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Pinacoteca de São Paulo recebe Ron Mueck

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Depois do sucesso no MAM-Rio, em Paris e em Buenos Aires, a exposição do artista australiano Ron Mueck chega a Pinacoteca de São Paulo no dia 20 de novembro. Trata-se de esculturas hiperrealistas.

Mueck apresenta suas esculturas como cenas do cotidiano, sem grandes dramas, apenas a vida como ela é, embora pareça um tanto quanto diferente da realidade, justamente pelo fato de ser tão realista.

 

Informações:

Exposição: “Ron Mueck”

Quando: A partir de 20 de novembro

Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo  – Praça da Luz, 02 – Luz

Quanto: Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6 e R$ 3

Grátis às quintas feiras após às 17h, e aos sábados

Mais informações: 11 3324-1000

Livro: Infiel – Ayaan Hirsi Ali

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Este livro é uma autobiografia que descreve uma jornada intelectual incomparável, que parte dos costumes tribais de uma infância na Somália, passa pelo fundamentalismo da Arábia Saudita e desemboca no Ocidente contemporâneo. Ao longo do caminho, Hirsi Ali exibe o seu maior dom: o talento de relembrar, descrever e analisar com honestidade o estado preciso de seus sentimentos em cada estágio da jornada.

Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima: Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme “Submissão”, sobre a situação da mulher muçulmana. E, assim, essa jovem exilada somali, eleita deputada do parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e por suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente.

No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente?

Em “Infiel”, sua autobiografia precoce, Ayaan, aos 37 anos, narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália, até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras frequentes e brutais da mãe e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura do crânio.

Obrigada a frequentar escolas em muitas línguas diferentes e a conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia (onde as mulheres não saíam à rua sem a companhia de um homem) à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade. Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a casar com um desconhecido mudaram sua vida e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda.

Ayaan descobre então os valores ocidentais iluministas da liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana.

Dica de viagem – Inhotim

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Aproveitar um feriado prolongado de 4 dias é o ideal para uma viagem até o Instituto Inhotim, um museu a céu aberto com um acervo riquíssimo de arte contemporânea, localizado a cerca de 60 km de Belo Horizonte (onde se localiza o aeroporto mais próximo).

Em 2014 o Inhotim foi eleito pelo site TripAdvisor1 um dos 25 museus da América do Sul mais bem avaliados pelos usuários.

Não sou nenhuma expert em artes, mas simplesmente A-DO-REI! A beleza das obras e dos jardins, a infraestrutura do local e o preparo dos funcionários realmente surpreendem!

Recomendo 2 dias “full” de visitação ao Inhotim, com pelo menos 1 noite de hospedagem na cidade de Brumadinho, onde ele está localizado.   Assim, é possível você chegar cedo (abertura às 9h302), sem grandes sacríficios, e aproveitar melhor o tempo disponível dentro da área do Inhotim que, de tão grande, lembra quase um parque de diversões estilo Disney (para adultos, é claro! rsrs). Fique atenta ao horário, pois o Inhotim fecha relativamente cedo (17h302 aos finais de semana/feriados e 16h302 durante a semana).

A cidade de Brumadinho em si não oferece atrativos além do Inhotim, mas vale se hospedar na cidade pela praticidade e pela segurança de não precisar pegar a estrada de mão dupla em parte do trecho que leva até Belo Horizonte. Aliás, recomendo que vá de carro, se quiser ter uma certa liberdade.

DICAS:

– Para evitar filas, compre os ingressos online no site www.inhotim.org.br

– Há um passaporte para 2 dias que fica mais barato que comprar os ingressos para cada um dos dias, caso opte por 2 dias.

– Há 2 restaurantes bem bacanas, o Oiticica (restaurante por quilo sofisticado, com vista para o lago) e o Tamboril (restaurante mais chique com buffet de valor fixo ou a la carte, integrado aos jardins do  instituto). Se for num feriado, vale fazer a reserva previamente,  para  garantir uma boa mesa com vista privilegiada.

tours gratuitos mediados por arte educadores e educadores ambientais do Inhotim.  Fiz e recomendo! Fique de olho nos horários de saída dos grupos e chegue um pouco antes, pois há um número limitado de vagas (não agendável).

Quanto ao roteiro, o mapa/guia do Inhotim que é entregue na entrada dá uma boa orientação. Se você estudou previamente as obras, vale priorizar aquelas que mais lhe interessaram. Para as obras mais afastadas, recomendo em um dos dias, o aluguel do carrinho elétrico (transporte interno pago), que economizará uma boa caminhada e otimizará o seu tempo.

Aliás, recomendo que você faça o tour virtual do site oficial do Inhotim antes de ir. É bem legal! Assista em:

http://www.inhotim.org.br/visite/tour-virtual/

Mais informações do Inhotim, acesse:

http://www.inhotim.org.br

 

1 http://www.tripadvisor.com.br/TravelersChoice-Attractions-cMuseums-g13#2

2 consultem o horário de funcionamento do Inhotim no http://www.inhotim.org.br

Uma manhã de Glória

Segunda-feira, 5h da manhã ao som de Gymnopedie¹ – Satie em meu despertador. Não lembro por que preciso acordar tão cedo. Só sei que minha agenda hoje começa às 08h, mas não consigo pensar em algo que deva preencher as próximas 3 horas senão o sono. Mais 30 segundos, desligo a função soneca e me situo: não é minha cama, não é meu quarto, não é São Paulo. Preciso pegar a estrada!

Em meio a goles de café, dois desafios: estar em casa a tempo de um banho e, o mais importante, lembrar quem é o paciente das 08h. Algo interrompe minha caça a memórias: uma pedra no vidro. Lembro-me de Drummond e sua experiência com pedras no meio do caminho, logo concluo que me falta conhecimento poético para lidar com a situação. Profiro alguns palavrões e, num processo mental, minha agenda anota mais uma atividade para o dia: acionar o seguro. Termino meu café e acelero.

Pontualmente às 07h03, saio de casa com metade da missão matutina cumprida e ainda me resta saber quem encontrarei nos próximos 47 minutos. Volto à caça e novamente sou interrompida no meu resgate de acontecimentos: placa ETE numbers. Fui fechada. Freio! O ambiente interior ao carro é como um monólogo de palavras de baixo calão. Troco de faixa.

Ouço insultos quando, involuntariamente, emparelho meu carro com o que há alguns segundos quase me envolveu em um acidente. O senhor de dentro do seu Jetta Black motor 2.0 recita algo sobre a trivial incapacidade, que a ausência do falo atribui às mulheres, em realizar trocas de marcha e articular o pé direito para ora pisar no acelerador ora pisar no freio. Não retruco. No momento me vem à mente uma leitura feita meses antes sobre acidentes de trânsito:

20141108 Uma noite de Glória - gráfico no texto

Dou risada mentalmente!

Seta, outra faixa. Concentro-me na agenda, mas quem é o paciente mesmo? Mais 5 minutos… Lembrei! Reginaldo – primeira consulta – pediu uma exceção nos horários, pois só está livre antes das 09h – tem urgência. Enfim, missão cumprida.

No retrovisor, vejo a mesma placa. Parece que o discípulo do princípio fálico me persegue. Quero evitar o stress: seta e caminho alternativo.

São 07h48. Entro no estacionamento do prédio e encontro a vaga perfeita e ao que parece, vem com auxiliar de manobras. Mesmo sem pedir ajuda, lá está um homem me dizendo como dar a ré – me concentro em ter educação, e o máximo que consigo é ficar em silêncio.

Ao sair do carro vejo o vidro e entro num processo meditativo sobre acionar o seguro. Algo me interrompe: quase sou atropelada! Quem pode ser a criatura dirigindo a 50 km/h dentro de um estacionamento? Minha fixação por placas logo reconhece: o discípulo. Encaramos-nos 4 segundos. Reúno meu aparente fracasso enquanto condutora, pedestre, ciclista e adestradora de pôneis mágicos e saio. O elevador me espera.

São 07h53. Inicio minha rotina de “bons dias”: três no elevador, dois no corredor e mais um pra Su – minha secretária. Entro no consultório, abro as janelas e acredito que o dia já pode começar a ser bom. Organizo a mesa, faço uma reflexão e estou pronta!

[Telefone] – Su pode pedir para o Reginaldo entrar.

A porta se abre e com ela reconheço uma avalanche de irritações – as primeiras horas da minha manhã agora tem um nome.

 

¹ https://www.youtube.com/watch?v=WcfxFxWI9R8

 

Entre Rotas e Estacionamentos, Google Maps e Waze – Cap. 3

Conquistamos com muito custo nossos direitos: trabalhar, votar, CPF próprio, carta de motorista… Esse último há quem conteste até hoje e, às vezes, até eu mesma.

Para sair da ressaca do Happy Hour do dia anterior, nada melhor do que um café da manhã com aquela amiga de infância que te conhece na vírgula do olhar. Depois dos últimos acontecimentos, precisava de uma sessão de terapia com alguém que saberia entender, rir e que me ajudaria a achar uma forma de ver minhas confusões pelo lado positivo.

Ela sugeriu um local perfeito… Eu só não conheço ninguém na região… Aliás, também não conheço a região, o que começa a ser um problema… Vai tudo muito bem entre mim e a direção do meu veículo em locais conhecidos, juro que me viro super bem no trânsito, mas basta sair um pouquinho da rota, pouco mesmo (bairro vizinho, por exemplo), que as coisas começam a complicar…

Calmamente me ligo na mocinha do Waze na convicção de que tudo dará certo. E as coisas vão bem até que naquele momento crucial, justamente onde o caminho fica desconhecido, a voz dela desaparece! Então, a minha respiração falha e, diminuo a velocidade… e o cara de trás buzina e gesticula “daquela” forma … Fica claro que ele xingou a minha mãe… Na sequência, ouço a célebre frase: “Em que posso lhe ajudar?…” e me pergunto: “Como assim, sua #%$ˆ&*??!!!! Me diga o caminho agora!!! Sinal do celular, onde você foi parar????”

Entro na primeira rua vazia para buscar uma alternativa no concorrente Google Maps e, com a graça divina, me vejo na rua onde deveria estar há 15 minutos atrás: praticamente em frente ao café! Um sorriso confiante nasce em meus lábios…

Hummm…rua cheia… Mas avisto uma vaga linda a 100m. Tudo perfeito! Acreditem, sou boa de baliza! Ah… Claro que só tinha essa vaga: pois havia dois malditos vasos de concreto quase no meio fio! Qualquer movimento mais brusco e a batida seria certa…

Então recomeço o meu percurso rumo à vaga desafiadora… O casal de velhinhos, que varria a calçada do outro lado da rua, para pra assistir minha performance (por que será que duvidam da minha capacidade?)… Nisso, lá se vão três tentativas frustradas de conseguir manobrar. De repente me assusto com um rapaz sorridente batendo no meu vidro e, sem entender direito, ouço: “Moça, pode deixar que eu estaciono para você!”. Me viro para o lado para estudar o espaço ainda remanescente e vejo um senhor passando rápido que diz: “Vou afastar meu carro para você conseguir estacionar!”.

Alguns de vocês devem estar pensando: “Deixe de ser feminista e entregue logo o carro, já que não consegue estacionar!”, mas eu lhes digo: “Não! Feminista coisa nenhuma, sou teimosa como uma porta!”

Na quinta vez – e com a ajuda dos dois rapazes – estaciono perfeitamente… Quer dizer, ficou bom, deu certo! Corro para o café, minha amiga me recebe com a frase:

– Você demorou! Por que não veio com o Waze?

– A mocinha do Waze desistiu de ajudar…

– Como assim? Que mocinha? Tem certeza de que estava com o Waze? Porque no meu é um homem que fala!!!

– Céus!! Será que o seu Waze funciona melhor que o meu só porque é um homem que fala???

 

Dica Automotiva – Calibrar Pneus

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Você também se esquece de calibrar os pneus do carro? Ou, quando se lembra, não sabe qual a pressão correta?

Esta prática pode incorrer em um significante prejuízo financeiro, além de colocar sua segurança em risco. Assista a esse vídeo do Autoesporte: ele vai te ajudar a entender COMO e QUANDO calibrar os pneus:

https://www.youtube.com/watch?v=9aAPOMTHYjE