrumar e montar a casa dele que seriam perdidos.

Na verdade, ela acabou não voltando para a cidade da sua mãe e já havia apanhado outras vezes… E ainda esperava que ele voltasse para ela…

O que faz uma mulher sujeitar-se a esta situação? Neste caso, ela parece ser bem resolvida, é valente, trabalhadora, não tem filhos, acabou bem o ensino médio, tem o apoio da família, ganha seu dinheiro, está para ganhar em seu nome uma casa do “Minha Casa Minha Vida” e tinha planos para estudar mais…

Imagino que se alguém até regularmente posta na vida passa por esta situação, o que não ocorre com milhares que não têm autonomia alguma, não trabalham ou têm subempregos e com filhos para proteger?

Só posso pensar que arraigada em nossa cultura patriarcal, muitas mulheres não veem outros caminhos que não o da submissão e subserviência, são criadas assim em todas as classes sociais, mas com predominância das mais desfavorecidas.

Sofrem humilhações, necessidades e não conseguem escapar desta violência. Com certeza, todos sabem de casos semelhantes e, mesmo querendo ajudar, essas “vítimas” não se deixam salvar.

O que faz uma mulher pensar que ama seu agressor? Que lhe deve algo? Que merece ou que precisa de um homem desta qualidade? O que nossa sociedade faz de fato para inibir esses monstros? Já ouvi tantas vezes homens dizendo que mulher gosta de apanhar. Na mesma hora pergunto se a mãe deles gostava… Aí eles respondem que a mãe deles é uma exceção.

Quantos deles se sentem no direito de até matar? Os casos são notórios e podem até não espantar… Como isso é aceitável?

Precisamos criar nossas meninas e jovens para que sejam autossuficientes, para que não se iludam com e por falsos príncipes. Precisamos ajudar a estruturar eficazes associações de proteção – ou reforçar as já existentes – com apoio financeiro, policial, jurídico e psicológico para que as salvemos.

A internet aí está e é universal, todas nós participamos. Assim, façamos campanhas, apoiemos projetos que promovam o empoderamento das mulheres… Enfim, que todas nós lutemos para melhorar o aparato de auxílio às vítimas da violência. É possível? Estou pedindo ideias, braços e, principalmente, vozes para a tarefa. Juntas, sem outros interesses que não o de ajudar (nem político, nem religioso ou ideológico). Só o de melhorar este mundo ainda tão desigual. E estupidamente violento.

  • OBS: Para denunciar a violência contra a mulher, ligue 180 na Central de Atendimento à Mulher (ligação gratuita e funciona 24h por dia em todo o país). As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas se dirijam às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Veja mais aqui.

Ser mulher: uma vida de medos e aprovações

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“De acordo com Rousseau, as únicas desigualdades naturais são as diferenças de força física, pois são derivadas do estado natural. Na sociedade moderna, o homem é corrompido e as desigualdades resultantes das leis e da propriedade não são naturais e não devem ser toleradas.”

Ser mulher requer uma força extra e muita paciência.  Estamos falando de uma vida de defesa, de justificativas, aprovações e medo constante (não, não se trata apenas de mimimis feministas como alguns gostam de afirmar). Para ser mais simplista, o mundo é dominado há muito tempo por dois males principais: a síndrome de superioridade masculina e o abuso da força física para conquistas sexuais.

A primeira delas – a síndrome da superioridade masculina – nos impõe um ambiente social onde muitas pessoas (tristemente encontramos algumas representantes femininas envolvidas) acreditam que o fato de um ser humano possuir o sexo definido como Masculino no RG o torna uma pessoa melhor, com direitos e privilégios diferenciados, além de capacidades extraordinariamente superiores aos das pobres e frágeis mulheres. Convivemos o tempo todo com piadas (de muito mau gosto) sobre  “como mulheres dirigem mal”, “mulheres não são capazes de exercer um cargo de liderança”, “mulheres nasceram para ficar em casa cuidando dos filhos e do marido”, “lugar de mulher é na cozinha”, “mulher não entende de futebol”, “vai entrevistar uma mulher? E é gostosa?”, entre outros rótulos.

É simplesmente desgastante se defender o tempo todo e ter que debater com esses idiotas milhares e milhares de vezes. Para ficar registrado: definitivamente ISSO NÃO TEM GRAÇA.

O segundo é ainda pior – abuso da força física para conquistas sexuais. Transforma a mulher única e exclusivamente em objeto sexual, mas antes de qualquer coisa, vamos para algumas estatísticas (dados nacionais):

  • 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos;
  • 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente;
  • Estima-se que a cada ano, no mínimo 527 mil pessoas são estupradas no Brasil, onde 89% são do sexo feminino;
  • Cerca de 90% dos agressores são homens e mais de 80% são conhecidos das vítimas, sendo que o incesto ocorre em 10% das famílias.

O ponto é que vivemos em um mundo de medo. Mulheres têm medo o tempo todo. Não podemos ir até o ponto de ônibus depois de certo horário porque podemos ser estupradas. Não podemos sair tarde da faculdade sozinhas porque podemos ser estupradas. Na verdade, não podemos andar sozinhas de uma maneira geral porque podemos ser estupradas. Não podemos colocar roupas curtas porque aí merecemos ser estupradas, e se somos casadas e não queremos transar, nem estupro deve ser considerado. Em trens e metrôs, estamos lá para ser “encoxadas”, cantadas? “Muito obrigada, fazem bem para a autoestima feminina!” Por favor, considerem a ironia aplicada. Enfim, é ruim, é restritivo e deprimente ter medo e ele fazer parte do nosso dia a dia.

Não tenho uma conclusão e não tenho uma solução que não seja: Pessoas, por favor, evoluam.

Por fim, a nós mulheres PARABÉNS, sobrevivemos e vivemos os dias mesmo que o mundo não conspire a nosso favor e por essas e muitas outras fiquem à vontade para bater no peito e dizer: EU TENHO ORGULHO DE SER MULHER.

OBS: Confesso que passei horas tentando achar qual o ponto do tema MULHER gostaria de abordar e acabei me deparando com uma reflexão não muito confortável, mas que definitivamente eu precisava desabafar.

 

*Livro Tudo que você deve saber sobre Filosofia (capítulo do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, publicado em 1755 por Jean –Jacques Rousseau).

**Dados retirados dos sites: http://www.compromissoeatitude.org.br/dados-e-estatisticas-sobre-violencia-contra-as-mulheres/

http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/noticias/27032014-115720-estupro-no-brasil

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/120286/Estupros-at%C3%A9-quando.htm

Coisas que dizem que as mulheres fazem melhor, mas é mentira!

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Cresci ouvindo que lavar louça é coisa de mulher, que as mulheres nasceram sabendo limpar a casa como ninguém, que o toque feminino na cozinha é sempre especial, que as mulheres tem mais jeito com as roupas, entre outras bobagens…

Pensando somente nestas três tarefas abaixo, o que elas exigem?

  • Limpar a casa
  • Lavar a louça
  • Passar a roupa

Resposta: FORÇA FÍSICA, atributo natural da constituição física masculina.

Quer ver um chão brilhando, pois bem, seja bruta.

Quer panelas espelho, esfregue sem medo de quebrar as unhas.

Quer roupas alinhadas, pilote o ferro com destreza e bastante vigor.

Pergunto-me por que a história colocou as mulheres nas tarefas domésticas. Não faz muito sentido! Temos que colocar novas criaturas no mundo, amamenta-las e além de tudo, temos que lavar, passar e limpar também?

Você não está entendendo o por que de tanta revolta? Simples, acabo de voltar de férias e gostaria muito que meu  novo namorado me ajudasse a limpar a casa! O sexo é ótimo, a viagem para comemorar o dia das mulheres foi incrível, mas preciso rever a distribuição de tarefas do dia a dia ou rever o namorado.

Feliz Dia das Mulheres!