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A consciência do inconsciente – Cap. 4

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Estava completamente exausta, desesperada, pois não tinha conseguido um tempinho sequer para buscar uma viagem para o feriado, quando recebo aquele WhatsApp inesperado: “O que vai fazer no feriado? Topa ir para minha casa em Búzios?”

Imediatamente disse SIMMMM!!!… Tudo bem… eu deveria ter escrito ao invés de pronunciar esta sonora afirmação, em alto e bom tom, no meio do elevador do prédio do escritório, ao meio dia (sim, precisamente no horário do almoço), com o elevador cheio!

Decidi ir fora do horário de pico. Acordei cantando, arrumei as malas – minha e a do cachorro -, pois na casa da minha amiga o meu amigão é convidado também. Coloquei tudo no carro, mas assim que cruzei a ponte lá estava ele, o meu segundo companheiro diário, o trânsito!

O horário de verão ilumina as pessoas, suas cores passam a ter um tom mais intenso e eu me coloco a pensar… Enquanto isso, no banco de trás, o cachorro pula feliz mesmo preso no cinto de segurança canino. Um dia ele ainda escapa…

Voltando aos meus pensamentos conscientes, me vem a pergunta: “Por Que a Consciência é só Negra?” Olho no espelho e observo minha própria imagem. Eu sou uma verdadeira confusão de cores, mas em algum momento recebi o carimbo da cor branca. Definitivamente, as cores, jeitos e conceitos variáveis de todos os seres me fazem feliz!

As horas passam, o trânsito diminuiu e eu finalmente consigo chegar ao meu destino… Ah que alegria!!! O cachorro salta do carro com seus pelos coloridos, insciente de que a cor possa determinar alguma qualidade importante. E eu corro rapidamente para encontrar minha amiga na praia, porque ainda resta sol neste dia da consciência.

Jogo meu consciente na areia da praia para deixar minha mente inconsciente, porém, vem um pensamento de perdão:

 

Perdão por haver discriminação!

Perdão pela incompreensão seja ela qual for!

 

Dica de Compras – Black Friday Brasil

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No dia seguinte ao feriado de Ação de Graças – data celebrada nos EUA – acontece a Black Friday Brasil, que nesse ano será no dia 28 de novembro.

Aos consumidores online isso significa uma excelente oportunidade de adquirir produtos nas principais lojas do país a um preço reduzido.

No site oficial da Black Friday, você pode se cadastrar para acompanhar e receber ofertas exclusivas, além de concorrer a uma viagem.

Aproveite para comprar os presentes de Natal sem enfrentar filas e se livrar de vez do stress das lojas físicas nesta época do ano.

http://www.blackfridaybrasil.com.br/

Dica de Filme – Flor do Deserto

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Sinopse: Waris Dirie (Soraya Omar-Scego / Liya Kebede) nasceu em uma família de criadores de gado nômades, na Somália. Aos 13 anos, para fugir de um casamento arranjado, ela atravessa o deserto por dias até chegar em Mogadishu, capital do país. Seus parentes a enviam para Londres, onde trabalha como empregada na embaixada da Somália. Quando vê a chance de retornar ao país, ela descobre que é ilegal da Somália e não tem mais para onde ir. Com a ajuda de Marylin (Sally Hawkins), uma descontraída vendedora, Waris consegue um abrigo. Ela passa a trabalhar em um restaurante fast food, onde é descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). Através da ambiciosa Lucinda (Juliet Stevenson), sua agente, Waris torna-se modelo. Apesar da vida de sucesso, ela ainda sofre com as lembranças de um segredo de infância.

Site do filme: http://www.desertflower-movie.com/

Link do filme (legendado): https://www.youtube.com/watch?v=BrZEvSrGUpQ

E, claro, Waris Dirie relatou sua história por meio de um livro – Flor do deserto.

Dica de Livro – Cartas entre Marias: Uma viagem à Guiné-Bissau

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Sinopse: Nana e Cris são duas meninas que moram na ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. O pai de Nana trabalha com plantas medicinais e foi convidado para fazer uma pesquisa em uma aldeia no interior de Guiné-Bissau, na África. É ali que começa a troca de cartas entre as duas amigas de colégio que, por meio da escrita, falam do seu cotidiano, sua família, seus segredos, medos, anseios e, assim, tecem as impressões de aproximação e distanciamento entre suas vidas e a das demais crianças da aldeia africana.

Além do livro, vale a visita ao blog, que apesar de não atualizado, carrega um histórico bem legal da passagem do livro pelo Brasil.

http://cartasentremarias.blogspot.com.br/

Dica de Entretenimento – O que rola no Rio?

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Esta é a última semana pra conferir o 2º Festival Gastronômico do Mercado Municipal do Rio – CADEG.

O evento está rolando desde o dia 07 de novembro e traz como principal estrela do festival o bacalhau.

Dá uma olhadinha no que te espera:

https://www.facebook.com/CadegMercadoMunicipalDoRioDeJaneiro

http://www.cadeg.com.br/

Barreiras

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“Durou muito tempo e muita gente teve de sofrer antes que fosse possível abrir o Muro”

Chanceler Angela Merkel.

No último domingo (9), foram comemorados 25 anos da queda do muro de Berlim. Durante décadas, no período da Guerra Fria, quilômetros e quilômetros de tijolos e cercas dividiram ruas, famílias, e mais, separaram milhares de pessoas de seu maior direito: A LIBERDADE.

Hoje ainda temos muitos muros, muralhas, portas, porteiras e portões (claramente em outras dimensões). São tantas as barreiras físicas que nos separam da completude do mundo que não seria justo criar ainda outras regras para o existir. Mas criamos.

Crenças, ideologias, preconceitos e conceitos. Criamos regras o tempo todo.

Não podemos ser “fáceis”, isso só afasta os homens.

Não devemos nos apaixonar pelo cara da balada, ele não presta.

Na verdade, não devemos nos apaixonar nunca, é tão over.

Não devemos transar no primeiro encontro, isso faz de você uma puta.

Não devemos ligar no dia seguinte, ele te achará chiclete demais.

Não devemos, não podemos, mas nós queremos?

Colocamo-nos como guardiãs destas muralhas, não só nas nossas vidas, como na vida de todos os próximos suficientes do nosso “apontar”. Mas, se 127 km de cercas, 302 torres, 20 bunkers e 259 recintos para cães de guarda ruíram, proponho um desafio simples: Em quais dessas regras realmente acreditamos?

Por mais que algumas delas já façam parte do nosso sistema de defesa, não devemos esquecer que as barreiras que nos protegem e nos poupam dos “machucados”, são as mesmas que nos prendem e nos privam da plenitude da vida. Um pássaro na gaiola vive a vida toda em segurança, mas não passa pela sensação incrível de voar.

 

¹ Imagem: Cidadãos de Berlim fazem vigília em cima do Muro de Berlim em 10 de novembro de 1989 (David Brauchli/Reuters).