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Muda Brasil

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Desde que se iniciaram os horários partidários ficou clara uma coisa: não entendemos política. E não porque não sabemos o Manifesto Comunista de trás para frente ou porque pouco nos dedicamos à macroeconomia. O problema é a dificuldade intrínseca que temos – população e políticos – para PENSAR as coisas COMPLEXAS de forma COMPLEXA.

Para os pleitos aquém da presidência, como se dotados de uma sutil malandragem, votamos de maneira completamente estúpida: sem critério, sem análise, sem saber a atuação de cada esfera. O foco no 1º turno foi destinado para presidenciáveis eloquentes em ludibriar reformas ou com habilidade extrema em escarrar nas nossas fuças discursos politicamente primários. Consequentemente, tropeçamos em um 2º turno com a certeza de que, fosse quem fosse, estaríamos elegendo alguém que não nos representa.

Findos os capítulos da novela das margens de erro, não nos consolamos! Mas, sim, disparamos ideias separatistas e xenófobas, esquecendo o grau de exploração que AMBOS vivemos TODOS OS DIAS quando somos usurpados pelas diversas cúpulas de poder político e econômico a que estamos submetidos.

E, das discussões políticas: li discursos inflamados na defesa de um candidato; vi críticas ferrenhas às opiniões opostas e a quem não tem opinião; vi desejos de expatriação; vi tristeza e chacota. Por favor, não sejamos mais ridículos! Se nós honramos nosso esforço diário e exigimos uma qualidade ímpar nos serviços que prestamos e daqueles que terceiros nos prestam, sabíamos que não havia BONS candidatos de verdade! A crise política aqui é ser um povo OBRIGADO a votar e não ter opções dignas! Todos nós passamos por semanas de terapia frente ao espelho para convencermo-nos de que vamos optar pelo “menos pior”.

Apesar de todo o blá, blá, blá veiculado, não houve um só argumento soberano, o que fizemos foi encontrar uma desculpa que nos movesse em direção a algo que nebulosamente honrasse qualquer coisa a que dedicamos esperança. Abaixem esses dedos imponentes uns ao outros, ergam a cabeça, vão às ruas! Quando há 52% de escolha está claro que há 48% de desaprovação, a mensagem está dita! Cessem essa transferência de culpa, porque se tem uma coisa que TODO mundo deseja é um amanhã melhor – seja por uma visão altruísta ou por puro egoísmo – e, apesar dos pesares, o que se busca incessantemente é algo que dê suporte às nossas utopias cotidianas.

Somos agentes e sobreviventes de pequenas corrupções diárias e, agora, feridos pelos resultados das urnas. Vamos parar com essas lágrimas hipócritas, afinal, não é só o presidente quem tem que carregar a marca da mudança.

Domingo menor. Mas deixe estar, Jacaré. A lagoa ainda vai secar.

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Tudo em vão. Passado pouco mais de 1 ano de uma das maiores manifestações não partidárias que já presenciei no país, chegamos ao fim. Triste fim. Domingo menor.

No último domingo, ainda que do outro lado do Atlântico, lá estava eu na expectativa. Em Katmandu, a exótica capital do Nepal, a internet de um hotel já meio decadente não pegava de modo algum. Apelei para o WhatsApp, onde os amigos iam me atualizando. De repente, com um pouco de sorte (ou, a essas alturas, azar) consegui acessar o Face. Nele me deparo com várias mensagens e manifestações de “luto”, ” vou sair do país” , “separação sul-sudeste já” e assim por diante.

Pronto. Acabou. Fim de papo. Eu não precisava mais lutar contra o login e senha para acessar a internet. Saber em qual estado o Aécio perdeu ou qual percentual de votos ele obteve era curiosidade menor para alguém já desiludida.

Lembrei-me da época do colegial, em que uma pequena manifestação, um tanto quanto desorganizada, surgia na Avenida Paulista na tentativa de promover a saída do então presidente Collor. O jovem promissor, que aos poucos foi mostrando sua cara de inexperiente, de corrupto e muito mal assessorado por PC, Zélia, Magri, Cabral e companhia. Mas aquelas manifestações de jovens caras pintadas já eram algo pós-fato. Collor já havia caído praticamente sozinho.

Após 20 anos, julguei que nós havíamos aprendido ao menos discernir um candidato com boa intenção de outra candidata atuando por um grupo manipulador e corrupto, bem como usuária do poder pelo poder; o poder per se. Mas, infelizmente, ainda somos um país pobre, mal instruído e com todas as mazelas de um país emergente para poder fazer tal discernimento.

De um lado, uma grande parte pobre que vive do assistencialismo e, de outro, uma classe média alta que quer o desenvolvimentismo, mas que é também uma classe egoísta e que ironicamente finge de vez em quando fazer algum tipo de assistencialismo. Esse último lado, muito provavelmente sou eu e é você, caro leitor. Uma classe pouco politizada e pouco participativa nas questões sóciopolíticas brasileiras. Achamos que agora a solução é mudar de país e basta.

Mas não. Não vamos sair do país. Agora, mais do que sempre, devemos ter clareza de que temos mais uma chance nessa década. Há ainda uma Petrobras e um doleiro – espero que esteja vivo – no calcanhar da dona presidenta.

E há uma palavra que aprendi naquela época do colegial com o Collor: impeachment.

Dica de Finanças – Aplicação em Fundos

Uma ótima opção para quem investe em fundos e para quem não investe, mas deseja, é: www.comparacaodefundos.com.

O site é bem simples e didático, possui informações abertas e gratuitas sobre fundos de investimentos. A comparação entre os fundos inclui análise gráfica de rentabilidade, underwater, volatilidade e correlação, em um horizonte de até 5 anos.

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Além disso, se você já possui investimentos, há um serviço de consolidação de carteira que os unifica: você monitora seu patrimônio online!

 

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E, se você não tem investimentos ou quer acrescentar outro(s) ao portfólio, o site ainda te dá uma mãozinha para encontrar os mais adequados ao seu perfil (risco e objetivos).

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Enfim, para quem investe e para aqueles que não o fazem, mas pretendem, fica a dica de uma boa ferramenta de gestão de investimentos e análise do mercado de fundos.

 

Desafie-se

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Que tal, de repente, ser a pessoa que você finge ser?

Que tal começar a reagir e viver ao invés de deixar passar?

Quero cuidar de mim, quero gostar de mim. Quero gostar tanto de mim que será impossível que os outros não gostem. Quero gostar tanto de mim, que poderei ser eu, sem vergonha para qualquer ser. Quero gostar de mim, por mim, em primeira mão.

Quero parar de deixar para depois. Quero agora! Quero agora, antes que o “só mais hoje” ou “só mais dessa vez” tomem conta da vida que não conto.

Quero voltar a ser a pessoa “foda-se o mundo”, que dança mal, mas dança e que canta mal, mas canta. Quero me divertir. Quero fugir da estranha que toma conta.

Quero voltar a me respeitar. Quero saber o que quero hoje, amanhã e sempre. E se o para sempre acabar, quero saber o que quero depois também.

Quero ideais reais, daqueles que se luta cegamente e que se vê no olhar.

Quero saber para onde ir, ou pelo menos, onde quero estar. Quero merecer estar.

De que vale cada dia da minha vida se ele simplesmente passar?

Quero viver.

Quero mudar.

Quero me amar.

Apareça e, principalmente, peça uma promoção!

Dica enviada por Helena

Sou gestora há mais de 10 anos em diferentes mercados e algo sempre me intrigou: mulheres inteligentíssimas e fabulosas profissionais quase nunca negociam aumento salarial (obviamente, sempre há exceções), enquanto os homens, medíocres ou não no exercício de suas funções, arriscam muito mais sua credibilidade para pedir promoções.

Eu mesma me destaquei em quase todos os lugares em que trabalhei, mas nunca negociei aumento de salário. Grande erro. Teria avançado mais em minha carreira se o tivesse feito.

Ao longo dos anos, outro fato relacionado também acabou instigando meu olhar mais atento: quando uma mulher é elogiada por seu trabalho, normalmente ela atribui à contribuição do grupo o sucesso pelo que, segundo ela, “ajudou a fazer”. Já os homens normalmente acreditam que sua própria contribuição e talento foram decisivos para o resultado de seus projetos.

E esse ponto é exatamente o cerne da questão: “várias pesquisas indicam que as mulheres se subestimam sistematicamente e julgam seu desempenho pior do que ele realmente é, enquanto os homens julgam seu desempenho melhor do que realmente é.”

“Nossas ideias culturais muito entranhadas associam os homens às qualidades de liderança e as mulheres às qualidades de proteção, e criam um dilema para as mulheres. Acreditamos que as mulheres não só são, mas devem ser protetoras acima de qualquer outra coisa. Quando uma mulher faz qualquer coisa indicando que talvez não seja acima de tudo boazinha e agradável, isso dá má impressão e nos incomoda.”

                              (Deborah Gruenfeld, professora de liderança e comportamento empresarial em Stanford)

Assim, foi uma grata surpresa ler o ótimo livro “Faça Acontecer” de Sheryl Sandberg (executiva do Facebook) e ter a oportunidade de me aprofundar muito mais sobre o tema.

Dica de hoje? Leia o livro da Sheryl (as citações acima foram retiradas dele), confira algumas de suas palestras*, não tenha receio de liderar ou de destacar-se e prepare-se para pedir uma promoção!

E, se você não sabe muito bem como fazer isso, em breve daremos outras dicas quentes sobre o tema! Afinal, saber como e quando fazer isso também é primordial.

*Exemplo: Sheryl Sandberg em palestra para a TED.

Obs: Confira também a Parte II deste texto aqui.

Uma vida de amores

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Queria neste momento pensar no ser amado, no alvo de meus suspiros, na figura dos meus sonhos, no homem do meu ser, porém, sem possuí-lo ou persegui-lo. Quero apenas imaginar que alguém, em algum momento, estará sorrindo ao meu lado por motivos fúteis e de forma espontânea.

Quando ele chegar…
Vou reconhecê-lo pelo seu modo descomplicado de viver.
Vou me apaixonar pela expressão de liberdade impressa em seu rosto.

Desejo que ele…
Tenha coragem de viver cada momento ao meu lado com o prazer da oportunidade única, como se a possibilidade de reviver esses momentos não existisse.
Que seu olhar não seja cheio de promessas, mas que tenha o mais instigante brilho de possibilidades.

Quando ele me deixar…
Quero curtir as lembranças e não sentir sua falta.
Não quero que fique o vazio, apenas a parte que ele trouxe para completar meu ser.

Quando enfim…
Em meu leito de morte, eu sorrir para me despedir da vida, existirá a certeza de que ele foi mais um dos tantos amores que me fizeram bem.