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SPFW – Inverno 2015

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Começou na última segunda-feira (3) a 38ª edição do São Paulo Fashion Week. As palavras de ordem são: Extensão e conexão, mudança e movimento, linhas essenciais de vida e criatividade¹ e sua cenografia (Marko Brajovic) traz toda inspiração do movimento Bauhaus.

A linda e loira Gisele Bündchen já passou pelo evento, terça-feira (4) Colcci, mas ainda temos pela frente dois dias de muita tentação: Osklen, Versace (para Riachuelo), 2nd Floor, TNG  (aguardo as celebs de sempre, ok?) e outras, ou seja, já pode abrir concorrência na sua wish list porque a quantidade de itens, com certeza, vai aumentar!

O destaque dos três dias de desfile, no meu ponto de vista, foi, sem dúvidas, a Triton, quarta-feira (5). A marca de Tufi Duek trouxe para as passarelas todo o universo, brilhos e ombreiras da saga Star Wars e contou ainda, em sua abertura incrível, com a participação especial de Darth Vader e seus soldados ao som da Marcha Imperial.

Para quem se interessou, o evento acontece no Parque Cândido Portinari, integrado ao Parque Villa Lobos, sem venda de ingressos é claro, mas você pode acompanhar tudinho pelo site: http://ffw.com.br/spfw/inverno-2015-rtw/.

Abaixo o que já rolou e o que ainda está por vir do maior evento de moda do país:

03/11 Segunda-feira
Animale
Uma Raquel Davidowicz
Victor Dzenk
Tufi Duek
PatBo
Cavalera

04/11 Terça-feira
Pedro Lourenço
Reinaldo Lourenço
Pat Pat’s
Lolitta
Giuliana Romanno
João Pimenta
Colcci

05/11 Quarta-feira
Alexandre Herchcovitch
Ellus
In Conversation with Stella McCartney para C&A
Lilly Sarti
Ronaldo Fraga
Vitorino Campos
Sacada
Triton
Iódice

06/11 Quinta-feira
10:00: Patrícia Viera
13:30: Gloria Coelho
14:30: Fernanda Yamamoto
15:30: GIG Couture
16:30: Têca por Helô Rocha
17:30: Juliana Jabour
18:30: Lino Villaventura
19:30: Osklen
21:00: Versace para Riachuelo

07/11 Sexta-feira
14:30: 2nd Floor
16:00: Acquastudio
17:00: Apartamento 03
18:00: Wagner Kallieno
19:00: Llas
20:00: Amapô
21:00: TNG

 

¹ http://ffw.com.br/spfw/inverno-2015-rtw/.

Recado às mulheres que odeiam o feminismo

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Na semana passada um tema relacionado a Solteirar deu o que falar no blog da Regina Navarro:

“Minha mãe foi o meu exemplo. Separou-se de meu pai nos anos 80, logo depois que nasci e foi viajar pelo mundo […]. Fui criada pela minha avó, mas não perdi o contato com ela. Ao criar minha própria família adotei a sua independência. Fiz meu marido perceber que não sou uma mulher ‘do lar’. Ele aceitou porque me ama. Fica com nossos filhos quando saio só e não me impede de viajar também sozinha. Mas, por incrível que pareça, sou criticada por… MULHERES!!! Amigas e parentes dizem que minha atitude vai trazer infelicidade para todos nós […] Será que estou errada?”

A resposta da Regina é imperdível! Leia em: http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/11/01/a-liberdade-da-mulher-sob-controle.

E, se tiver oportunidade, confira também os comentários hilários (pra não dizer deprimentes) de alguns homens que parecem ter desembarcado agora da Idade Média. Se quiser rir (ou chorar), dê uma navegada no mesmo link.

Minha posição? Fácil de imaginar: apoio 200% a mulher casada que defende seu direito de “Solteirar”. Para muitos, esse simples apoio já me transformaria automaticamente numa “feminazi”. Imagine se eles me conhecessem um pouco melhor…

Mas o propósito da minha visita por aqui hoje é outro: gostaria de passar um recado a todas as mulheres que, como Mona Charen, odeiam os movimentos feministas e costumam dizer que eles foram um perverso retrocesso. Segundo Charen, “milhões de mulheres seguiram os conselhos feministas, mas eles as levaram a uma miséria sem paralelo.” *

Bem, em primeiro lugar, a base dos diferentes movimentos feministas não é a oposição ao casamento em geral, mas sim a superação da opressão e da submissão ao homem (incluindo o casamento arranjado). E, de fato, por mais que você não concorde com tudo que as representantes do feminismo já disseminaram ao longo de décadas (nem eu concordo), é inegável que eles foram vitais para que grande parte das mulheres ocidentais conquistasse direitos importantíssimos, sendo um dos principais o PODER DE ESCOLHA.

Hoje posso ousar escrever o que realmente penso e quero para minha vida numa comunidade como o Solteirar. Se quiser, posso até bradar aos quatro ventos que o casamento (mesmo o “por amor”) e a maternidade são, para mim, completamente INCOMPATÍVEIS. Note que nunca insisti para que alguém seguisse meus passos.

Se tivesse o infortúnio maldito de ter nascido antes dos movimentos feministas, como minha bisavó, provavelmente seria fadada ao mesmo destino: teria tentado fugir de um casamento arranjado, apanhado do marido que não amava, tido mais de 10 gravidezes e criado 8 filhos “remanescentes” delas.

Também tive a sorte de não ter nascido em um berço muçulmano e tampouco ter tido uma mãe que resistisse à libertação feminina por ela própria ser vítima dos preconceitos contra a mulher. Aliás, preconceitos tão brutalmente entranhados que se propagam através das próprias vítimas e se perpetuam através dos séculos.

Em quaisquer dos cenários acima, minha autoestima estaria em frangalhos pela inexorável inadequação da minha essência à imagem projetada pela minha família para mim (“casar e ter filhos”).

E, apesar de não ser fã da transcendência, considero-me abençoada por ter uma família repleta de mulheres incríveis e corajosas (bisavó, avó, tias divorciadas e solteiras) e de ter a mais extraordinária mãe do universo!

Exigente, ela nos ensinou a importância da superação. Generosa, nos mostrou a beleza da independência e nos fortaleceu com a autoconfiança necessária para conquistá-la. E, com isso, ganhamos mais um presente dos deuses: a oportunidade de trilhar o nosso caminho do jeito que desejamos, por mais torto que ele pareça ao olhar implacável da hipócrita humanidade.

Minha mãe é feminista e adorava sua avó guerreira que fez história antes mesmo do primeiro movimento feminista, mas que não teve a chance de escolher seu caminho.

Aliás, minha mãe é casada até hoje, mas nem por isso nos privou de saber que não é nada fácil ter marido e filhos.

Desejo às mulheres de hoje e das próximas gerações mães como a minha: livres de espírito e livres na prática (independentemente de seu estado civil), fascinantes por terem perseguido seus sonhos e incansáveis lutadoras para amparar suas filhas a seguir os delas. Sejam eles quais forem.

E viva o feminismo!

 

* Mona Charen, colunista conservadora: “Millions of women have taken feminist advice. And it’s led to unparalleled misery.”

Imagem: http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/11/01/a-liberdade-da-mulher-sob-controle/ “Ilustração: Lumi Mae

Dica de Saúde – Corridas

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Solteirandos, novembro já chegou e com ele uma agenda novinha de corridas pela cidade de São Paulo.

Tem de tudo: noturna, matutina e até open bar de “breja”!

Cliquem e confiram!

01/11 – Rolling Stone Music&Run
http://rollingstone.uol.com.br/especial/musicrun

02/11 – Série Delta
https://seriedelta.ativo.com/sao-paulo/sp-mexico/?utm_source=coresampaa&utm_medium=banner&utm_campaign=delta-sp-corresampa/#!sp-mexico-participe/

02/11 – Track Field – Anália Franco
http://tfrunseries.com.br/2014/etapas.php?etapa=20

02/11 – Circuito Athenas
http://www.corresampa.com.br/2014/09/circuito-athenas-iii-desconto-corre.html

02/11 – 5ª Sp Market Run
http://www.fuse.com.br/sprun/

09/11 – Circuito Caixa Rios E Ruas – Parque Ecológico
http://www.webrun.com.br/h/eventos/passeio-e-corrida-circuito-caixa-rios-e-ruas—etapa-1—parque-ecolog/6354

15/11 – Night Run – Júpter
https://nightrun.ativo.com/sao-paulo/sp-jupiter/?utm_source=corresampa&utm_medium=banner&utm_campaign=night-sp-corresampa/#!sp-jupiter-participe/

15/11 – Corrida 15 De Novembro
http://www.runnerbrasil.com.br/calendario.asp?ID=2&IDevento=3840

16/11 – Ayrton Senna Racing Day
http://www.ayrtonsennaracingday.com.br/

16/11 – Circuito Sesi
http://www.sesisp.org.br/qualidade-de-vida/seguranca-saude-e-qualidade-de-vida-para-as-empresas/atividade-fisica/circuito-sesi-sp-de-corrida-de-rua

16/11 – Track Field – Jk Iguatemi
http://tfrunseries.com.br/2014/etapas.php?etapa=37

16/11 – 4ª Corrida E Caminhada A. C. Camargo
http://www.temporecorde.com.br/evento/corrida_e_caminhada_saude_do_homem__ac_camargo

20/11 – Timão Run
http://www.circuitotimerun.com.br/corinthians/

23/11 – Bravus Race
http://bravusrace.ativo.com/?utm_source=parceiros&utm_medium=CORRESAMPA&utm_campaign=parceiros_bravus

23/11 – Track Field – Villa Lobos
http://tfrunseries.com.br/2014/etapas.php?etapa=53

23/11 – Sp Classic / Troféu Zumbi Dos Palmares
http://www.esportividade.com.br/evento/sp-classictrofeu-zumbi-dos-palmares-2014/

30/11 – Circuito Caixa
http://www.circuitocaixa.com.br/

30/11 – City Walk
http://citywalk.ativo.com/sao-paulo/

30/11 – Circuito Caixa Rios E Ruas – Jardim Zoológico
http://www.webrun.com.br/h/eventos/passeio-e-corrida-circuito-caixa-rios-e-ruas—jdzoologico/6355

30/11 – Fast Run
http://vocefast.ativo.com/

 

 

E, se souberem de mais alguma, contem para nós!

 

Convite

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Sem revelar a intimidade daquelas que já se instalaram sob a atmosfera de meu consultório, quero passear por uma das vicissitudes que nele mais se hospedou: o transtorno do desejo sexual hipoativo feminino.

De forma simplificada, este transtorno leva à diminuição ou à falta de fantasias sexuais, inibe a libido e faz com que a pessoa deixe de ter relações. Atualmente, ocorre com uma proporção considerável das mulheres – por volta de 26% da população brasileira – e se dá por fatores orgânicos, farmacológicos, psicológicos, relacionais e/ou culturais¹. As situações a ele concernentes são heterogêneas e vão desde dificuldades para ter relação com um parceiro fixo até a vivência de um longo período de abstinência sexual. Os tratamentos são variados e consideram os elementos situacionais, bem como, o perfil do paciente².

Mas, o intuito aqui não é entrar nos pormenores da patologia. Nem mesmo destrinchar as estatísticas geográficas de sua incidência. O fato é que presenciei com certa recorrência, discursos sobre este tema que quase sempre significavam: insegurança, sentimento de culpa e forte apego a mitos. Entendi, por fim, que muitas mulheres simplesmente desconhecem a própria anatomia. E o que vejo passear de forma assídua em minha sala é o retrato do descarte e da rejeição com relação ao conhecimento do corpo, porém, na forma de súplica de resgate.

Pensemos.

O corpo é um contínuo convite. Uma provocação incessante. Um campo de atração. É um eterno ir e vir de sensações, desde a dor algoz até o estremecer de prazer. Quanto tempo se espera até o sucumbir de seus ímpetos? Quantas vezes exercitamos um desejo sexual sem culpados, discordâncias ou critérios de desempenho? Quantas vezes nos proporcionamos um encontro com a nossa própria intimidade? Quantas vezes vivemos um desfecho de lençóis bagunçados e um único eco de sussurro?

Não é necessário ser perito no assunto para deduzir que a carga moral aplicada à conduta sexual feminina atua como um catalisador dessa notória passividade com relação ao próprio sexo. Conheci, repetidamente, monstros de natureza psicológica que foram encorajados a participar da vida sexual de mulheres que jamais reservaram um tempo para pensar sozinhas sobre o assunto e entender o que lhes dava prazer. Áreas erógenas, situações eróticas ou fantasias: nada foi estudado. Um infográfico do Happy Play Time³ revela que com certa frequência as mulheres relacionam a prática da masturbação com sentimentos de culpa ou vergonha e que, aproximadamente, 47% fazem o exercício menos de uma vez por mês no período de um ano – trivialmente a classe masculina é mais aplicada neste tema.

Iniciar uma vida sexual conjunta sem mesmo conhecer a própria nuance pode levar a uma visão frustrada de si mesma e do parceiro. Esse sentimento muitas vezes cria um processo de transferência de responsabilidade, culpando o outro pelos resultados insatisfatórios ou tomando para si essa carga. Nenhuma das implicações é justa, pois referimo-nos a mulheres que são nada mais que uma reserva de emoções inexploradas. A vivência de uma sexualidade aberta e íntima a si própria não é exatamente a cura para disfunções sexuais – que podem ser, inclusive, de ordem fisiológica. Essa sensibilidade com relação ao próprio sexo é muito mais uma medida profilática de agruras que podem surgir.

O autoconhecimento sexual é a porta que determina o que será reconhecido como deleite e o que traduz violação, na dimensão de cada indivíduo. Significa segurança para entregas e abertura para novas sensações. Sintonia com o próprio corpo e empatia com o alheio. Por isso, deixo um convite para a transcendência dos próprios sentidos. Uma pausa para apreciar os próprios detalhes. É momento de quebrar tabus. De espantar os monstros que nos atormentam, por meio de murmúrios acalorados. É momento de tocar-se: corpo e alma!

¹ http://www.psicnet.psc.br/v2/site/temas/temas_default.asp?ID=1846

²Converse com um especialista.

³ http://happyplaytime.com/infographic-the-secret-lives-of-vaginas/

Um pouco de diversão e aprendizado: http://happyplaytime.com/

Gostosuras e Travessuras

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Sei que ninguém suporta mais as contendas políticas, mas antes de começar nosso bate-papo, preciso desabafar: EITA DOMINGOZINHO DE M…! Realmente a “nobre” missão democrática como mesária é a última coisa que gostaria de fazer nesta vida! Especialmente considerando os políticos admiráveis que foram eleitos…

Bem, mas vamos ao que interessa: para salvar o que restava do domingo (e controlar a agonia pra saber quem seria o líder máximo da nação), rumei rápida e rasteiramente para um banquete sem miséria. Afinal, eu merecia esse presente!

Chegando ao restaurante, fui vítima do fatídico interrogatório: “Você está sozinha?” seguido de “Não vem MESMO mais ninguém?”.

Toda mulher partidária do estilo “voo solo” de vida já sabe que chegar sozinha a um restaurante é encarar essa irritante aporrinhação.

Não sei o que mais nos azucrina: se a segunda pergunta (a primeira é plenamente justificável), se a palavra “mesmo” ou se é a cara de aflição do garçom. Seria um lamento por ocuparmos uma mesa inteira ou simplesmente uma reação de espanto involuntária por uma mulher jantando sozinha ser tão incomum quanto um ornitorrinco voador ou qualquer outro OCNI (“objeto comedor não identificado”)?

Pois bem, o motivo não interessa. Use esse incômodo em seu benefício! Especialmente em semanas como esta que sofremos uma overdose de ansiedade, revolta, descontentamento ou o seja lá o que for… Ou, então, simplesmente comemore o Halloween extravasando a bruxa que há em você! Quer conferir como? Veja alguns possíveis debates para seu puro deleite…

Debate 1:

Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”

Resposta de Euzinha: “Sim. Só eu.”

Réplica do Garçom: “Não vem MESMO mais ninguém?”

Tréplica de Euzinha: “Meu caro, não queria lhe dizer, mas já que você perguntou… Voltei nesta semana da África, estou me sentindo mal com náuseas e febre e decidi evitar comer em casa com minha família. E se eu estiver com alguma doença contagiosa e passar pra eles? Assim, decidi comer longe das pessoas que mais amo…”

Debate 2:

Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”

Resposta de Euzinha: “Procuro ficar o mais longe possível da mediocridade humana para que minha genialidade continue pura e intocável. [PAUSA DE EFEITO] E também por orientação do meu médico psicanalista.”

Debate 3:

Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”

Resposta de Euzinha: “Como assim? Isso é alguma brincadeira? O meu namorado está sentado bem na minha frente! Você está cego?… E trate de lhe trazer um cardápio!”

No final do jantar, o derradeiro golpe de misericórdia:

Euzinha para o Garçom: “Você pode trazer a conta e a máquina do cartão? Meu namorado vai pagar. Ele é tão fofo, não é mesmo, ‘morzinho’?”

Flores e pessoas

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A azaleia

coberta de flores,

na praça,

flores rosas.

Ao lado

outra azaleia,

só folhas,

só menos bela.

Outra ainda,

só galhos

como estarrecida.

E a praça

é a vida da gente.

Gente bonita

(de toda forma)

que enfeita a vida

e tudo faz rosa.

Gente dadivosa

que supre, alimenta,

transforma…

Gente sofrida,

cansada,

triste,

contraste,

mas traz em si

a possibilidade das folhas

e mais ainda,

das rosas…